Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Ver Se A Gente Se Entende

Sim, é verdade! Eu ando mesmo na fossa. De tal maneira, que nem sei como é que as pessoas aguentam estar à minha volta. De tanto andar na fossa, já só devo cheirar a merda...

Amigos e família: eu agradeço a vossa preocupação. A sério que sim... Mas eu andar na fossa não significa que tenham de andar sempre atrás de mim a fazer comentários, a tecerem opiniões sobre o que fazer com a minha vida e a tratarem-me como se fosse uma coitadinha que precisa de ajuda.

Menos, ok?!

A ver se a gente se entende.

Eu ando mal. Sim, muito mal psicologicamente falando. Ando revoltada, desmotivada e tudo e tudo, mas andar assim não faz com que ande trombuda e de mau humor ou mau feitio.

Andar assim, não faz com que eu não aprecie as pequenas coisas do meu dia-a-dia. Não faz com que não seja bastante grata pelas coisas que tenho e que alcancei. Não faz com que não me divirta ou dê umas valentes gargalhadas.

Resumindo: estar na merda, não me faz ser uma merda.

Por isso, deixem-se lá desses comportamentos do "não te vamos deixar ficar sozinha", "dorme cá em casa", "as coisas hão-de melhorar", "tem calma" (um pequeno apontamento. Eu até podia estar muito calma até àquele momento, mas a calma vai-se toda assim que me dizem para ter calma), "há-de chegar o teu dia", "pensa positivo", bem e clichés que tais. Acho que perceberam onde quero chegar.

Eu não me queixo, pois não? Mas se vocês me perguntam como ando, não estão à espera que vos minta, pois não?

E se vos digo a verdade, é só porque estou a responder com honestidade às vossas questões. Isso não vos dá automaticamente free pass para dar palpites. 

Alturas há na vida em que só precisamos de dizer o que cá vai dentro. Não precisamos de conforto, que nos passem a mão no pêlo ou dêem palmadinhas nas costas.

É que por muito grata que vos seja, pelo amor, carinho e amizade que me têm e demonstram (e sou mesmo)... Já só me dá vontade de ser falsa e dizer um "está tudo bem", só para não ter de vos ouvir dizer SEMPRE as mesmas coisas, que não me ajudam em absolutamente NADA.
 
Que também eu me queixo sempre do mesmo? É bem provável. Com algumas pequenas variações, os meus "problemas" são os mesmos. Mas se também não me querem ouvir, não perguntem. Hão-de reparar que por iniciativa própria, não digo nada.

Sentem-se impotentes perante os meus problemas e/ou queixumes... Olhem, também eu! Gostavam de ter o poder de me pôr bem para deixarem de me ver sofrer? Também eu! E acham que eu não penso o mesmo em relação a vocês?

Mas a vida é mesmo assim. E neste momento da minha vida, não quero que me ignorem. Não é isso. Quero sim, que aceitem que ando mal e respeitem essa minha condição sem imposições bestas e sem comentários completamente desnecessários que, quanto muito, nada mais são que pura crueldade de tamanha falácia.

Tendo dito isto: perdoem-me os mais sensíveis e que não perceberam nada do que acabei de escrever ou que me acham ingrata e "pobre e mal agradecida".

Não sou. E o que tenho de melhor na vida, são vocês. Por isso... Não me deixem perder isso também!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juro Que Hoje...

... Quase foi precisa uma grua para me levantar da cama.

E não! Não teve nada que ver com os 10Kg que tenho a mais e que aliás ninguém acredita que os tenho até fazer o teste da balança.

Teve mesmo que ver com o facto de eu estar completamente ferrada a dormir quando o despertador vibrou (e para quem me lê desde o início, sabe que isso é raríssimo acontecer, já que acordo sempre antes dele despertar) e estar a sonhar e tudo.

Foi terrível! Durante uns bons cinco minutos, estive a imaginar argumentos que podia inventar para telefonar ao patrão a dizer que não ia trabalhar.

Detesto sentir-me assim logo pela manhã.

Não é que acorde cheia de vontade de ir trabalhar (de todo), mas começar o dia a imaginar desculpas para não ter de levantar o rabo da cama, diz-me muito sobre o meu estado psicológico... E acreditem que não me diz nada de bom.

Enfim... Hoje é 5ªf, vou sair mais cedo porque já tenho a ecografia à tiróide marcada e vamos lá ver o que é que me reserva o diagnóstico... :(

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Another Fuc**** Monday

Começo a achar que sou uma depressiva crónica... Se é que tal coisa existe.

Estou completamente de rastos.

Pudesse e metia baixa de uns quinze dias. Preciso de fazer uma cura de sono e curar as mazelas do corpo e da alma.

Estou outra vez, com uma amigdalite, preciso de marcar urgentemente consulta num Osteopata, já que estou toda torta e tenho dores de morte na zona lombar das minhas costas ao ponto de mal conseguir andar direita.

Tenho em crer que preciso de mudar de medicação para a depressão... Já que esta deixou de fazer efeito e além disso está a engordar-me.

E pronto! Não me lamento mais.

Um bom dia para todos vós!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gostaria de Poder Estar Em Estado "Mute"

Hoje, se pudesse, não abriria a boca para pronunciar qualquer tipo de som. Ok, talvez a abrisse para bocejar.

Agora a sério. O meu problema não está só no sono que tenho (e tenho muito. MESMO!). Está no facto de estar completamente esgotada. Física e emocionalmente.

Como acho que já vos disse, tenho a minha LL comigo desde o início de Julho e aquela criança está a dar cabo das minhas já escassas reservas de paciência.

Amo-a mais que tudo neste mundo e é como uma filha para mim, mas aquela miúda tem a capacidade de arruinar a paciência à pessoa mais calma e pacífica do Universo.

Está com 10 anos e apesar de eu fazer os possíveis para lhe dar uma boa educação e fazê-la ver que já não é um bebé, mas sim uma criança em fase pré-adolescência e que tem de ter mais responsabilidades para com as suas atitudes e comportamentos, etc.... É a mesma coisa que falar com uma porta.

Está mandona, respondona e em suma insuportável.

Sou contra educar através de estalo ou palmada, mas hoje de manhã tive de fazer um esforço surreal para não lhe dar mesmo uma surra. Tive a plena noção de que se lhe pusesse a mão em cima, dava cabo dela. E ODEIO este tipo de sentimentos.

Vou ter de castigá-la, mas hoje em dia os castigos já não têm o mesmo peso (psicológico) que tinham antigamente.
Eu digo-lhe: "tiro-te o computador, os jogos e a televisão" e ela diz-me: "então tira!". E é capaz de passar os dias do castigo sem tocar em nenhuma das coisas com uma calma desconcertante que só me dá cabo nos nervos é a mim.

