Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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domingo, 11 de agosto de 2013

...

É difícil admitir que algo que eu já pensava esquecido, me esteja a afectar novamente.

É impressionante que passados anos (ANOS!), eu continue a querer/desejar com a mesma força (ou talvez até mais) a mesmíssima pessoa, da mesmíssima maneira.

E acima de tudo, é triste ter a perfeita consciência de que se ele me aparecesse à frente, que eu o aceitaria de volta sem a mais pequena hesitação...

Unfinished businesses... For how long do I have to live feeling like this?! :-(

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terça-feira, 23 de julho de 2013

As Coisas Que Me Dizem

- "Olá minha paixão gorda de olhos bonitos!" - Chamar gorda a uma pessoa com 1,70m e 62Kg faz das pessoas efectivamente gordas o quê? Baleias?!

- "Olá meu amor do nariz-corcunda-notre-dame lindo!" - Chamar o meu nariz quase perfeito de "corcunda" depois de duas cirurgias plásticas, é ofensivo para mim ou para o cirurgião?! 

Cumprimentos de duas pessoas diferentes na mesma semana. Que se passa com esta gente?! LOL!

Boa semana para todos! :)

terça-feira, 17 de julho de 2012

MM Em: Uma Aventura No shopping

Já vos disse que estou de férias?! :)

Ok, esclarecido este ponto... Passei o sábado todo (e quando digo todo é TODO - 7h) num shopping. E vocês sabem o quanto eu adoro andar às compras (not).

A verdade é que precisava de comprar uns sapatos para o casório que tenho para o mês que vem e isso aliado ao facto da minha queria amiga MiG também ter um casamento e precisar de comprar uma série de acessórios, foi motivo para nos termos enfiado num shopping.

Acontece que à pala do meu vestido, tinha de comprar uns sapatos com características muito únicas. Uma outra amiga minha aconselhou-me a ir à ALDO, pois tinha a certeza de que lá encontraria o que precisava. Disse-lhe que eu não tinha carteira que chegasse à ALDO e ela convenceu-me que aquilo nos saldos, era uma pechincha (pois sim).

Entro dentro da ALDO e vejo dois empregados que pareciam saídos de um qualquer filme de comédia. Ela, uma teenager (ou assim parecia) loura oxigenada (obviamente falsa) de macacão (desculpem! Jumpsuit) de ganga e com uns sapatos de cunha à moda das já velhinhas Spice Girls.

Ele com cerca de 21 anos, com skinny jeans azuis arregaçadas nas bainhas com duas voltas, com mocassins de pele castanhos, camisa branca com mais botões abertos que os necessários e de suspensórios e o cabelo cheio de gel tipo ouriço.

Pensei: "isto promete".

Somos logo saudadas por ele com um "prazer em conhecê-las, sejam muito bem vindas e qualquer ajuda que precisem é só pedir", mas dito de forma genuinamente simpática e calorosa. Daquele tipo de coisas impossíveis de responder com má cara e que gera um sorriso automático que se estampa na nossa cara.

Ela com um ar de loura emproada, tenta mostrar-se tão calorosa quanto o colega, mas sem sucesso.

Nisto a minha amiga MiG pede para experimentar uns sapatos e aparece um casal que pede à loura o número de uns sapatos iguais aos que ela (a empregada, entenda-se) tinha calçados.

Ele, não querendo perder a oportunidade de mandar a sua laracha, diz ao casal "esses sapatos são lindossss... E atenção de que estamos a falar de um sapato da nova colecção a um preço irrisório de 90€".

Digo eu a gozar, mas quem me conhece sabe que o faço com o ar mais sério deste mundo: "Realmente são praticamente dados. Uma pechincha!".

O rapaz (que se não era bicha*, estava no bom caminho para...) diz logo com demasiado entusiasmo a olhar para mim: "É não é? Quando eu digo isso ninguém acredita em mim...".

Eu estive para dizer que estava a brincar, mas o ar de quase beicinho dele dissuadiu-me. Ele ACREDITAVA mesmo no que estava a dizer e se calhar para ele 90€ não eram de facto nada. Além disso, não sou de magoar gratuitamente as pessoas e apesar de tudo o rapaz era um doce.

Diz-me ele: "E a Senhora, não gostou de nada?"
Eu não querendo ser indelicada: "Gostei, mas venho com uma necessidade muito especifica em "mãos" e não encontrei nada que se adequasse."
Ele: "Se não se importa, pode dizer-me o que precisa?"

Repito: o rapaz era tão simpático que não queria simplesmente dizer-lhe: "esquece que não tenho carteira para comprar os vossos sapatos".

Lá lhe expliquei como era o vestido e o que precisava. Aparece-me logo com uns sapatos nas mãos que foram os primeiros para que olhei assim que entrei na loja, mas que depois de ver o preço na sola tive vontade de fugir.

Disse-lhe: "A agulha (para os leitores machos que eventualmente estejam a resistir a esta exaustiva explanação dos acontecimentos, eu estava a falar do salto) é muito instável e eu preciso de sentir segurança ao andar."

Ele apanha uns outros e diz-me com o seu sorriso número 343: "Então e estes?"

Tive de fazer um esforço para não me mostrar horrorizada. Os sapatos pareciam saídos de um filme futurista e espacial.

Digo eu na tirada mais rápida da história dos sapatos (arrisco dizer) e igualmente com o meu melhor sorriso número 1042: "Esses são demasiado Drag-Queen para mim".

O rapaz literalmente faz o dobrar do pulso característico das bichas* e/ou tias de Cascais acompanhado do seguinte comentário: "Ah! Adorei o termo. Esteve tãooo bem!".

LOL!

Quase que arrastei a MiG dali para fora só para poder rir-me à vontade. Foi um momento completamente WTF was that?!

Bem, eu acabei por conseguir comprar o que queria na sapataria Guimarães por uns "meros" 24€ que servem perfeitamente a até são demais, pois depois do casamento não sei muito bem que uso lhes dar.

