Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ouvi Hoje Na Rádio (Comercial)...

... Que está cientificamente comprovado que ouvir músicas que não gostamos faz mal à saúde, já que as veias se comprimem.

Pensei: "E abominar o trabalho que se tem, o que fará?!"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dúvida Existencial

Das duas uma:

Ou estou farta do meu trabalho ou estou farta de trabalhar, ponto.

Se se verificar ser esta última opção... Parece-me que tenho um sério e grave problema em mãos. :-/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Conclusão do Dia

Cada vez tenho mais a certeza de que trabalho diariamente com pessoas que comem merda às colheres.

Só pode! É a única explicação que encontro para tanta diarreia cerebral...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

For The First Time In A Very Long Time...

... Estou a conseguir consultar, actualizar e até escrever no meu blog durante o meu horário de trabalho! :O

Bom ou mau sinal?!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Classe Trabalhadora, Essa Ingrata!!!

Se este blog fosse um "Pipoca Mais Doce", o post que irei escrever a seguir iria gerar polémica como se não houvesse amanhã, mas como não sou (feliz ou infelizmente dependendo da perspectiva), aos poucos que se derem ao trabalho de ler e aos ainda menos que se derem ao trabalho de comentar, tenho a dizer que estou pronta para o linchamento e apedrejamento em praça pública.

Acontece que à pala da taxa de desemprego ter assumido valores astronómicos no nosso país (e isto sem contar com os milhares de desempregados que não constam nas estatísticas oficiais) e a uma percentagem GIGANTE da nossa população activa estar desempregada e a passar sérias dificuldades, os que assim como eu ainda (sim, porque nunca se sabe até quando e já quase que "desejamos" ser/estar desempregados e já vão perceber o porquê deste meu comentário) têm trabalho/emprego são os privilegiados ingratos que não podem NUNCA, JAMAIS, reclamar, opinar, expressar comentários de descontentamento e ai de nós que nos sintamos injustiçados com as condições de trabalho a que estamos sujeitos, porque há gente a passar fome e etc e tal...

Antes de mais (e começa o apedrejamento), eu sou bastante solidária com essa realidade. Aliás e só para que saibam, tenho a minha mãe nessa situação e tem requerido a minha ajuda (bem como de outros familiares) para que ela não perca a casa e tenha o mínimo que comer para ela e para a minha LL (que quem me acompanha bem sabe que tiro TUDO de mim, para lhe dar a ela).

Acontece que apesar dessa triste realidade que é ou passou a ser o dia-a-dia de muito boa gente (e obviamente só peço - a quem ou ao quê não interessa - que não me veja eu nessa situação, porque derivado disso, deixaria de poder ajudar a minha mãe e irmã, já para não falar que também eu corria o risco de perder a minha casa e passar fome), eu lamento informar mas eu que TRABALHO não tenho culpa NENHUMA.

Acho que chegámos a um ponto em que os que ainda mantêm os seus trabalhos/empregos são olhados de lado como se leprosos fossem, pois estão de "barriga cheia" e não compreendem a situação dos mais desfavorecidos e por isso perdem o direito ao queixume (justificado ou não) e à liberdade de expressão pois são a classe privilegiada e têm mais é de calar a boca.

Ora, eu não concordo NADA com isto, obviamente.

E vou falar-vos da minha realidade e depois poderão chamar-me ingrata e sei lá que mais.

Eu tenho dois empregos, tenho dois contratos de trabalho, mas não tenho dois vencimentos. Tenho um vencimento e meio vá, já que apesar de trabalhar a full-time, só recebo a part-time de um deles. E porquê? Por que são os dois empregos e contratos para o mesmo patrão, mas para empresas/entidades diferentes.

Em Outubro fui colocada na posição de: ou aceitava a mudança distrital de local de trabalho ou ia para o desemprego.

Como eles precisavam tanto de mim, como eu deles e uma vez que a lei até estava do meu lado, até por que a deslocação é de cerca de 75Km/dia, consegui negociar alterações no meu contrato de trabalho, nomeadamente a cedência de uma viatura de serviço, pagamento de combustível e portagens pela empresa e um outro contrato de trabalho a part-time para a outra empresa do grupo.