A sério! Eu, até à data, nunca tive o apelo à maternidade. Muito se deve, pois está claro, ao facto de ter praticamente criado a DD e estar a criar a LL... Mas cada vez tenho mais a certeza de que não quero ter filhos.

Se dava uma boa mãe? Tenho a certeza! A questão está que, não disponho das capacidades psicológicas necessárias para educar sem me consumir. Estou completamente exaurida e ela é só minha irmã. Não dá mesmo.

E é assim que estou hoje. Triste, desmotivada e esgotada. Está a ser muito difícil atender os clientes com boa cara ou boa voz (para os que ligam) porque hoje estou mesmo nas últimas.

Tudo isto aliado ao ser uma 2ªf e ter tido um fim-de-semana completamente extenuante... Not a happy combination!

Boa 2ªf para todos!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Depressão - Parte VI

Já alguma sentiram aquela estranha sensação de querermos desesperadamente comer alguma coisa, mas não sabemos bem o quê? E então, comemos tudo o que nos aparece à frente a ver se satisfaz a nossa gula, mas nunca é bem aquilo e a gula vai piorando na mesma medida em que o nosso desespero e sentido de impotência vão aumentando... Sabem essa sensação?!

É a que eu tenho, mas em relação à vida!

Sinto que preciso de qualquer coisa mais. Qualquer coisa que faça click, que me faça sentir confortada... Que me dê algum sentido de pertença... Mas nunca é! Nunca chego lá!

E a frustração vai aumentando de dia para dia. E os dias tornam-se maiores e os minutos parecem arrastar-se com a dolorosa certeza de que estamos a perder tempo precioso em detrimento dessa qualquer coisa que nos aguarda.

Mas será que essa qualquer coisa existe? Estará lá à nossa espera qual destino?

Não será mais uma ilusão de um espírito perturbado e carente a falar mais alto e querer dar propósito a uma existência vã?!

Pois, bem sei! Neste momento estão a pensar que eu regredi e que a minha depressão está a levar a melhor sobre mim. E sim, é verdade! Tem havido dias em que assim o é. Com a agravante de que nem sempre são apenas dias, mas fases, épocas, demasiado tempo em que a frustração e a impotência tomam conta de mim.

Há quem lhe chame depressão, há quem lhe chame desânimo, há quem ache que é tudo uma fantasia que só ataca mentes fracas.

Pensem o que quiserem... Só sei que é como me sinto!

E vezes há em que dava qualquer coisa para que não tivesse de viver com a minha cabeça e simplesmente poder abstrair-me de toda a confusão que a ocupa.

Vezes há em que eu dava tudo para me sentir plenamente feliz, ainda que fosse por pouco tempo e morresse a seguir. Pelo menos assim, teria visto o que era a felicidade. Que cores tinha a alegria e que sabor tinha a vida.

Assim sendo, só me resta sentir o cheiro da saudade... O único sentido que parece permanecer desperto, que me consome e persegue e me faz esquecer de mim...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Que É Que...

... Uma pessoa normal que trabalha de 2ªf a 6ªf no mínimo 8h/dia, que não está de férias, está a fazer às 3h da manhã num dia de semana?!

Se a vossa resposta automática, foi dormir... Estão errados!

E daí eu disse "uma pessoa normal". Ok!

Acontece que eu continuo com as minhas insónias ou "inMM" (nunca percebi este nome. Quem inventou este nome devia estar acordado a pensar numa Sónia qualquer.).

Adormeço ferrada e três horas depois voilá! Acordadinha e fresca, mas cheia de sono. Como já percebi que não vale a pena insistir em obrigar-me a adormecer, que faço eu? Ponho-me a ler, pois está claro.

Resultado?!

Acham que vale mesmo a pena dizer? Sou um autêntico zombie. De manhã, a coisa leva-se. Mas a seguir à hora do almoço, é para esquecer.

A minha capacidade de raciocínio decresce abruptamente, a minha mente entorpece e o sono instala-se. E o que apetecia então? Dormir uma bela de uma sesta, o que não posso fazer, óbvio!

Ahhhhhhhhhhhhhh!

Boa 4ªf caros amigos e leitores (os poucos que ainda têm paciência para me ler).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Álcool, "Drogas" & Café

Definitivamente, não é uma boa combinação e só eu para ter a infeliz ideia de achar que não iria fazer mazela.

Pois, pois! Eu explico!

Tal como já aqui mencionei, voltei aos comprimidos para dormir desde que a minha avó faleceu. Também desde que a minha avó faleceu todas as noites, sem excepção, sonho com ela. Cenários alucinados onde ela aparece a dizer que está viva, onde só eu a vejo e ouço, onde sou declarada louca e internada num hospício e onde ela aparece sempre branca como a cera e fria como o gelo.

No dia-a-dia, sinto-me aparentemente normal. É de manhã quando acordo e me lembro destes sonhos que percebo o nível da minha perturbação psicológica.

Ontem à noite, duas amigas minhas teimaram que 5ªf era um bom dia para jantarmos fora e beber uns copos.

Eu disse que era má ideia. Detesto sair durante a semana, porque não me aguento em pé no dia a seguir. É nestas alturas que vejo, aliás, sinto que estou mesmo a ficar velha.

Mas e "'bora lá e tal"... E eu lá fui! "É pah, 'bora apanhar uma tosga!"... E eu disse que não podia beber, pois além dos anti-depressivos, calmantes e comprimidos para dormir, ando a brufens e afins para os meus estados febris resultantes da minha ainda otite e da minha garganta que quer fazer outra amigdalite.

Pois! Acontece que bebi. Mateus Rosé, mais concretamente. E como sempre tive bom beber, apesar de não o fazer regularmente, fui a que mais bebi. Não tenho a culpa que beber não me afecte minimamente.

A seguir ainda achei que um café não caía mal. Chego a casa à uma da manhã e penso que nem do comprimido para dormir preciso, pois estou estoirada.

Exacto!

Não dormi nada de jeito. O pouco que dormi, sonhei que estava eu própria num caixão de um branco lacado assustador (e eu que nem quero ser enterrada - MEDO), e que finalmente todo o resto da família tinha-se apercebido que afinal a minha avó estava mesmo viva.

O que dizer disto? Nem sei!

Sei que tive febre, que acordei encharcada em suor às quatro da manhã a tremer de frio, que não voltei a "pregar olho" até às sete (hora em que me levanto) e que estou aqui (no meu local de trabalho) num estado absolutamente NÃO RECOMENDÁVEL!