Saldo do dia: Positivo. Compras feitas e caminhada de quilómetros conseguida. 

P.S. As minhas referências a "bicha" e "bichas" não pretendem ser ofensivas, acusatórias ou preconceituosas. Simplesmente para mim, homossexuais são uma coisa e bichas outra completamente diferente. Nada mais que isso.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

No Bom Caminho

Hoje consegui entrar numas calças de ganga (entenda-se, vesti-las, abotoá-las e mexer-me bem dentro delas) que há uns meses atrás não me passavam dos joelhos para cima. Ainda assim, umas calças que há um ano e meio atrás me estavam quase a cair de tão largas.

Mas enfim, fico já muito feliz com este progresso. Já perdi 10Kg e agora já só me faltam cerca de 8Kg. Quando penso nisto fico mesmo assustada. Como é que é possível que praticamente tenha engordado 20Kg e tudo à pala de um descontrolo surreal no sistema nervoso?!

Bem dizia a música "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga".

Tudo isto aliado ao facto de ser 6ªf devia fazer maravilhas pelo meu humor, mas desenganem-se. 

Ainda enquanto estava no banho, estava a delinear uma série de assuntos que tinha de organizar assim que chegasse ao escritório. Tenho tido uma semana horrível à pala das importações. 

Então não é que chego ao escritório e TODO o nosso sistema de gestão (basicamente a ferramenta com que preciso de trabalhar TODOS os dias), simplesmente morreu?!

Ligo para o Help-Desk, mas só "acordam" às 09h da manhã. Estou neste preciso momento com a orelha agarrada ao telefone a ver se me despacham e muito rapidamente este assunto.

Entretanto, espero que tenham uma excelente 6ªf e um melhor fim-de-semana. :)

domingo, 1 de julho de 2012

Sabem Aquela Sensação...

... Do "não aguento mais"?!

É como me sinto. 

Não consigo...

Não tenho mais forças em mim que...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Traição - Parte III (Casos Reais)

1º Caso:
Ele começa a desconfiar dela por tudo e por nada. De cada vez que ela atende o telemóvel e se afasta para ouvir melhor, na cabeça dele é estar aos "segredinhos". Começa a perguntar-lhe onde andou quando ela não vai directa do trabalho para casa.

Ela não percebe o que se passa. Na cabeça dela, nunca lhe deu razões para ele desconfiar dela. Não percebe de onde veio a súbita desconfiança e insegurança. Inicialmente até acha "giro". "Ele ainda tem ciúmes de mim depois de 18 anos de casamento e dois filhos adolescentes", depois começa a ser demais e as discussões acontecem.

Ele vasculha-lhe a mala, as contas de e-mail, facebook e tudo o que possa dar prova do "crime" dela.

Ela começa a ficar obcecada com os comportamentos dela: "será que estou de facto a fazer algo que possa dar a entender ainda que erradamente que eu tenho um amante?". E é aí que "se faz luz". 

"Quem desconfia, não é de confiar" já diz a sabedoria popular há muitos anos. Ela, que NUNCA desconfiou do marido, começa a procurar. Pensa: "serão as atitudes dele um reflexo da consciência dele?". 

"Como quem procura sempre alcança", ela encontra. E quem tem outra pessoa é ELE.

2º Caso:
Um namoro de 15 anos, um casamento de 3 anos e um filho depois, ela descobre que ele tem outra mulher há já uns meses.

O chão rui debaixo dos seus pés. Não pode ser verdade e ainda que não hajam margens para dúvidas, ela só quer esquecer que aconteceu e nega a traição com todas as forças do seu ser. É o homem da vida dela, o pai do seu filho... Ele não lhe pode estar a fazer uma coisa destas.

Para ele, ela SEMPRE foi a mulher da vida dele. Ama-a verdadeiramente! Reconhece que errou, pediu perdão, disse-lhe que a amava e que já tinha acabado tudo com a outra pessoa e que queria reconstruir a relação deles.

Ela, magoada pondera seriamente perdoar. Mas quando ela perdoa, é de vez e não volta ao assunto nunca mais e por isso ela precisa saber se irá conseguir viver com essa decisão.

Quando ela toma a decisão de o perdoar e está prestes a dizer-lho, ele conta-lhe que a outra mulher está grávida e que o filho é dele.

Ela tenta, mas já não aguenta mais. Sente-se duplamente traída. Diz que não irá conseguir viver a vida dela ajudando-o a criar um filho que, não tendo culpa nenhuma, será sempre a prova, a lembrança de um erro estúpido e impensado.

Casos reais. A vida de três amigos meus, já que no segundo caso sou amiga dos dois.

No 1º caso e por que as coisas não começaram só na traição dele, chegaram à conclusão de que não se queriam mais. Que já não havia amor, que era o comodismo que pautava o seu casamento. O divórcio acabou por sair uma semana depois. Rápido, quase indolor (nunca o é) e ela de cabeça erguida a querer seguir com a vida dela.

Vejo nela as inseguranças de uma mulher que casou com o primeiro homem da vida dela. Uma mulher que apesar dos seus 36 ainda jovens anos, vê o corpo marcado por duas gravidezes que lhe deixaram os seios flácidos e cheios de estrias. Uma mulher que quer investir mais em si e pensa em voltar a estudar. Tudo coisas boas, claro... Mas sei que fruto da insegurança dela, fruto da incerteza em relação ao que o futuro lhe reserva... Receio de se encarar, MEDO da possível solidão.

No 2º caso, eles seguiram as suas vidas. O divórcio surgiu um mês depois. Ele assumiu o seu filho com a outra mulher e ela durante dois anos, fez a "rambóia" toda que não fez na juventude. Seduziu, conquistou e teve alguns homens. Nunca tinha conhecido outra realidade. Estavam juntos desde os 14 anos.

Aos 32 anos e com um filho, quis viver o que achava que devia ter vivido e que não viveu por devoção a um homem que não a mereceu, mas que no fundo sempre amou (ainda ama).