Selámos o acordo, embora eu tenha tido naturalmente de ceder no vencimento acordado, já que não estamos em condição de regatear muito, mas fiz bom negócio dentro do possível.

Acontece que neste momento, tenho a gestão financeira e administrativa de DUAS empresas em cima de mim (daí o sair tarde e a más horas - e não, não me pagam horas extras - e não ter tempo para nada e ainda levar trabalho para casa muitas das vezes).

Estive doente e tive de ficar em casa, mas estive a trabalhar! Estive de férias, mas estive a trabalhar! 

Trabalho a tempo inteiro para DUAS empresas a desempenhar para além do meu cargo e funções, as funções e cargos de mais três colegas que foram dispensados. Ou seja o patrão arrecadou três vencimentos e apenas deu metade de um deles a mim. Quem ficou a ganhar com isto?!? O patrão, claro!

Mas agora como eu sou uma privilegiada não posso, por que não posso reclamar e ficar chateada quando o patrão me faz este discurso:

"MM, como você sabe isto está complicado, as vendas desceram significativamente e eu vejo-me na posição ingrata de diminuir o seu vencimento."

E só para que percebam a minha revolta, vencimento esse que foi acordado no valor "X" em 2010 com compromisso de que passados os iniciais 6 meses, passaria a ser "Y" e que apesar de terem reconhecido as minhas capacidades e competência profissionais passado esse bendito período, "não poderiam cumprir com o prometido, pois era uma má fase e falamos quando fizer um ano de casa"

E foi esta a conversa ao "um ano de casa", ao "ano e meio de casa", aos "dois anos de casa" e assim sucessivamente. É que à pala desta conversa nem o aumento definido por lei eu levei.

TUDO aumentou para mim (e para todos): a renda da casa, o seguro de saúde (ai que ela tem seguro de saúde, a finória d'um cabrão) o seguro de vida e da casa, a água, a luz, o gás, etc... Sabem a ÚNICA coisa que não aumentou? O meu vencimento!

Então eu passei a ter o trabalho de três colegas para além do meu que já me chegava e sobrava e apesar dos aumentos em TUDO, o meu vencimento foi o único factor imutável.

Entretanto desde Novembro que tenho o outro suposto vencimento e que deveria ter-me ajudado a equilibrar as contas, mas guess what?

Em Novembro, avariou-se o meu carro particular. Em Dezembro, o vencimento "extra" foi todo para um frigorífico que "morreu" e o de Janeiro foi todo para uma máquina de lavar roupa, já que ela teve pena do companheiro e amigo frigorífico e também resolveu entregar a alma ao criador.

Ora, ainda bem que eu tinha este vencimento extra, é CLARO! Pois caso contrário, estava literalmente fod*** e não sou nada ingrata em relação a isso. Só estou a explanar estas situações para vos explicar que foi essa a justificação da redução do meu vencimento a tempo inteiro (e o mais antigo), dada pelo meu patrão. Foi basicamente assim:

"Como a MM tem outra fonte de rendimento não fica tão prejudicada!" - Fonte de rendimento essa que ele só tem conhecimento porque é ele que ma PAGA! Acaso trabalhasse eu para o "manel da esquina", ele não tinha nada que ver com quanto ganhava ou como gastava eu o dinheiro ou se um rendimento compensava a perda do outro.

Mas não! Como eu até tenho dois empregos e dois vencimentos e há quem não consiga sequer um e passe fome, eu tinha de me ajoelhar aos pés do meu patrão e dizer: obrigada patrão por me dar trabalho e pagar dois vencimentos (embora ande SEMPRE com eles em atraso) e eu até pago para trabalhar se necessário for, pois eu sou classe privilegiada e essa posição por si só confere-me automaticamente o direito de ser explorada independentemente dos meus direitos, pois não quero correr o risco de ser linchada em praça pública.

Foda-se!!!

Mas desde quando?! Desde quando não posso eu sentir-me explorada e mal paga?!