Ok! Compreendo que isto seja o meu inconsciente a fazer a gestão dos últimos acontecimentos. Aceito que o facto de ontem à noite ter recebido um sms do ex-cartão da minha avó, no meu telemóvel enviado pela minha tia, me gelou o sangue.

Imaginem. O telemóvel assinala sms, vocês vão consultar e vêem como remetente a avó que faleceu a semana passada praticamente à vossa frente. Acho que estou traumatizada.

Emendo: estou oficialmente perturbada!

A minha única "luz ao fundo do túnel" depois de uma noite destas, é que hoje é 6ªf! Amigos, garanto-vos que se não fosse, eu não aguentava mais!

Boa 6ªf!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os Pequenos Detalhes

Tenho vontade de escrever, mas não acho existirem palavras suficientes no mundo para expressaram dor e perda.

É algo que não se traduz em palavras. Sente-se!

E por mais que não queiramos pensar no assunto, ele está lá no nosso inconsciente em cada pequeno gesto que fazemos.

Voltei aos comprimidos para dormir e sinto-me anestesiada. Sinto que estou a viver a minha vida como se estivesse a observá-la de cima e não em mim, na minha pele.

Mas ontem depois da banhoca matinal, pensei: "a vida continua. Faz qualquer coisa habitual, sem importância a ver se entras nos eixos."

E foi assim que dei por mim a pintar as unhas. Há já cerca de um mês que não o fazia.

Diga-se de passagem que até fez bem. Anos e anos consecutivos a levarem com verniz... Coitadas das minhas unhas. Bem precisavam de descanso.

E não andavam pintadas por quê?

Simples! Andei demasiado doente para ter paciência para fazer a minha manicure e depois com a recente perda da minha avó, a paciência foi-se de vez.

Mas o meu avô paterno fez ontem 69 anos. São já os únicos dois avós que tenho vivos e tenho de aproveitá-los ao máximo. O mínimo que eu podia fazer era aparecer bem disposta e arranjada como sempre ando.

Acontece que naquele pequeno, fútil e até mesmo rídiculo gesto de estar a pintar a unhas me fez lembrar a minha avó e acabei inevitavelmente a chorar.

Parecia que estava ouvir a voz dela lá em casa a dizer algures de uma qualquer outra assoalhada "filha, estás a pintar as unhas? É que cheira a verniz!".

Agora não tenho ninguém que diga isso, nem ninguém que a seguir me vá dizer "que linda cor, filha", "estão bem lindas as tuas unhas!".

E não! Não é falta de bajolice que sinto. É mesmo o facto de saber que não vou voltar a ouvir a voz dela, sentir a presença dela e saber que ela está ali para mim a qualquer altura do dia ou da noite.

Boa 2ªf!

segunda-feira, 7 de março de 2011

...

Já nem sei como dizer isto sem soar repetitivo, chato e até mesmo ridículo... Mas estou doente! Outra vez!

Devo ser feita de me***. Só pode! Há sempre uma qualquer macacoa a contaminar-me. Estou fechada em casa, porque ainda não sei muito bem o que tenho. Parece que está em fase de incubação.

Sintomas: febre, dores horríveis de ouvidos, garganta,maxilares e dor e ardor no peito. Estes sintomas no peito são os mesmo que tive aquando da minha bronquite aguda e ter passado os últimos três meses da minha vida a fazer visitas regulares à minha avó num Hospital dedicado a doenças respiratórias, não deve ter ajudado.

Tenho a minha cirurgia agendada para o final do mês e esta 4ªf vou visitar o Sr. Dr. para me receitar antibióticos e muito provavelmente mais um RX. Este ano se não morrer das doenças, morro das radiações e anestesias gerais que tenho vindo a levar nos últimos tempos na minha vida.

Farta! Conhecem a sensação?!

Parece que ando sempre com alguma coisa. Estou farta disto, de mim e de TUDO!

Não tenho paciência para mim e logo não a tenho para as pessoas à minha volta. Só me apetece desaparecer e ficar num qualquer plano, onde não existam dores, doenças, mágoas, problemas... Algures fora daqui! Mas se tal sítio existir, deve estar povoado de pessoas egoístas, pois nunca nenhuma se chegou à frente para nos dizer como e onde é!

Enfim... Uma colega minha de trabalho diz-me constantemente que o meu blog devia deixar de se chamar Requintes de Malvadez e passar a chamar-se "Cortar os Pulsos". Diz que é super deprimente e que se alguém se estiver para matar que ao ler-me, vai matar-se de certeza.

Lamento! Honestamente, lamento.

Escrevo sobre o que passa comigo e na minha vida. Sobre os pensamentos que vageiam perdidos na minha perturbada psique. Devo ser uma pessoa horrorosa, sombria e péssima! Que querem que vos diga?!

Querem que chegue aqui e conte anedotas? É raro achar piada a alguma.

Devo ter um ego gigante, ser egoísta, chata, ter um terrível sentido de humor e ser anti-social... No fundo, só devo ter defeitos.

E não! Não escrevo isto, para virem para aqui dizer (os que me conhecem) que eu não sou nada assim. Às vezes pergunto-me que raio de pessoa vêem em mim.

Não tenho mais nada a dizer (escrever)... Mas tenho um pedido a fazer.

Vocês, os que são felizes e têm episódios bons, cheios de boas emoções e sensações positivas, partilhem as vossas histórias comigo. Quero (preciso) acreditar que ainda existem pessoas que sabem o que é isso da felicidade. Isso da plenitude, satisfação... Como é sentirem-se amadas, preenchidas e cheias de vida!

Sei que a felicidade é um conceito superlativo, mas acredito que haja quem tenha mais momentos felizes que infelizes... Ou se calhar há quem consiga gerir melhor os positivos e "esquecer" os negativos...

... Se calhar!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eureka!

É verdade! Fez-se luz!

Finalmente descobri/encontrei o meu desporto favorito. Chama-se Toss & Turn.

Tenho praticado de forma bastante activa e assaz criativa esta nova modalidade desportiva todas as noites desta semana.

A verdade é que queimo mesmo calorias. Suo, transpiro mesmo estão a entender?

Voltas e mais voltas com uma pedrada de sono descomunal e dormir, nem pensar! Há que exercitar e continuar a praticar, até alcançar a perfeição. E se eu tenho a mania da perfeição...

Amigos, resultado?

Tenho umas olheiras que me chegam aos calcanhares o que com a cor fantástica de pele que tenho (translúcida) não se nota NADA e ando com uma overdose de sono de tal ordem, que me rio que nem uma maluca sozinha, falo sozinha e ando com uma pica, como se tivesse levado uma injecção de adrenalina.

(Para que conste, nunca levei, ok?)