Ele diz-me que ela sempre foi e será a mulher da vida dele. Que se sente mal com ele mesmo porque para ele, filho é o que teve com a mulher da vida dele e que embora ame a criança que teve com a outra mulher, não a consegue ver com os mesmos olhos com que vê o filho mais velho. Diz-me isto com a voz embargada, com lágrimas nos olhos... Mas rapidamente olha-me nos olhos e diz "a vida continua".

Passaram-se dois anos e continuam os dois sozinhos. Ela cansou-se de tentar procurar o que falta nela mesma: confiança. Têm uma relação saudável e harmoniosa no que ao filho que têm em comum, diz respeito. 

Para quem assiste, fica no ar quase visível e palpável o amor que nutrem um pelo outro. As promessas que ficaram por cumprir. Os sonhos que ficaram por realizar...

Estes casos não são recentes como terão percebido pela descrição, mas têm-me dado que pensar.

No 1º caso, penso no que é o fim do amor. No que verdadeiramente liga as pessoas umas às outras. Será o conforto, o comodismo, a segurança?! Será que só isso fica depois do amor? E sim, é claro que existe amor... Mas já não o amor que faça lutar por, já não é o amor que faz com que se queira ficar.

No 2º caso, eu acredito que eles irão acabar juntos um dia... Eventualmente! Eu quero acreditar nisso fervorosamente. E quero, porque não consigo conceber a ideia de que se possa perder um amor assim por um erro. Sim, foi um erro grave que criou uma ainda mais grave situação: um outro filho de uma outra mulher, mas ainda assim um só erro.

Devemos nós "jogar" a nossa vida, o nosso amor, a nossa felicidade fora por um só erro? Devemos nós esquecer tudo o que de bom essa pessoa nos fez e deu? Todas as boas acções, todas as vezes que esteve do nosso lado quando mais ninguém esteve, todas as horas de sono perdidas a tratar dos nossos "males", todos os momentos dignos de lembrança... Por UM erro?! 

Se uma balança existisse e colocássemos tudo o de bom num prato e esse ÚNICO erro no outro... Terá o ERRO que pesar mais obrigatoriamente?

Não tenderemos nós a valorizar muito mais os erros do que as boas acções?!

É claro que não quero com isto dizer "ora 'bora lá fazer merda com fartura, porque a vida é curta e já que nos vamos perdoar por termos um tão grande amor um pelo outro e termos feito tanta boa coisa, que essas terão de pesar certamente mais que as más que fizermos... E por isso, nem vale a pena estarmos aqui com estas mesquinhices!".

Nada disso! É claro que as pessoas, precisam do seu tempo. Tempo para se "curarem", tempo para repensar a vida, tempo para decidirem, tempo para viverem... TEMPO!

Mas acho que seria bom recordarmo-nos mais vezes que o TEMPO de tão amigo que é, pode facilmente transformar-se em inimigo e que quando acharmos que está na hora, na altura de fazer qualquer coisa por... Possa ser tarde demais!

"E nunca é tarde para fazer o correcto", dizem muitos... E sendo verdade, teria sido tão melhor, tão menos penoso, tão mais prazeroso, tão melhor aproveitado se tivéssemos chegado a essa conclusão mais cedo.

"Errar é humano" e todos somos humanos. A GRANDE lição que eu tiro de histórias de vida como estas duas que aqui falei, é que além de não nos devermos esquecer disso... Que um só erro, um só desvio no nosso tão bem traçado percurso... Não nos deve (pode) fazer desistir e impedir-nos de sermos felizes. 

Não é o percurso que interessa, mas o sítio onde queremos chegar que deve ser SEMPRE o nosso mais importante objectivo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Orientações Sexuais

Fiquei a saber há umas semanas (aliás, confirmei o que já suspeitava) que uma amiga minha é bissexual.

Se há problema nisso? De modo algum. Mas e por não ter sabido desta particularidade sobre ela desde o início (se bem que as coisas não são bem "olá, prazer em conhecer-te. Sou bissexual"), dei por mim a ter alguns pensamentos estranhos, ao ponto de ter questionado se seria preconceituosa. Eu realmente já desconfiava... Mas até ficar a saber com certeza, vai uma distância.

A questão está, que desde sempre nós mulheres crescemos com a enraizada ideia de que temos de ter alguma precaução em certas atitudes para com os homens, não o tendo entre nós mulheres.

Falo obviamente do à vontade que temos umas com as outras (partindo do princípio de que todas jogamos na equipa adversária) e que faz com que não pensemos se parece mal abraçar a nossa amiga ou dar-lhe um beijo mais repenicado ou tirar-lhe uns cabelos soltos ali na zona do decote ou sentarmo-nos ao colo umas das outras, etc.

Temos uma espécie de manual de atitudes a ter consoante os géneros. Apesar do meu grande à vontade com os homens (sempre fui muito conhecida por isso mesmo), é claro que não vou dizer-lhe "tens a braguilha aberta" e fechá-la eu logo no segundo a seguir. Dei um exemplo extremo, mas percebem onde quero chegar certo?

A verdade é que apesar de conhecer casais homossexuais (homens e mulheres. E isto por que não gosto da expressão lésbicas e gays), esta recente confirmação fez-me alguma confusão. E porquê?

Esses tais casais de que falo, conheci já sabendo a sua orientação sexual. Esta minha amiga, sempre a tratei como qualquer outra amiga minha mulher. E se bem que não andámos na casa de banho juntas ou nos vimos nuas (e só por que nunca surgiu, já que não tenho problema nenhum em fazê-lo à frente das minhas amigas), nunca me passou pela cabeça poder ser alvo de apreciação sexual por parte dela.

Não estou a armar-me ou a achar-me tão boa ao ponto de "ah, nem as mulheres me resistem". Por favor, não é nada disso. Simplesmente, nunca equacionei a hipótese de algum tipo de atitude minha poder ter despertado alguma reacção física ou emocional nessa minha amiga. E foi nesse sentido que fiquei a achar a situação estranha.

O que vale é que deu-me forte, mas passou rápido. Logo no dia seguinte à descoberta (confirmação), tratei-a como sempre e fingi que não sei de nada.