Eu continuo a ter o mesmo trabalho. O meu trabalho não diminuiu apesar do decréscimo das vendas e embora isso possa parecer contraditório, não o é por que o meu trabalho está ligado a burocracias e gestão financeira e administrativa e que não são directamente afectadas pela diminuição e/ou perda de negócios. Para além disso, eu trabalho para a outra empresa a full-time e essa não PÁRA. Tem um ritmo alucinante.

O meu patrão não me fez e nem faz nenhum favor ao ter-me como empregada. Ele teve a oportunidade de me despedir e não o fez por que precisava de mim. Eu todos os dias "visto a camisola" e trabalho arduamente para manter o meu "ganha pão" e evitar que entremos em "banca rota".

E se trabalho, amigos! Sai-me do corpinho. Não é favor de ninguém!

Não sou de todo alheia às "regalias" que ele mencionou como quem não quer a coisa (meaning, carro, portagens e combustível), mas quando ele aceitou levar-me com a empresa, sabia que teria de arcar com as consequências dessa mudança, inclusive e como fiz questão de lhe dizer, pagar-me renda da casa acaso eu decidisse mudar-me para a margem sul, sem que isso NUNCA afectasse as minhas condições contratuais e muito menos implicasse cortes no vencimento inicialmente acordado.

É claro que eu tenho o bom senso de compreender que, dada a actual conjuntura económica deste país, sou uma privilegiada. Mas isso não pode NUNCA ser justificação para sermos sujeitos a TUDO.

E ainda rematou com o brilhante: "acho justa esta proposta que lhe estou a apresentar!"

Justa?! JUSTA?!? 

O que eu respondi:

- De "justa" tem ZERO (acompanhado do gesto universal para o efeito). A condescendência aqui é minha. Foi minha quando de 6/6 meses me dizia que não me podia aumentar conforme prometido por que "ai é a crise!". Foi minha quando me aumentou a carga de trabalho e as responsabilidades ao ponto da minha margem para enganos ser ZERO, tal é a gravidade das consequências de um eventual erro meu. Foi minha quando despediu os meus colegas e fiquei eu sozinha a assumir todas essas funções extra e é minha quando sou eu que faço de "bobo da corte" aqui do sítio e você que nunca foi empregado de ninguém na vida, vem do alto do seu pedestal falar-me de justiça. Acho que é melhor rever a sua definição do conceito, pois parece-me a mim que lhe é completa e absolutamente alheio.

E como, como de costume, ele espera até até eu ter a mala ao ombro e estar pronta a ir embora para me dizer estas merdas, consegui o "brilharete" de ter a última palavra, "rodar nos calcanhares" e ir embora, ainda que de nada me adiante.

Agora vá! Atirem a primeira pedra!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

1º Post do Ano e Que Devia Ser Interessante, Mas Não É

Antes de mais: BOM ANO!!!

Depois, tenho a dizer que estou numa fase da minha vida em que se o dia tivesse 48h, não me iam chegar na mesma.

Ando completamente sem tempo para NADA!

Não consigo pôr a leitura em dia, não consigo ver as minhas séries e os meus filmes, não consigo ter tempo para dormir, descansar, passar tempo comigo, passar tempo com os amigos... Enfim, perceberam a ideia.

A minha vida tem-se traduzido numa palavra: TRABALHO!

E eu que sempre disse que "não vivo para trabalhar, mas trabalho para viver"... Pois!

Ando cansada. MESMO! :(

sábado, 15 de dezembro de 2012

Caros Amigos e Leitores...

... O mundo não acabou e eu não morri. Aliás, pensava que a teoria era que o mundo acabava dia 21, mas parece que agora é moda o mundo estar para acabar praticamente todos os dias. Adiante!

A vida continua e eu continuo a fazer todas as coisas que sempre fiz (como menos frequência já que a disponibilidade é uma bitch), mas não tenho conseguido arranjar o tempo necessário para fazer aqui o update dos filmes que vejo, das séries que sigo, dos livros que leio, das coisas que penso and so on, como costumava fazer.