Hoje de manhã e depois de mais uma noite em BRANCO (isto foi propositado), até cantei a música "Loca, Loca" da Shakira no banho! Coitados dos vizinhos!

Bem, resumindo, se houver aí algum leitor (masculino, entenda-se) que goste tanto desta modalidade desportiva quanto eu, que me mande um e-mail e combinamos um duo... Pode ser que nos entretenhamos com outra coisa...

Se estou ácida? Eu?! Que ideia!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Resolução do Dia

Começo a achar que o meu blog se está a transformar num blog que só tem videoclips de músicas. :( E eu não quero. Juro! Mas a minha vida anda tão caótica!

Só me apetece gritar, espernear e chorar como a menina mimada que nunca fui e mandar tudo ao ar em alto e bom som.

E por quê? - Perguntam vocês (ou não).

"Eu sei lá, sei lá!" - Citando a famosa letra da música "A Mãe da Criança" e que o Vasco Palmeirim da Rádio Comercial reinventou para a filha da Luciana Abreu e do Djaló.

Mas é isso mesmo! Eu não sei!

Ou melhor, sei! Mas nada que possa pôr em palavras. O que para mim é deveras estranho! Eu a tagarela que tem sempre alguma coisa a dizer e ainda mais a escrever...

Bem, isto tudo para dizer que agora a rubrica "Música do Dia" vai deixar de ter carácter diário, para passar a ter carácter de "quando bem me apetecer". Que vos parece?!

É que isto daqui a nada, mais parece uma playlist ou uma maneira de eu dar música (e no sentido literal) a quem se dá ao trabalho de me ler e não é essa, de todo, a minha intenção.

Amigos, tenho umas coisas para vos contar, mas advinhem?!

Não tenho tempo! Estou a trabalhar e quando chego a casa é demasiado tarde para ligar o PC e só consigo pensar em cama... Eu prometo que este blog há-de voltar aos bons e velhos tempos, but give me some time, please!

Boa 3ªf para todos!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"Normal"

Dita o dicionário que normal é dentro da norma, da regra, usual, exemplar... Um dia destes à hora do almoço estive a "discutir" este conceito com um colega meu.

Ele disse-me que (de encontro ao famoso e dantesco caso do homicídio do Carlos Castro) uma pessoa normal é aquela que entra na definição de bonus pater familias.

E o que é isso?

"O conceito pater familias é o modelo da pessoa capaz e responsável. Começou a fazer-se-lhe referência enquanto entidade abstracta e não a um qualquer pater (pai, chefe), mas ao bonus pater familias, numa apreciação assumidamente não só estatística (de normalidade), mas também moral ou, diríamos, «normativa». - Retirado do site http://muriasjuridico.no.sapo.pt/eBonusPater.htm.

Ora, estamos a falar sobre o tal caso que anda na boca de Portugal, e quiça do mundo, e diz-me ele que o Renato Seabra não podia de todo ser considerado uma pessoa normal.

Eu perguntei-lhe o que era uma pessoa normal e ele deu-me a tal definição (um pouco mais alargada e que poderão consultar na fonte da informação) e ficámos a falar sobre isso.

Eu disse-lhe que não me considerava uma pessoa "normal" em todos os aspectos da minha pessoa e ele pediu-me para eu identificar especificamente em que é que eu me acho "anormal" (por assim dizer).

Honestamente, nunca tinha pensado nisso. Juro que assim de repente, fui apanhada de surpresa. Adoro falar com esse meu colega (e já amigo) de trabalho, precisamente por ser uma pessoa de extrema inteligência e que me suscita dúvidas e levanta questões que fazem com que tenha de dar um uso (além do "normal") ao meu cérebro.

Em que é que eu não me considero normal?!

Não tive um crescimento normal. Tenho experiências traumáticas que me acompanham e fazem de mim a pessoa que sou hoje com todos os defeitos e qualidades. Não é à toa que estou a passar por um processo de tratamento de uma depressão.

Tenho lembranças desde os meus três anos de idade bastante vívidas (o que dizem, os especialistas entenda-se, ser bastante raro), comecei muito cedo a tratar de mim, no que à comida ou limpeza (quer pessoal, quer doméstica) dizia respeito. Aos cinco anos, nasceu a minha irmã do meio, a DD, e fiquei com a responsabilidade acrescida de criá-la.

Aos nove anos cozinhava, passava a ferro e fazia a lida da casa como se uma mulher casada e com filhos fosse.

Não cresci no meio de afectos ou de elogios. Cresci num seio familiar que cedo me ensinou a poder contar única e exclusivamente comigo, que me mostrou um mundo cruel, injusto e sem amigos.

Não tenho recordações de brincar com bonecos, excepto as lembranças que tenho de entreter a minha irmã com bonecos.

Fui vítima de violência física e psicológica e enfim... Acho que não vale a pena estar aqui a discorrer sobre os podres da minha vida e família.

Acontece que cresci fria, amargurada e revoltada com a minha própria existência. Aprendi a observar as pessoas, as coisas e as pessoas à minha volta numa tentativa de analisar tudo ao mais ínfimo pormenor para me poder defender, pois o meu crescimento dizia-me que só podia ser atacada.

Nunca me considerei uma criança e sempre tive a noção de que já tinha nascido com uns 100 anos.

A minha vida dava um livro amigos... Soubessem da história a metade.

O que eu quero dizer com esta conversa toda, é que tenho toda uma forma de ser bastante peculiar. A pessoa que sou hoje, devo-a exclusivamente a mim mesma e orgulho-me bastante por isso.

Sou bondosa, mas não "patega"; confio, mas não "me deixo pisar"; dou-me bem com todas as pessoas, ainda que não me despertem particular interesse; sou boa confidente, amiga, conselheira (esta parte devido precisamente à experiência de vida que tenho aos 27 anos e não devia) e em suma sou uma pessoa sociável e bastante comunicativa.

Quase todos os meus amigos são mais velhos que eu (por que será?) e não tenho paciência para "crianças" (entenda-se, as que o são sem o serem).

Não lido com gente estúpida e vazia e odeio as manias e as aparências.

Sou sempre muito EU, muito verdadeira. Tenho o lema pessoal de "ser sempre fiel a mim mesma. Ser EU onde e com quem quer que seja".

É claro que este tipo de comportamento ao longo dos anos tem vindo a ser cada vez mais diplomático, ainda assim não tenho um único amigo, colega, familiar, médico, etc., que não me tenha dito na cara "não és normal!".

Há quem diga que eu digo tudo como os malucos, mas amigos... Mal seria! Acreditem! Pode não parecer, mas sou bastante selectiva na informação que partilho e com quem a partilho.