Não sou contra qualquer tipo de orientação sexual, apesar de EU gostar de Homem. E quando digo que gosto de homem, não falo só do inerente "adereço". Gosto mesmo de homem num todo. Da curvatura dos maxilares, da envergadura dos ombros, do peito, das mãos, daquela junção óssea entre a cintura e as ancas, o cheiro da pele, enfim... TUDO!

Ainda assim, sempre tive uma curiosidade natural em querer experimentar estar com uma mulher. Nunca senti atracção por nenhuma que me levasse a querer mesmo (até por que não as vejo nesse sentido) e por isso, acho que esta minha curiosidade irá ficar no campo das fantasias. 

Mas tudo isto para dizer que para mim, não interessam os gostos das pessoas com quem partilho amizades, sendo que neste caso e por não ter sabido from the beginning, fez-me alguma espécie (acho um piadão a esta palavra).

Dito isto, façam o favor de se viverem como bem entenderem e serem felizes! ;)

terça-feira, 27 de março de 2012

Discutir No Feminino Vs Masculino

Há uns dias atrás estou eu a abrir a porta da minha casa, quando me apercebo que os meus vizinhos do lado estavam a discutir.

Pensei: "havia de chegar o dia". Até por que eles moram lá desde Dezembro e eu ainda não tinha ouvido nenhuma discussão. É claro que isso não quer necessariamente dizer que aquela tenha sido a primeira discussão deles, já que eu passo mais tempo fora de casa do que nela.

Bem, eu que não sou nada dada à coscuvilhice dei por mim a ter de ouvir a discussão deles já que eles - corrijo, ela - estava aos gritos.

E é precisamente esse pormenor que me leva a escrever sobre isso.

Sempre achei curiosa a forma como o género sexual interfere, neste caso (há muitos outros), nas discussões entre o casal.

A mulher, mais sensível e temperamental por natureza expõe o que a incomoda e faz sentir mal de forma acalorada e exaltada. O homem, que grande parte das vezes nem percebe de onde veio tal introspecção  e muito menos tal altercação, fica quase que "impotente" e ao não querer dar o braço a torcer, numa de "nem sei do que estás a falar", até por que podia ser (seria, o mais certamente) acusado de demonstrar desinteresse, fica a ouvir com ar de parvo.

A mulher que não sente compreensão por parte do companheiro, agarra nessa atitude dele e transforma-a em mais um tema a acrescentar à discussão.

O homem faz um comentário na tentativa de acalmar os ânimos e a mulher já com esta "bagagem" toda atrás, interpreta mal levando o discurso à maneira dela. E pronto! Está montado o circo.

E é por isso que só a mulher grita. Só a mulher se ouve. Digam-me lá quantas vezes grita o vosso macho convosco quando vocês discutem?! Acontece, sim! Mas temos de admitir que é raro.

E atenção que eu não estou a falar de mim, até por que como já terão percebido ando com uma extrema carência no que ao macho diz respeito. E tivesse eu o macho e a última coisa que me iria lembrar de fazer, seria discutir.

E já agora a título de curiosidade, eu não gosto de gritar. Resolvo sempre (regra geral, com as devidas excepções) as situações com base no diálogo educado e respeitoso. E quando me fazem chegar ao ponto em que tenho de o fazer... Bem, continuando...

A mulher depois de montado o circo, sendo que ela acrescentou mais umas exibições ao espectáculo inicial, dá por ela a gritar por TUDO e por nada, já só por que sim. Acreditem que às tantas já nem ela sabe o que originou a discussão. Ou melhor, ela sabe (claro que sim), mas encontrou 1001 coisas no entretanto que despoletaram outras 3583 que estavam por dizer.

Onde fica o homem no meio disto tudo? Fica no mesmo "sítio" em que ficou o meu vizinho, que na única vez em que o ouvi (em tom de voz mais alto para se fazer ouvir, mas não aos gritos) se limitou a dizer: "mas e eu disse isso?!".

Depois desta saída dele, desatei-me a rir. Ela esteve ali aquele tempo todo a debater algo que nem sequer foi dito, mas que ela de alguma forma leu nas entrelinhas (e se as mulheres são boas nisto). Acho que ela a seguir amuou, porque deixei de ouvi-la.

Mas fiquei a pensar nisto.

É um facto que nós mulheres somos mesmo muito boas a ler atitudes, comportamentos, expressões faciais e tudo o que ficou por dizer nas entrelinhas. Mas acredito que numa situação de discussão, não consigamos ser imparciais e racionais. E aí começamos a ver coisas que não existem e literalmente a alimentar a fogueira atirando-lhe achas.

Não estou com esta conversa a desculpar os homens, mas a verdade é que a propensão à discussão vem da mulher (não generalizando, porque sei que há situações em que não é nada assim) e será justo aproveitarmos toda a nossa vasta inteligência emocional contra quem a não domina e se vê "aprisionado" na nossa tão bem composta "teia", "armadilha"?

Don't think so, but just my opinion.

sexta-feira, 16 de março de 2012

(In)Decisões

Uma das minhas Grandes Amigas, a MiG, perguntou-me sobre o assunto que eu ando a debater entre a minha cabeça e coração:

"- É isso que sentes?
- É isso que queres?
- Vais conseguir viver com isso?
Se responderes que sim às três questões, é isso que tens de fazer. Deixá-lo ir... Esquecer."

A minha resposta politicamente correcta foi: "vezes há na vida em que temos de ir contra o que sentimos, fazer o que não queremos e aprender a viver com isso."

E é neste "pé" que estou. A tentar decidir sobre que tipo de sofrimento I'll endure.

O de o esquecer ou o de lutar por...

quinta-feira, 15 de março de 2012

É Dor - Parte II

Ontem tinha em mente de, ao final do dia, fazer uma das três:

- Fazer caminhada;
- Fazer limpeza à casa;
- Fazer caminhada + limpeza à casa.

Qual destas opções fiz?