A mudança geográfica de local de trabalho desorientou um bocadinho (coisa pouca) a minha vida. Isso aliado ao facto de agora ter dois contratos de trabalho (só é pena que não trabalhe a dobrar. Trabalho mesmo a quadruplicar), tem tornado impossível algumas das coisas que gostava de fazer com maior frequência, tal como vir aqui. Mas a vida é mesmo assim e espero que assim que consiga entrar no ritmo, que as coisas melhorem.

Agora, estou a escrever aqui a esta hora porquê? Por que estou doente enfiada em casa de "molho" desde 5ªf. Já há muito tempo que não me dava uma travadinha qualquer e por que Natal e final de ano não seriam os mesmos se não os passasse doente... Voilá! Doente até à quinta casa, altamente "dopada", mas a recuperar thank god! 

No entanto e só para manter a tradição (que eu cá sou pessoa de não fugir às tradições. NOT!), estarei a tomar antibiótico até à passagem de ano! Iupi!!! Há quem use desculpas melhores para passar as festividades sob o efeito de drogas, certo? LOL!

Amigos, passei aqui só para vos desejar uma quadra natalícia feliz (já que não sei quando aqui conseguirei passar outra vez) e um espectacular ANO 2013!



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

I'm Alive, My Friends!

Sei que não escrevo há "três séculos e meio" e que ando mais que desaparecida, mas descansem os que pudessem estar preocupados e perdoem-me tirar a esperança aos que pensaram que eu tinha morrido... Mas ainda aqui ando! :)

A verdade é que a minha nova realidade profissional (não, não mudei de emprego, apenas de localização geográfica e acumulo mais funções - ainda mais, leia-se), não tem deixado margem para muito mais que casa-trabalho e vice-versa, caminhadas, ver o The Voice (viciei recentemente e muito à pala do menino Adam-coisa-mais-boa-Levine) e ir pondo umas leituras em dia.

Além disso, e acho que já aqui o tinha mencionado algures, o meu PC de casa só liga quando quer e raramente à primeira e perante o meu constante cansaço e ainda mais permanente impaciência, nem sequer me dou ao trabalho de o tentar - "tentar" é a palavra certa - ligar. O que significa que ando, também, bastante em falta com as minhas séries televisivas de estimação e filmes e afins. :(

Resumindo, só à hora do almoço é que com um bocadinho de sorte (como hoje que está de chuva e não me apetece sair do escritório), tenho tempo para consultar os meus email's pessoais, ir ao Facebook, vir aqui, etc.

Dito isto, as minhas sinceras desculpas a quem se possa ter sentido abandonado.

Agora sobre o fim do mundo onde trabalho... Com o passar do tempo, estou a encarar melhor a coisa e o factor psicológico da distância (faço 75km/dia) também está a atenuar. 

Digo "factor psicológico", visto que na prática demoro exactamente o mesmo tempo no trânsito agora que faço cerca de 37,5Km para cada lado, do que quando fazia apenas 7,4Km de casa ao trabalho (que era em Sete-Rios) e vice-versa, já que ando contra o sentido do trânsito. 

O "factor psicológico", está no saber que a minha casa não está ao "virar da esquina", que não posso voltar atrás caso esqueça e/ou aconteça alguma coisa, já que o trânsito está completamente PARADO no sentido Sul-Lisboa à hora a que venho para o trabalho (08h). 

Aliás, um apontamento: não sei como é que há pessoas a fazerem esse percurso TODOS os dias e apanharem com 18km de filas diárias de manhã para Lisboa e ao final do dia para esta margem do rio. MEDO. 

Eu não aguentava. Matava alguém à mínima contrariedade que me surgisse e depois admiram-se da malta às vezes se passar e cometer homicídios de forma aparentemente arbitrária... Pois, pois! Arbitrária, my ass!

E pronto, olhei agora para o relógio e ainda tenho de ir lavar os meus dentinhos e por isso, já chega.

Só para que saibam que ainda sou viva e que o meu espacinho ainda está activo e de boa saúde!

Beijocas a todos os meus poucos, mas MUITO bons leitores! ;)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

É Oficial!

Mais uma mudança na minha vida: mudança de local de trabalho, geograficamente falando.