Tenho é um grande à vontade com qualquer assunto e falo sempre sem timidez, receio ou pudor sobre o que quer que seja.

Não valorizo o que possam pensar de mim e poucas pessoas afectam a minha maneira de ser ou de pensar. Sou o que sou e conheço-me perfeitamente. Sei os meus limites e sei das coisas que sou e seria capaz de fazer em determinadas circunstâncias.

É óbvio que aceito opiniões, conselhos e os levo em consideração. Não sou orgulhosa e admito quando erro e sou a primeira a pedir desculpa. Não sou minimamente perfeita, mas considero-me uma pessoa muito justa.

A maior parte das minhas qualidades são em simultâneo os meus maiores e piores defeitos. O meu doce, disse-me isso uma vez. Na altura não pensei o suficiente para me aperceber que o que ele disse não era uma bajolice, mas sim uma Grande verdade.

Os meus médicos, terapeutas, amigos, família e pessoas que me conhecem bem, dizem-me isso mesmo. Aliás, está medicamente atestado. Lembram-se? A minha capacidade de auto-crítica e auto-avaliação imparcial?!

Não me vou alongar mais, pois vai para aqui um post do "tamanho do mundo", mas em suma digo-vos: não sou normal e tenho muito orgulho em não sê-lo!

Ainda que para esse facto tenha passado por coisas que não interessam a niguém e que ninguém merece... Todo esse conjunto de experiências fez de mim EU! E eu só me conheço assim!

Aberração ou não, normal ou não, o importante é sentirmo-nos confortáveis na nossa pele. Eu sinto-me na minha e isso vale-me por TUDO!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

As Últimas

Lamento mais do que possam imaginar a minha ausência deste espaço.

É uma das formas que tenho de avaliar o meu nível de indisponibilidade a todos os níveis. Não tenho tido tempo para nada!

Tirando, trabalhar (onde mal consigo respirar com tanto que tenho para fazer), ir ao hospital (diariamente), tarefas domésticas e deveres afins... Não me resta tempo a não ser para dormir umas 7/8 horitas e já vou com sorte.

Estou doente e a minha avó continua internada.

Ontem foi submetida a uma espécie de punção pulmonar. Teve de ser sedada com uma leve anestesia e estava super indisposta e nauseada. É normal. O que não é normal é ter febres altas desde o dia 21 de Dezembro e ainda não saberem (apesar do leque abrangente de problemas a que ela está a ser tratada) de onde vem essa febre.

Andam a fazer exames de despiste e começo a achar que a minha avó parece uma cobaia de hospital. :(

Sinto-me triste, cansada, desanimada e acima de tudo exaurida de todas as minhas forças e capacidades.

No entando, hoje dei aqui um pulinho para vos dar notícias.

Obrigada a todos os meus Grandes Amigos (vocês sabem quem são) pela constante preocupação manifestada, quer em comentários, sms's, facebook ou e-mail. Significam muito para mim.

Boa 4ªf para todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Depressão - Parte V

Há já algum tempo que não abordo aqui esta questão, mas para os de vós que possam (erradamente) pensar que eu estou óptima e maravilhosa... Think again!

Nada disso!

Tenho levado os meus dias com maior tranquilidade e boa disposição, mas tenho a perfeita noção, consciência de que não estou bem, mentalmente falando.

Aliás, ando até um tanto assustada com o cansaço mental que tenho em cima.

Estamos a fazer o fecho do ano na empresa onde trabalho, passo os dias a analisar contas corrente de clientes e fornecedores, a fazer folhas de cálculo e dei por mim ontem a olhar para o excel para aí durante uns bons quinze minutos, praticamente sem pestanejar e sem fazer um único cálculo ou raciocínio minimamente coerente.

Os últimos dois dias chego a casa e é banho, jantar e cama... Não tenho tido capacidades para mais nada.

Esta noite tive de recorrer à medicação SOS e, apesar de hoje me sentir mais capaz, não é esse o esquema de vida que quero levar.

Bem sei que estas coisas da Depressão demoram a tratar e que o processo ainda mal começou. Digamos que ainda mal tem pernas para andar, mas não deixo de me sentir triste e preocupada com a minha cabeça. Literalmente.

O meu patrão passa a vida a elogiar a cabeça de ouro que tenho. Disse-lhe que se ele acha isso dela (da minha cabeça, entenda-se) agora, que antes deveria ser de platina.

As pessoas à minha volta, podem passar ao lado do que se passa dentro de mim... Mas eu garanto-vos que tem sido uma labuta diária e constante.

Ando, outra vez, mais sensível e ontem dei por mim a ter um ataque de tristeza incomensurável com a reportagem da RTP (salvo erro) sobre os doentes de Parkinson. Meu Deus! (E não sou religiosa!)

Fiquei deveras perturbada e cheguei mesmo a chorar tal foi a dor que senti por essas pessoas. E quem diz essas, diz outras que passam igualmente mal. Gostava de ser uma milionária excêntrica qualquer para ajudar essas pessoas que tantos cuidados precisam. A vida é mesmo injusta para muita gente.

Eu, felizmente, ainda sei dar valor ao que tenho. E a minha depressão não passa por aí. Passa sim, por a minha cabeça não estar a funcionar em pleno e estar quimicamente descompensada.

Enfim... Estou no meu local de trabalho e não posso continuar aqui a escrever como se não houvesse amanhã, por que há... E o hoje ainda me irá trazer MUITO trabalho e chatices.

Boa 5ªf para todos!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Actualizando...

Bem, alguns pormenores que ficaram por dizer nos posts anteriores.

No dia em que fui ver o Harry Potter, ou seja 5ªf passada, entalei o dedo indicador da mão direita entre a porta do pendura de um jipe (relevante para perceberem bem o peso da porta em questão) e a porta de trás. Ficou negro instantaneamente. E a dor foi tanta que praticamente desmaiei. Fiquei branca como a cal e cheia de tonturas e vómitos e quando olhei para a mão, pensei ir ver a cabeça do dedo pendurada. A sério!

A coisa foi de tal maneira agressiva que fiquei agradecida por ter sido mesmo ao final da noite e à porta da minha casa, porque como não sou pessoa de vomitar (desculpem os pormenores, mas só devo ter vomitado umas três vezes na minha vida e quando vomito NUNCA fico melhor, como é comum à maioria das pessoas), tive de subir as escadas a correr, pois deu-me a volta aos intestinos. É sempre assim. Não sai por um lado, tem de sair por outro.

Resultado: cabeça do dedo uma batata tal era o inchaço e tenho a unha TODA negra. Mesmo mau aspecto.