Nenhuma! :(

E se pensam que foi por preguiça (ok também, mas não totalmente), enganam-se! Foi por desgosto.

Sinto uma tamanha angústia e desgosto dentro de mim, que não me deixa margem para fazer o que quer que seja além de respirar para viver.

Porquê?

Sim, tenho saúde, emprego, uma casa, um carro e tudo e tudo! Ah e a minha família ainda que dentro de algumas (bastantes em alguns casos) limitações, também está bem. E não acabei de menosprezar o que escrevi, apesar do tom jocoso.

Sinto uma dor dentro de mim. Profunda. É quase palpável, quase visível. Excepto que não o é para mais ninguém que não para a minha pessoa.

É um sentimento de perda profundo. É como se algo me faltasse, sendo esse algo vital. Se sobrevivo a esta dor, a esta perda?! Parece-me que ainda aqui ando. Se conseguirei superá-la?! Não sei! Se calhar tenho de acomodá-la dentro de mim, arranjar um cantinho onde ela doa menos e aprender a viver com isso.

O ser humano tem uma capacidade extraordinária de se adaptar, ainda que à dor crónica (seja ela da ordem física, espiritual ou emocional/psicológica).

Que esta dor me causa desconforto físico? É verdade! Parece mentira, mas sinto na minha pele, no meu corpo o desconforto que essa dor me causa.

Que eu sei o que causa esta dor? Também! Se consigo resolvê-la? 

São voltas e mais voltas que dou insistentemente à minha cabeça (no sentido figurado, já que não me estou a candidatar à personagem principal do filme Exorcista) e não chego a conclusão nenhuma. Ou melhor, não chego a conclusão nenhuma que me satisfaça.

Já encontrei a solução. É bastante racional e lógica. Mas nestas coisas do "coração" nem sempre queremos um resultado lógico e racional. E tentar conjugar o querer com o acabar bem... É, por vezes, impossível.

Luto contra mim, num debate constante e estou a dar comigo em louca. A teoria do deixar andar, também já não resulta e sinto que preciso de acabar com esta questão de um vez por todas... Mas e o fim? Por que tem o fim de me ser tão fatal?

PORQUÊ? (Grito em desespero)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Porquê?

Às vezes paro a pensar o porquê de sentirmos determinadas coisas que se revelam impossíveis de ter.

Por que é que nos apaixonamos por alguém que nunca nos corresponderá? Por que é que sentimos falta de algo que nunca tivemos e muito provavelmente, nunca teremos?

Por que é que o nosso coração teima em procurar conforto onde nunca o encontrará?

Porquê?

Será algum tipo de cruel desígnio que simplesmente gosta de nos ver sofrer e debater questões e sentimentos impossíveis de lidar com?

Não sei!

Apenas sei que é assim que me sinto ultimamente. A sofrer com sentimentos que não me levam a lugar algum. A desejar coisas que não se revelam ao meu alcance. Nem actual nem futuramente. E pergunto-me por quê. Por que é que teimo eu em persistir no que nunca será?

E se me considero uma pessoa minimamente inteligente e consigo perceber isso, então por que não muda o meu coração de direcção? Por que sinto eu dentro de mim, no mais profundo abismo da minha alma que devo sofrer por algo que sei ser meu ainda que possa nunca vir a ser?

Perguntas e mais perguntas... Sentimentos e convicções aos quais não posso, não consigo dar uma resposta lógica e coerente.

Conseguirei alguma vez?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Saudade, Amor...

Estão a ver aquela mosca cuja picada dá sono? A mosca tsé-tsé? - Pois, se calhar não estão a ver e ainda bem, mas imaginem, sff.

Pois! Algo semelhante me está a atacar de há uma/duas semanas para cá, mas que em vez de me provocar sono, está a provocar-me uma saudade imensa e sem fim.

Há duas semanas atrás tive uma discussão com o meu doce (para os que não me acompanham, é "só" um dos meus melhores amigos e uma das pessoas mais importantes na minha vida. Somos amigos há 16 anos. Vivemos uma fase mais "colorida" durante 5 anos e eu não consigo simplesmente abdicar dele). 

Eu, que já aqui me tinha queixado da minha falta de capacidade de verter uma lagrimita que fosse, chorei e chorei como já nem eu me lembrava saber fazer. Aliás, houve um período da minha vida em que chorei tanto que pensei ter esgotado todas as futuras lágrimas. Mas não! Senti-me magoada no meu âmago, na minha alma e pensei: "se uma pessoa que me conhece há uma vida me consegue fazer isto, como posso eu esperar que qualquer outra pessoa acabada de conhecer me faça diferente?" - E sim, sei! Pus-me a generalizar e a dramatizar, mas foi para o que me deu. Acreditem que podia ter sido pior.

Bem... Resolvidas as coisas entre nós, já que não conseguimos estar chateados durante muito tempo, porque magoa-nos demais, começou a dar-me esta saudade.

Todos os dias, desde então, sou assolada por memórias já perdidas no tempo, de tempos que eu sinto falta. E daí ontem o meu post sobre o R. Mas não é só com o R. É com tudo! 

Todas as noites adormeço ao sabor das minhas lágrimas, todos os dias acordo ao ritmo do meu lamento e apesar de eu ter a perfeita noção de que isto não pode continuar assim, não encontro em mim as forças e nem tão pouco o estado de espírito para sair daqui.

Sinto-me tão, mas TÃO sozinha! Sinto-me tão sem propósito, tão sem objectivos que simplesmente não percebo o que ando aqui a fazer.

Costumo dizer que só ainda cá ando, porque gosto de mim. Mas até quando este gostar de mim me vai chegar eu não sei dizer. 

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?" - Eu tenho muita gente a gostar de mim, a amar-me até. Mas aquele amor que eu sinto precisar, eu não o tenho. E não o tenho, porque se calhar ele não existe dentro de mim... Não sei! Estou sozinha há tantos anos, que dou por mim a pensar que se calhar o problema está em mim.

