Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Álcool, "Drogas" & Café

Definitivamente, não é uma boa combinação e só eu para ter a infeliz ideia de achar que não iria fazer mazela.

Pois, pois! Eu explico!

Tal como já aqui mencionei, voltei aos comprimidos para dormir desde que a minha avó faleceu. Também desde que a minha avó faleceu todas as noites, sem excepção, sonho com ela. Cenários alucinados onde ela aparece a dizer que está viva, onde só eu a vejo e ouço, onde sou declarada louca e internada num hospício e onde ela aparece sempre branca como a cera e fria como o gelo.

No dia-a-dia, sinto-me aparentemente normal. É de manhã quando acordo e me lembro destes sonhos que percebo o nível da minha perturbação psicológica.

Ontem à noite, duas amigas minhas teimaram que 5ªf era um bom dia para jantarmos fora e beber uns copos.

Eu disse que era má ideia. Detesto sair durante a semana, porque não me aguento em pé no dia a seguir. É nestas alturas que vejo, aliás, sinto que estou mesmo a ficar velha.

Mas e "'bora lá e tal"... E eu lá fui! "É pah, 'bora apanhar uma tosga!"... E eu disse que não podia beber, pois além dos anti-depressivos, calmantes e comprimidos para dormir, ando a brufens e afins para os meus estados febris resultantes da minha ainda otite e da minha garganta que quer fazer outra amigdalite.

Pois! Acontece que bebi. Mateus Rosé, mais concretamente. E como sempre tive bom beber, apesar de não o fazer regularmente, fui a que mais bebi. Não tenho a culpa que beber não me afecte minimamente.

A seguir ainda achei que um café não caía mal. Chego a casa à uma da manhã e penso que nem do comprimido para dormir preciso, pois estou estoirada.

Exacto!

Não dormi nada de jeito. O pouco que dormi, sonhei que estava eu própria num caixão de um branco lacado assustador (e eu que nem quero ser enterrada - MEDO), e que finalmente todo o resto da família tinha-se apercebido que afinal a minha avó estava mesmo viva.

O que dizer disto? Nem sei!

Sei que tive febre, que acordei encharcada em suor às quatro da manhã a tremer de frio, que não voltei a "pregar olho" até às sete (hora em que me levanto) e que estou aqui (no meu local de trabalho) num estado absolutamente NÃO RECOMENDÁVEL!

Ok! Compreendo que isto seja o meu inconsciente a fazer a gestão dos últimos acontecimentos. Aceito que o facto de ontem à noite ter recebido um sms do ex-cartão da minha avó, no meu telemóvel enviado pela minha tia, me gelou o sangue.

Imaginem. O telemóvel assinala sms, vocês vão consultar e vêem como remetente a avó que faleceu a semana passada praticamente à vossa frente. Acho que estou traumatizada.

Emendo: estou oficialmente perturbada!

A minha única "luz ao fundo do túnel" depois de uma noite destas, é que hoje é 6ªf! Amigos, garanto-vos que se não fosse, eu não aguentava mais!

Boa 6ªf!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Anúncio de Morte

Há umas noites atrás tive um pesadelo daqueles que é recorrente e o que me deixou mais consternada, é que SEMPRE (sem excepção) que o tenho morre alguém da minha família ou alguém que conheço.

De manhã, e por ter as minhas avós na condição que vocês têm acompanhado, liguei-lhes a saber delas. Suspirei de alívio por ver que, ainda que debilitadas, estavam bem. Estavam vivas.

Mas aquela horrorosa sensação de que ia morrer alguém não me abandonava e andava temerosa. Verdadeiramente temerosa. Começo a entrar naquela idade em que as pessoas, familiares à minha volta têm mais significado na minha vida.

E eis que aconteceu! Faleceu uma tia minha. Uma tia que estava num lar há já alguns anos, que tinha Alzheimer e teve um AVC há pouco tempo. Já tinha oitenta e tal anos e a morte foi, muito provavelmente, a melhor libertação que lhe poderia ter acontecido.

Tive a notícia há uma meia hora atrás e aquele aperto no meu peito, foi-se.

O tal sonho que é sempre um anúncio de morte já levou alguém e felizmente, alguém que já não aguentava mais sofrimento.

Agora, desde que o sonho não volte, vou continuar esperançada na recuperação das minhas avós.