Depois, e como se esta negra não fosse já mais que suficiente, ontem tropecei no tapete do meu hall de entrada e só parei quando aterrei (literalmente) em cima da mesa da cozinha.

Estou TODA negra. Tenho hematomas gigantes no braço direito, com direito a sangue pisado e tudo. Tenho as pernas (as duas) todas negras e com nódoas brutais e estou toda dorida.

Posso dizer que fui oficialmente vítima de violência doméstica. Mesmo! Violência por parte do tapete que me fez tropeçar, por parte das cadeiras e da mesa que me ampararam a queda... Imaginam a triste figura?!

Apesar de estar toda fo**** ainda me consegui partir a rir com o estado em que ficou a cozinha, com cadeiras tombadas no chão e a mesa que foi de encontro ao frigorífico... Enfim! Acho que estão a perceber e tive sorte de não ter ficado sem dentes.

Em relação ao regresso ao meu trabalho, continua (felizmente) tudo a correr bem. Hoje tive tanto trabalho que até me esqueci de lanchar.

Há já muitos meses que não sei o que é sentir fome e já o tinha mencionado num outro post, mas com a chegada oficial do diagnóstico de Depressão e o começo da toma dos medicamentos, não sei MESMO o que é ter fome. Cumpro as minhas refeições quase religiosamente, porque além de adorar comer, sinto fraqueza.

Hoje no trabalho comecei a sentir-me mal, mas nem me passou pela cabeça que fosse por já não comer há mais de três horas. Duhhhhh!

Tenho andado à volta das declarações trimestrais para as entidades reguladoras dos mais variados resíduos (óleos, pneus, baterias, equipamentos eléctricos e electrónicos, veículos e máquinas que importamos, etc.) que o meu patrão deixou em atraso. Aquilo já dá trabalho naturalmente. Em atraso, socorro!

A Qualidade e Ambiente é uma coisa que dá trabalho... Apesar disso, adoro o que faço. Fechei o mês, entenda-se facturação, ainda na semana passada, hoje acabei de submeter as declarações, despachei imensa papelada, fiz propostas, pedidos de cotação e sei lá que mais.

Às 4ªfs costumo fazer cobranças, mas dado que as próximas duas são feriados, irei antecipar para 3ªf. Amanhã é o que farei. Papel de má, que também adoro. Dá para fazer uns requintes de malvadez no meu próprio local de trabalho. :)

Em relação à minha Depressão, sinto-me razoavelmente bem. Não tenho tido crises de ansiedade e nem ataques de pânico o que acho ser, por si só, um progresso.

Tenho levado a vida menos a "sério" e tenho feito por ser mais descontraída. So far, so good... A ver vamos como continuo!

E pronto! Acho que escrevi tudo o que tinha em "atraso"! ;)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Second Day Back To The Real World

Este segundo dia de volta ao trabalho, também correu bem. Tenho conseguido manter-me calma e controlada.

Sim, tive momentos do dia em que senti mal, como que à beira de mais um ataque de nervos, mas adoptei uma espécie de meditação onde me concentro em ouvir apenas o som da minha respiração profunda e vinda do diafragma, fecho os olhos e digo para mim mesma: "respira, acalma-te, controla-te. Tu consegues" e lá vou conseguindo gerir a coisa.

Hoje e estando nós em recta final para o final do mês, comecei a tratar da facturação que ficou por fazer durante o mês e meio que estive de baixa. É isso mesmo! Ninguém fez NADA naquela empresa enquanto estive fora. É incrível, mas não inédito.

O pouco que foi feito na minha ausência e que às minhas funções dizem respeito (basicamente a gestão da empresa toda), foi feito pelo meu patrão. Hoje apanhei-lhe montes de erros e ele só baixava a cabeça corava e dizia: "A MM apanha-me os podres todos". Ao que lhe respondi: "não foi para isso que me contratou?" e ele: "sim, claro! Mas não deixo de me sentir embaraçado... A verdade é que já não sabia o que era de mim sei a MM cá". LOL!

Homens e os seus dramas!

Agora estou de volta! Espero que até ao final desta semana consiga colocar em ordem mês e meio de puro e absoluto CAOS!

Confio em mim, no meu profissionalismo e competências e foi só por isso mesmo que não fui "corrida" (dadas as circunstâncias), mas também me sinto finalmente reconhecida, valorizada e profissionalmente satisfeita. Gosto MUITO do que faço.

Ainda assim, isso hoje não impediu que estivesse à beira de uma pequeno ataque de histeria (ainda que experimentando o método da "meditação") com uma factura de um dos nossos fornecedores.

Aquelas contas não batiam a "bota com a perdigota" e depois de dezenas de cálculos, eu juro que estava a começar a suar e não era de calor, até por que estava enregelada apesar do aquecimento ligado e do casaco vestido. Acreditam que o frio de Lisboa me está a ser mais difícil suportar que o frio que suportei em doze anos que vivi e seis anos que trabalhei em Sintra?! Surpreendente, não acham?!

Mas voltando às contas... Estava realmente a ficar com ódio à coisa. Achei engraçado que o meu patrão ao ver no meu rosto que eu estava a começar a passar-me... Chega-se ao pé de mim e diz: "MM, eu sou o seu patrão, certo?".

Eu: Sim, certo!
Ele: Então, ouça... Deixe lá isso, porque eu também andei à volta disso nas últimas semanas e não me entendi. Nós aldrabamos aí  a coisa e depois ligo para o gabinete de contabilidade e eles lá hão-de resolver o problema.
Eu: Nem pensar! Desculpe lá, mas lá por ser meu patrão, eu não trabalho assim!
Ele: Mas sou eu que estou a dar autorização. É com o meu consentimento.
Eu: Ainda assim! Não trabalho dessa forma e fique descansado que hei-de resolver este quebra-cabeças... Não sou nenhuma incompetente!
Ele: Nem NUNCA (letras maiúsculas e em vermelho para perceberem o ênfase que deu à palavra) me passou por tal, mas se quer teimar nisso... Tudo bem. Pelo menos, deixe para amanhã ou esqueceu-se que o seu médico a proíbiu desse tipo de ansiedade e stress?!

Ok, ele tinha razão!

Levantei-me, fui fazer um xixi, fui apanhar ar (à porta, porque chovia a potes na rua), comi um iogurte e fui tratar de outras facturas mais "fáceis". Eis quando se não, se faz luz e consigo resover a mer** dos cálculos.

Sem me aperceber disse com demasiado vigor e entusiasmo: "Fo**-se!" - mas assim mesmo com o ar daquela satisfação libertadora que só se tem ao dizer um palavrão bem alto. Os meus dois colegas e o meu patrão ficaram muito sérios a olhar para mim e disseram-me quase em coro e a atropelarem-se uns aos outros: "Então, que aconteceu?".