Dizem que a pessoa que somos e a personalidade que temos, é construída e completada (já que acredito que 50% dela seja inata e que nasce connosco) por uma série de factores externos, como a nossa criação, os nossos pais, etc.

Se o amor que recebemos dos nossos pais sempre foi mal direccionado e muito incorrectamente manifestado... Será que posso afirmar que a culpa do que sou hoje resulta dessa disfunção? Não posso! Não é justo e nem seria correcto. Sempre esteve nas minhas mãos fazer diferente daquilo em que fui criada. Não sei. Honestamente, não sei!

Sei que raros foram os momentos em que me senti incondicionalmente amada e que precisava disso. Mas se esse amor incondicional só existe mesmo a nível parental... Que fazer? Se sempre senti que tinha de lutar por ser amada por eles, como se não fosse um amor que estive simplesmente ali para mim, mas um amor que eu tinha de trabalhar e esforçar por receber?

Enfim... Já perceberam que estou a passar por uma fase muito complicada.

"It's all comming back to me now"... Como se eu já não tivesse o suficiente que me preocupasse.

Há-de passar. Mas isto passo eu a vida a dizer e ainda que na verdade passe... Acaba por voltar. Volta sempre e acredito que volte sempre, porque nunca é resolvido.

Happy Valentine's Day!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Primeiro Beijo

Não, não vou falar sobre o meu primeiro beijo. Vou falar sobre o primeiro beijo de cada novo relacionamento.

Não há nada igual a ele. É um beijo que vai carregado de ansiedade, expectativas, timidez, receio... É um beijo envolvido numa áurea de desconhecimento e mistério... Enfim... Pode até não ser o melhor beijo do mundo, mas será certamente aquele que nos fará sorrir com saudosismo de cada vez que pensamos nele.

E ontem, dei por mim a pensar no meu primeiro beijo com o R.

É verdade que isto já me tinha passado, mas ontem não sei como e nem porquê dei por mim a pensar nele e nas coisas que vivemos, nos momentos que passamos juntos e que ainda hoje, guardo em mim, na minha pele e no meu ser, com saudade e carinho.

Continuo a não compreender, passado todo este tempo (2 anos) por que é que me tocaste da maneira que tocaste. Mas a verdade é que me lembro de ti mais vezes do que as desejadas.

Dou por mim a pensar se não pensarei em ti por egoísmo. Pelas coisas que despertaste em mim, pelos sentimentos que me transmitias, pela segurança que me passavas... Ah, as saudades que eu tenho dos teus abraços! Eu que nunca fui uma "huggler", fiquei completamente viciada nos teus abraços. Dias há que que dava qualquer coisa só por um abraço teu. E sim eu sei que já disse isto um "milhão" de vezes e também não estou à espera que compreendam como é que se pode sentir falta de abraços desta maneira... Mas os abraços do R sempre foram especiais. Foram abraços que me aconchegaram a alma e isso será muito difícil igualar.

Mas em relação ao nosso primeiro beijo. LOL! Fico automaticamente com um sorriso imbecil estampado na cara.

Estavas farto de me roubar beijos por tudo e por nada e eu nunca retribuía. Fugia de ti e dizia que não podia ser. Estava com sérios problemas em ter esse tipo de intimidade contigo e ainda que quisesse (e queria. Aliás, ainda hoje em dia quero), não conseguia encontrar em mim o desbloqueio para te dar um beijo. 

Quando finalmente te expliquei isto, tu ficaste algo indignado. E ao contrário do que possam pensar, vocês os que me estão a ler agora, ele não ficou indignado do género ofendido por eu não conseguir corresponder aos beijos dele. Ele ficou indignado porque achava que eu o beijava aquando dos beijos roubados que ele me ia dando. E eu desatei-me a rir na cara dele e disse-lhe: "mas isso não foram beijos. Foram beijinhos e eu nem sequer correspondi". Deixei o rapaz super acanhado. Foi tão engraçado que ainda hoje me lembro da expressão dele.

Então diz-me ele: "ok, então se achas que foram beijinhos, podemos tentar dar um beijo a sério..." e começa a inclinar-se em direcção a mim, mas muito devagarinho numa de "não fujas de mim".

Eu numa luta interna completamente injustificada, fiz os possíveis para não me mexer e fiquei à espera de sentir os teus lábios nos meus.

Quando finalmente juntas os teus lábios aos meus, não me deste um beijo invasor. Ficaste gentilmente à espera da minha deixa, de um sinal em como podias continuar e quando eu (muito a custo, confesso) me rendi e comecei a corresponder, tu interrompeste o beijo, saíste porta fora do carro (sim, estávamos no carro dele), levaste a chave contigo (até hoje continuo a achar que tinhas receio que eu arrancasse e fugisse de ti), arregaçaste as mangas da camisa, tiraste a camisa de dentro das calças, praguejaste, meteste a cabeça ao nível da janela, espreitaste lá para dentro, para mim e perguntaste-me: "o que é que foi isso, mulher?".

LOLOLOLOLOL! Eu que sabia que não estava a ser um mau beijo e estava a achar a reacção dele uma delícia, digo com o meu ar mais inocente de menina casta: "isso fui eu a tentar corresponder ao teu beijo...".

- "A tentares?! Mulher... Então, por favor, não me beijes mesmo que eu..." e continuaste a praguejar e andar de um lado para o outro, mas no mesmo sítio.

Quando te acalmaste o suficiente e voltaste a entrar dentro do carro, agarraste em mim e beijaste-me fogosa e ardentemente até ficarmos os dois sem fôlego e noutro planeta. Quando o beijo acabou por motivos de força maior (tipo, respirar), olhámos um para o outro numa "mas o que é que é isto?", e ouvimos a voz do José Castelo Branco que tinha estacionado o seu Jaguar ao nosso lado e estava a conversar com o irmão do Manuel Luís Goucha.

Desatamos os dois a rir e achámos melhor sair dali, antes que a libelinha se assustasse com o calor que emanava do carro do lado.

