Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Depressão - Parte VI

Já alguma sentiram aquela estranha sensação de querermos desesperadamente comer alguma coisa, mas não sabemos bem o quê? E então, comemos tudo o que nos aparece à frente a ver se satisfaz a nossa gula, mas nunca é bem aquilo e a gula vai piorando na mesma medida em que o nosso desespero e sentido de impotência vão aumentando... Sabem essa sensação?!

É a que eu tenho, mas em relação à vida!

Sinto que preciso de qualquer coisa mais. Qualquer coisa que faça click, que me faça sentir confortada... Que me dê algum sentido de pertença... Mas nunca é! Nunca chego lá!

E a frustração vai aumentando de dia para dia. E os dias tornam-se maiores e os minutos parecem arrastar-se com a dolorosa certeza de que estamos a perder tempo precioso em detrimento dessa qualquer coisa que nos aguarda.

Mas será que essa qualquer coisa existe? Estará lá à nossa espera qual destino?

Não será mais uma ilusão de um espírito perturbado e carente a falar mais alto e querer dar propósito a uma existência vã?!

Pois, bem sei! Neste momento estão a pensar que eu regredi e que a minha depressão está a levar a melhor sobre mim. E sim, é verdade! Tem havido dias em que assim o é. Com a agravante de que nem sempre são apenas dias, mas fases, épocas, demasiado tempo em que a frustração e a impotência tomam conta de mim.

Há quem lhe chame depressão, há quem lhe chame desânimo, há quem ache que é tudo uma fantasia que só ataca mentes fracas.

Pensem o que quiserem... Só sei que é como me sinto!

E vezes há em que dava qualquer coisa para que não tivesse de viver com a minha cabeça e simplesmente poder abstrair-me de toda a confusão que a ocupa.

Vezes há em que eu dava tudo para me sentir plenamente feliz, ainda que fosse por pouco tempo e morresse a seguir. Pelo menos assim, teria visto o que era a felicidade. Que cores tinha a alegria e que sabor tinha a vida.

Assim sendo, só me resta sentir o cheiro da saudade... O único sentido que parece permanecer desperto, que me consome e persegue e me faz esquecer de mim...

1 comentário:

DM disse...

olá minha amiga MM,
quando deixamos de esperar demais dos outros e das coisas saboreamos melhor o que nos acontece, o que recebemos e quem está a nossa lado. Não estás a regredir, eu não me considero em depressão e sinto o mesmo. Por isso aproveita as pequenas coisas e ama-as e vive-as. Tu sabes fazê-lo só o esueceste.
beijo, conta comigo,

DM