E eu com um grande sorriso espelhado na cara, digo só "consegui". Todos perceberam ao que me referia e juro que fizeram uma granda (com a mesmo) festa (literalmente) quase como se faz às crianças quando fazem alguma coisa bem.

Achei um piadão e só lhes disse ainda a rir: "vocês já viram se alguém visse a nossa triste figura? Três homens à minha volta a abraçarem-me e fazerem festa?! Que vergonha!".

O meu patrão piscou-me o olho e disse: "por eu saber que você não desiste é que eu a quero cá a trabalhar connosco!".

Babadíssima, portanto!

Foi um bom dia! :)

Boa noite, durmam bem que eu agora vou para a caminha! ;)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Back To The Real World

Hoje recomecei a minha vida "normal"... Entenda-se, voltei ao trabalho!

Não tive nenhum ataque de pânico, ansiedade, nenhuma crise de histeria, não me deu nenhuma travadinha, nenhum fanico, nem coisinha má!

Saldo: Positivo! ;)

Boa noite para todos!

sábado, 13 de novembro de 2010

Retrocesso

Por cada dois passos que sinto conseguir dar em frente, recuo três! :(

E ontem foi dia de mais um recuo.

Depois de um dia bem passado, onde almocei com a minha querida amiga Dri e onde pude matar algumas saudades dos meus queridíssimos ex-colegas, uma vez que dei um saltinho ao meu ex-emprego e andei a distribuir beijinhos... E onde, apesar da dor de cabeça atroz que me acompanhava desde 4ªf, estava bem disposta, tive um final de dia HORRÍVEL!

Tive com os meus avós paternos e tios maternos ao final do dia... E inevitavelmente perguntaram-me quantos mais dias tinha eu de baixa médica e o que pretendia fazer eu em relação a esse assunto (trabalho)...

Sim! Eu sei que é uma questão que tem de ser pensada e considerada, mas só pensar que tenho de voltar à "vida normal" é algo que me provoca imediatamente uma crise de ansiedade. Então e, apesar de eu saber que a preocupação deles é somente por que me amam e querem o meu bem, não estando a gostar da conversa e estando já equipada de fato de treino e ténis, disse-lhes que pensava nisso depois e fui para o ginásio para mais uma aulinha de Krav Maga.

Cheguei ao ginásio, o recepcionista deu-me a chave do cacifo, subi as escadas para os balneários e chegada ao cimo das escadas, deu-me uma coisinha má.

O meu cérebro sofreu uma espécie de avalanche e abateram-se sobre mim uma série de imagens e pensamentos com tamanha força brutal que me atiraram contra os confins da minha depressão.

A dor de cabeça que tinha, atingiu o seu expoente máximo e pensei que fosse literalmente explodir. Olhei à minha volta e, de repente, tudo pareceu-me estar a desenrolar-se em câmara lenta.

Os movimentos das pessoas a correrem nas passadeiras, a fazer remo, a fazer musculação... Reflectidos nos espelhos e eu ali parada no meio daquele cenário que se afigurou irreal na minha cabeça. Senti-me péssima!

Tive vontade de gritar, espernear, chorar compulsivamente... Senti-me completamente perdida, à deriva, descontrolada! E nos segundos que esta minha pausa teve e que para mim pareceu-me uma eternidade, percebi que tinha de fugir rapidamente dali.

Desci as escadas a correr, devolvi a chave ao recepcionista e saí disparada. Ainda consegui discernir preocupação na cara do rapaz quando lhe entreguei a chave, mas fui tão rápida que ele nem teve tempo de formular uma frase.

Saí, enfiei-me dentro do carro e dei por mim a fazer o percurso mais longo de volta a casa. Nesse momento, as lágrimas começaram a brotar dos meus olhos como navalhas cortantes, que me provocavam golpes profundos e cuja salinidade me ardia nas feridas da minha alma.

Mais um ataque de ansiedade: suor a escorrer, tremores horríveis, dificuldade em respirar, coração a disparar... Parei o carro. Tentei racionalizar o que estava a acontecer de modo a controlar-me. Não consegui. O que só me provocou um ataque de pânico!

E a pergunta que me assola constantemente e me martela o "juízo" até à loucura desde então é: o que é que eu faço com a minha vida?!

domingo, 7 de novembro de 2010

Depressão - Parte IV

Um amigo meu (o Mr. B mais concretamente), enviou-me uma mensagem no meu facebook pessoal a fazer a seguinte pergunta: "como estás tu verdadeiramente?".

Mania esta de fazerem perguntas difíceis!

Como estou eu verdadeiramente?!

Sabem aquela sensação que se tem quando se viaja para fora do país, principalmente para um país onde não compreendemos de todo a língua, os costumes, a cultura, a gastronomia... Aquela sensação de que somos nós, naquele momento, o elemento forasteiro, estranho, deslocado de todo aquele cenário?!

É assim que eu verdadeiramente me sinto, mas em relação ao Mundo. É isso mesmo! Sinto-me completamente deslocada no planeta Terra. O que é uma chatice, não acham? Uma vez que ainda não ouvimos falar de vida extraterrestre, nem de um planeta que possa suportar a nossa forma de vida... Mas é assim mesmo, sem tirar nem pôr, que me sinto.

Os meus médicos (e digo no plural, porque tenho mais que um a acompanhar-me e ainda assim, infelizmente, nenhum que esteja habilitado à prática de psicoterapia) dizem-me que sou demasiado realista. O psicólogo disse-me que pecava pelo excesso de racionalidade, lógica e consciência e parece que não me fico só por essas falhas. Peco também pelo excesso de realismo.

Disseram-me que tenho de ter sonhos e fantasias... Objectivos que, mesmo que não venha a concretizar, servem como factores de motivação para eu continuar a seguir alguma espécie de propósito na minha vida.

Não entendo este conceito. Não entendo por vários motivos.

Não sei em que mundo vivem estes médicos que dizem este tipo de coisas. O mundo onde eu tenho vivido os últimos 27 anos da minha vida, só se revelou ser (para mim) uma completa desilusão. Deixei de acreditar em conceitos tão básicos quanto Humanidade, Civismo, Altruísmo, Amor, Relacionamentos and so on...

Agora dir-me-ão vocês que sofro é de uma grande dose de pessimismo... Estão enganados! Sou realista. Deixei de construir castelos no ar e de acreditar nos sonhos e no príncipe encantado ainda antes dos nove anos. No Pai Natal nunca acreditei e no coelhinho da Páscoa, muito menos.