E foi assim o nosso primeiro beijo. Aquele que eu conto como primeiro. E de todas as vezes que me lembro disto,  desato-me a rir. Também é impossível não rir com uma história destas. Ouvir a voz daquele senhor (?), vestido qual árvore de natal ali mesmo ao nosso lado, depois de um momento tão... TÃO!

E são momentos como este que eu faço por guardar. Momentos em que me senti bem. E eu já há tanto tempo que não sei o que isso é.

Gostava de voltar a sentir-me assim. Com aquele formigueiro infantil no estômago só com a expectativa de ver um alguém... De me sentir querida e desejada... Enfim! Sinto falta. PONTO.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pensamentos

Que levo uma vida de parva, já toda a gente sabe. Esta semana então, tem sido o cúmulo da parvoíce.

Com o frio que está e com o não poder manter o aquecedor lá de casa ligado muito tempo, pois a conta da luz não perdoa e já o mês passado tive de pedir dinheiro emprestado para a pagar... Tenho chegado a casa (depois do jantar às 19h com os meus avós), tomado banho e enfiado-me na cama. O que quer dizer que às 20h30/21h estou na cama.

Que mal tem isso? Mal nenhum... Eu adoro estar na cama, quentinha. Só é triste os motivos que me levam a estar na cama tão cedo.

Como nem sempre tenho o sono suficiente para dormir (sim, porque o cansaço esse tenho-o sempre) e ler um livro significa deixar as extremidades de fora e eu não aguento, acabo por me enfiar toda (literalmente) debaixo dos lençóis e cobertores e deixo a mente vaguear.

Está-se mesmo a ver que essa combinação não tem sido nada feliz, certo? A minha propensão ao drama não ajuda nada.

Ontem dei por mim a pensar na minha infância, no meu percurso enquanto ser humano e quando dei por ela... Escorriam lágrimas silenciosas pelo meu rosto abaixo, molhando a minha almofada, sendo somente aí que me apercebi que chorava.

Há quem acredite numa qualquer espécie de destino e justiça divinal (ou concertação universal), mas se assim é eu fui esquecida.

Sinto-me tão cansada. Cansada de não ter sido criança (e daí fazer um grande esforço para que e minha LL o seja), cansada de ter crescido à força, cansada de ser adulta desde que me lembro de ser gente, cansada de nunca ter tido a vida que eu acho merecer. 

Nunca fiz mal a ninguém. Não desejo mal a ninguém. Não sou egoísta, nem invejosa, peco muitas vezes pelo meu altruísmo e boa vontade. É claro que não sou perfeita. Ninguém o é, mas não encontro em mim razões que, de alguma forma, possam justificar a quantidade de "azares" e dificuldades que pautam a minha vida.

Dei por mim a chegar à conclusão de que sou sozinha. E ser sozinha é muito diferente de ser solitária, como tantas vezes digo que sou.

Cresci a puder contar única e exclusivamente comigo, a ter-me como melhor companhia e melhor conselheira. Os meus pais, que nunca o souberam ser, não podem ser culpados por toda a minha miss fortune, mas penso até que ponto não terão sido os responsáveis por parte dela.

Penso em como as coisas poderiam ter sido diferentes e, ainda que isso não adiante de nada, não consigo evitar o sentimento de que, sem ter culpa, sempre carreguei com um fardo demasiado difícil e pesado.

A minha avó acolheu-me em casa dela numa altura em que o desespero tomava conta de mim e acredito, até hoje, que foi por esse "resgate" ter acontecido que as coisas não acabaram dramaticamente para mim nessa altura.

Sinto falta da minha avó. Foi a minha avó que me ajudou a ser mais humana. A conseguir aceitar ajuda e carinho sem ter de obrigatoriamente dar algo em troca. Foi um percurso difícil, mas ela foi a grande responsável por hoje ser uma pessoa mais dócil, mais "aberta" emocionalmente falando.

Agora sem ela, são os meus avós paternos que assumiram essa função e dei por mim a pensar que será de mim quando também eles "me" deixarem...

Sim, tenho as minhas irmãs. A DD leva a vida dela nada, mas mesmo NADA fácil e só eu sei o que gostava de poder ajudar. A LL é ainda uma criança e faço os possíveis para a proteger, não deixando no entanto de a tentar preparar para este mundo tão injusto. Os meus pais... Nem vale a pena ir por aí...

Todos os que aqui me acompanham desde o início, sabem que nunca senti o apelo da maternidade e que nem faz parte dos meus planos ser mãe... Que será de mim?

Serei uma velha resingona, mal humorada e com mau feitio sem ninguém para me "amansar" ou sequer prestar os cuidados básicos. Serei tão sozinha quanto sempre me senti.

E qual será a diferença entre esse meu futuro e o meu presente?

Hoje, no presente, ainda tenho esperança. Pouca, mas está lá. No futuro, nada me restará a não ser a certeza da morte, com o constante lamento de que ela me leve qual gentil amante para o mundo do esquecimento onde na realidade sempre pertenci.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Relacionamentos

Ao ler alguns comentários a um post de um dos blogs que acompanho - Saltos Altos Vermelhos - sobre como começaram as relações de quem lê este blog, constatei o seguinte.

Em todos os casos que li, essas pessoas (todas mulheres, salvo erro) dizem ter começado o seu namoro por volta do secundário, sendo que em alguns casos, até mesmo na primária. Todas estão hoje em dia casadas com essa mesma pessoa e algumas já com filhos.

Pareceu-me a mim que só tiveram aquele homem nas suas vidas (nada contra, atenção) e que daí seguiram as suas vidas, constituindo família, etc.

Isto deu-me que pensar. A sério que sim!

Será que eu já estou fora do prazo de validade?

Ultimamente tenho dado por mim a achar que já entrei uma idade que, ainda que jovem, já não é tão propícia a certas situações ou a certo tipo de coisas, sendo a "paixonite" uma delas.

Dando um exemplo muito ao lado, tenho a mesma sensação quando se me escapa um "bué". Fico a achar que esse tipo de linguagem já não é para mim e que já nem sequer me fica bem.