Querem que, agora com 27 anos, me iluda e crie todo um mundo de fantasia onde me será possível realizar os meus sonhos e ser e fazer as coisas que verdadeiramente quero e que me fariam feliz?! É isso?!

Não! Não estou a ser dramática, nem extremista! Estou a ser REALISTA!

Sim, sei! Obviamente, que existem coisas boas no mundo, coisas pelas quais vale a pena viver, existir. Há pessoas pelas quais vale a pena lutar, há causas que merecem a minha consideração e entrega... Há coisas, muitas coisas que ainda me fazem estar aqui e que não me permitem ter um único pensamento suicida. Agora, reconhecer o valor dessas coisas, pessoas, causas, etc... Não me retira o sentimento de desilusão, de desgosto mesmo, em relação a tantas outras.

Estou farta, cansada, esgotada, exaurida de todas as capacidades que durante praticamente toda a minha vida me fizeram "pegar o boi pelos cornos". Foi esse o meu problema, ao que parece. Deveria ter aceite o "boi" como uma coisa, causa, consequência normal do mundo em que vivemos. Mas não! Sempre quis ser melhor, marcar a diferença e tenho vindo a acumular amarguras, mágoas, frieza, desconfiança, revolta que me fizeram chegar onde estou agora.

Anos e anos a tratar-me qual cidade sitiada. Construí muralhas, fortes à minha volta na fútil tentativa de me defender. Arranjei todo um arsenal bélico e refugiei-me na certeza de que era impenetrável, invulnerável...

O problema está que todas as minhas estratégias contra o inimigo começaram a vergar-me e eu perdi-me no campo de batalha que criei dentro de mim mesma.

Estou tão saturada de todo o cinismo, corrupção, maldade perversa, egoísmo, crueldade, gente sem escrúpulos, sem carácter... Pessoas que não olham a meios para atingir fins e que nesse sentido, são inconsequentes (mas não inconscientes) e pisam, espezinham, atropelam tudo e todos na sua incansável demanda por... Ainda não percebi o por quê!

Será que ainda não perceberam que teremos todos, inevitavelmente, o mesmo destino?! Por quê?! Por quê tratarem-se assim a si mesmos e aos outros? Qual é a satisfação, o propósito?!

Se acordei agora para a vida e descobri a pólvora?! De maneira nenhuma! Por isso, podem dizer-me "já devias estar habituada". LOL! É esse o cerne da questão!

Não POSSO, não CONSIGO, RECUSO habituar-me. Habituar-me a isso, faz-me sentir cúmplice de TODO um sistema que abomino.

"Se não consegues vencê-los, junta-te a eles" - É o que dizem! Fazê-lo era transformar-me naquilo que tão fervorosamente defendo, combato e que está, em última instância, a humilhar-me, a querer colocar-me na minha posição insignificante de "não és ninguém sozinha e não vais conseguir mudar nada. Aceita! Resigna-te! Acomoda-te!".

Não o faço! Não o vou fazer... Ainda que isso signifique viver o resto da minha vida assim, nesta revolta! "Fiel a mim mesma" é o meu lema. E já que não existem conceitos tão primários, como fidelidade e lealdade... Sou-o, ao menos, para mim mesma!

Ainda que de nada me possa servir, ainda que nada venha a mudar pela minha tomada de posição, ainda que o Mundo continue no mesmo caminho de forma inexorável... Eu poderei dizer no fim de tudo e ainda antes do último fôlego abandonar os meus pulmões, que ainda que infeliz e em constantes momentos depressivos, acabo a minha existência com a consciência de que me mantive fiel ao que acredito, às minhas crenças pessoais, à minha boa índole, ao meu carácter, ao meu ser, a MIM com todas as forças que em mim existiram, até ao FIM!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conclusão do Psicólogo

Hoje, voltei ao psicólogo. Consulta às 09h15 da manhã. Não se faz a ninguém e muito menos a alguém com uma depressão e que anda a fazer medicação para dormir. Fui para lá com cara de almofada e a fazer um esforço surreal para manter os olhos abertos. Que falta de sensibilidade.

Enfim... Depois de mais cerca de quarenta e cinco minutos de consulta, o médico chegou à conclusão que eu preciso de psicoterapia.

Perguntei-me: "que raio tenho andado aqui a fazer?".

Ele disse-me que me ajudou a "percorrer os 1000m" e que agora preciso de alguém especializado para me auxiliar "na meia maratona" - Palavras dele.

Ora bem, novidade?! Citanto:

- "Infelizmente no serviço de saúde público não dispomos de respostas adequadas a este tipo de situações, por isso terei de a encaminhar para um colega dos serviços particulares. Vou-lhe indicar alguns nomes que conheço e que trabalham bem e até servem na função pública no Hospital Júlio de Matos, mas sinta-se na liberdade de procurar outro colega da sua escolha pessoal ou aconselhado pelo seu médico assistente. Não pense que ganho alguma coisa com esta indicação. Infelizmente não possuo, não o conhecimento, mas a autorização para continuar a acompanhá-la". - Fim de citação.

LOL! Está explicado o por quê de tanta gente não ter a ajuda adequada às suas necessidades.

Obviamente disse-lhe que não dispunha de condições financeiras para, no mínimo, gastar 50€/sessão, sendo que o ideal (segundo ele) seria uma consulta por semana durante longos meses.

Sendo como não sendo, disse-me que achava que eu via as coisas com muita lógica e racionalidade e que provavelmente essa era a parte a ser tratada, ou seja, cunhar as minhas experiências com marca pessoal, emocional e humana e não tratar delas de forma tão objectiva e imparcial, como que estando a analisar-me de fora.

Peco pela minha racionalidade. Acham isso normal?!

Bem... Parece que tenho de contar comigo e com a "psicoterapia" que faço com os meus maravilhosos e incansáveis amigos e familiares. Não está mau! Há quem nem isso tenha.

Gostava de saber onde pensam estes médicos que as pessoas vão arranjar dinheiro para esse tipo de tratamentos?! Só trabalhava para pagar as consultas, não?! E atenção, no mínimo 50€, há quem leve mais. Muito mais.

Tivesse eu esse dinheiro e acreditem que arranjaria onde o empregar de forma bem mais satisfatória. MESMO!

Vou aproveitar o resto do tempo de baixa para descansar o máximo possível e distrair-me com as coisas que gosto de fazer, para poder ingressar no mundo laboral e dito "normal" das restantes pessoas com máxima brevidade possível.

Acredito em mim. Acredito no amor, carinho e apoio que estou a receber de uma série de pessoas. E acredito que, devagarinho e com a medicação (ainda que sem psicoterapia adequada) eu consiga curar-me!

Bom resto de dia!