A realidade é que todos os relacionamentos estáveis que conheço hoje em dia, têm os seus alicerces em relações que começaram na juventude. Todos os outros, são instáveis e começaram a "quebrar".

Será que foi finalmente descoberta a fórmula de sucesso nos relacionamentos? E se foi, o que é que isso quer dizer para todos os outros que, assim como eu, já não vamos a tempo disso acontecer?!

Conheço muita gente que, tal como eu, tiveram namoros longos (o meu não tão longo quanto isso - 5 anos) e que depois de terem saído dessas relações ou estão sozinhos ou andam de relação em relação sem que alguma pareça dar certo.

Porquê? Por que é que isto acontece?

Eu acho que, se calhar, demos demais de nós mesmos nesses relacionamentos, entregámo-nos completamente e ao sairmos magoados, ficámos pessoas mais de "pé atrás", mais distantes, mais frias, com maior receio em arriscar... Sei lá! Na verdade não sei... Isto sou eu a "cuspir" pensamentos.

Só sei que não deixo de achar curiosa a tendência que se verifica. Gente "feliz" e casada já com famílias, etc. só para quem começou de "gaiato".

O que nos resta a nós? Os outros? O que me resta a mim?

Volto a um dos meus regulares pensamentos e já quase uma certeza: "abençoada ignorância".

Essas pessoas que se mantêm com o mesmo namorado da juventude, nunca tiveram de viver com gente que não presta. Com pessoas egoístas que apenas usam enquanto é giro e depois deitam fora. E atenção, não estou a dizer que essas pessoas têm relacionamentos perfeitos e que não têm problemas no seu casamento... Apenas que nunca experimentaram nada para além disso. E é como digo: ainda bem para elas. Felizes ignorantes (ignorantes no bom sentido, ok?).

Eu gostava de fazer parte desse grupo de pessoas em bem mais sentidos do que o simplesmente ter um relacionamento blissfully happy (desculpem a redundância).

E gostava também que vocês, os poucos que ainda se dão ao trabalho de me ler, percebessem o que eu quero realmente dizer. Aquilo que está escrito nas entrelinhas e que eu não consigo deitar cá para fora, por falta de palavras que o expressem correctamente. :(

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Por que Só Eu Sou Gorda?

Os 10Kg que tenho a mais e sem qualquer tipo de explicação lógica (a sério! A contar com o que como, estava magrérrima) estão basicamente distribuídos pelo meu rabo e coxas - Gosto de pensar que na proporção harmoniosa de 5Kg para cada lado... O que faz com que eu esteja com um "pandeiro" do tamanho de África.

Agora a questão que me faz confusão.

A Jennifer Lopez, Kim Kardashian e outras que tais que tem um "cagueiro" do tamanho do mundo... São boazudas e eu sou gorda.

Há justiça nisto? É que se ainda tivesse o rabo mal feito e/ou todo minado de celulite (coisa que também não vêem, já que tenho a estranha tendência de andar na rua completamente vestida) ainda compreendia as críticas... Uma vez que não é o caso, não percebo o porquê desta disparidade de opiniões. :(

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Thoughts By MM - Part 2

Nothing like observe the shit around you... To value the shit you're in!

Thoughts By MM - Part 1

Some people were born with the ability to tolerate stupidity. 
Some weren't!

Nota: Pensamentos meus em inglês, porque em inglês soa tudo muito melhor.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Daddy Issues

Sempre se ouviu dizer que nas relações, homens e mulheres, procuram semelhanças com os seus progenitores na escolha dos seus futuros parceiros.

Sempre se ouviu dizer, também, que a vivência desses relacionamentos resulta das experiências vividas com os nossos pais. Homens com as suas mães e mulheres com os seus pais.

Pois eu tenho a dizer que, no que a mim diz respeito e apesar de ter dito várias vezes que isso não se aplicava à minha pessoa, ontem tive uma epifania.

A verdade é que sempre idolatrei o meu pai. Ele era o porto seguro do meu mundinho virado do avesso. Cedo percebi que tinha de me agarrar a ele se queria sobreviver neste mundo cruel onde eu tinha sido "deixada".

Era a menina do papá e com muito orgulho. Era a menina dos olhos dele e ele era o meu herói.

Mas as palavras, às vezes bem mais que as atitudes, também matam. E quando aos meus cerca de 15/16 anos ouço da boca do meu pai, sem qualquer razão ou justificação, que eu era a maior desilusão da vida dele e o maior erro que ele tinha cometido... O meu mundo ruiu.

Hoje digo que não acredito no amor, na durabilidade das relações e na realidade não permito que ninguém se aproxime o suficiente para que me possa infligir dano... 

Por isso, sim! Eu tenho daddy issues...

... Por que há coisas que um filho(a) nunca devia ouvir (e essa não foi a pior coisa - de longe - que ouvi do meu pai), por que há coisas que mesmo que se pensem, não se devem verbalizar... Por que as pessoas à nossa volta (sejam filhos, parentes, amigos, etc) não têm de "levar" com as nossas desilusões e mágoas... Por que devemos ter a noção do peso das nossas palavras e perceber que as mesmas podem moldar personalidades e até mesmo vidas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Como É Que Sabes Que Estás Velho(a)

- Quando as vossas irmãs mais novas vos elogiam sobre a vossa capacidade de descascar uma pêra de seguida, formando uma bela espiral com a casca da mesma (coisa que só nos lembramos de ver os nossos avós e pais fazerem);

- Quando dizes que preferes o conforto à vaidade e dizes que já não estás numa de comprar calçado com saltos altos, mas sim algo confortável que não te faça chegar ao final do dia cheia de dores nos pés e pernas;

- Quando começas a utilizar expressões como: "já não tenho idade para isso" e "já não tenho pedalada para noitadas e/ou directas";

- Quando observas comportamentos completamente desprovidos de bom senso por parte da geração mais nova e dizes "também já tive aquela idade" and so on...

Tenho a dizer que estou velha!

Bom dia para todos vós! :)