A sede da empresa onde trabalho mudou-se e agora trabalho no seguinte local:

É "para lá do sol posto", um bocadinho antes do local onde "Judas perdeu as botas", no cruzamento depois do "cú de Judas", logo imediatamente a seguir "a santa cona dos assobios".

É aí mesmo!

Bem vinda à Margem Sul... "Sítio onde são feitos os sonhos, já que só se dorme aqui!".

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

À Procura de Trabalho

Já vos disse que ando à procura de trabalho?

Na realidade, eu ando sempre à procura de trabalho e por isso é que assim que assento os "arraiais" e conheço de raiz as minhas funções na mais recente empresa empregadora, a primeira coisa que faço é actualizar o meu curriculum.

Sempre foi assim. Acho que aquela ideia de um "emprego para a vida", morreu como muitos outros conceitos dos "antigamentes".

Agora o que me leva a escrever sobre isto é o seguinte:

Os anúncios (raros) onde são mencionados os vencimentos a auferir na possibilidade da pessoa ter a sorte de ser empregue por aquela entidade em particular, roçam a linha do ridículo.

As exigências, essas são MUITAS... Mas aquando de dizerem quanto estão dispostos a pagar pelo cumprimento profissional e competente das mesmas é ver as tristezas que tenho visto diariamente.

Vencimentos que vão desde os velhinhos 485€ de "salário mínimo nacional" (como se com esta menção, a mais não fossem obrigados) até aos loucos 520€/600€. Ainda não vi um único anúncio onde publicitem um vencimento a receber, superior a estas pérolas.

E não me venham para aqui dizer que isso já é muito bom dada a crise em que estamos e tal e coiso, porque comigo não pega.

Sim, é CLARO que 485€/520€/600€ ou whatever são melhor que NADA. ÓBVIO! Mas isto é, na minha opinião, uma macabra chantagem e pressão que fazem sobre quem realmente precisa. 

É que se estivermos a falar de primeiro emprego, para meninos(as) acabados(as) de sair dos seus cursos profissionais, ainda a viver com os pais e sem despesas de maior... Tudo bem. Mas não. Querem pessoas cheias de habilitações, com resmas de anos de experiência em funções similares, com exigências superiores à dita responsabilidade "normal" e TUDO isso pela miséria que oferecem.

Outra coisa que me deixa completamente de queixo caído é quando pedem malta para assessoria administrativa, secretariado, etc. com as mesmas habilitações de quem supostamente vão assessorar. 

Mas isto tem alguma lógica?! Então eu licenciei-me em gestão ligada às finanças, contabilidade, etc. e vou assessorar um(a) fulano(a) exactamente com o mesmo nível académico que eu?! Mas o que é a outra pessoa a mais que eu?! O que sou eu a menos que essa pessoa?! O que fez com que essa pessoa seja a superior hierárquica e eu a subalterna? Uma cunha? Um ter nascido num "berço de ouro"?  Uma melhor oportunidade na vida? Não sei! E além de não saber, não consigo compreender.

Acho que as exigências não são realistas perante o que estão dispostos a pagar e pensei que a altura da escravatura já tinha acabado há muitos anos.

Tenho em crer que agora vivemos numa espécie de escravatura camuflada de crise, onde é correcto humilhar as pessoas com vencimentos ridículos só por que elas estão, infelizmente, numa posição inferior na classe social ou a atravessar uma maré de azar ou ainda por que estão desesperadas financeiramente e precisam de qualquer coisa (esquecem-se é que reveses acontecem a TODOS. Não há ninguém imune).

E acho ainda que pactuar com essa gente é descer mais baixo que eles. E não, não estou a dizer que as pessoas não se deviam candidatar. A questão está aí: isto tudo está demasiado mau para as pessoas depois de esgotadas toda as suas bem definidas alternativas, se puderem dar ao luxo de ser esquisitas.

Agora eu, da minha parte, e de cada vez que vejo um anúncio desses, fico com uma vontade surreal de responder exactamente com este tipo de retórica que aqui vos exponho. 

Se o faço?! Pois claro que não. Sei lá eu se amanhã não serei um dos desgraçados que tem de "baixar as calcinhas", permitir-lhes "ir-me ao cú" e no fim ainda ter de dizer "obrigada"?! E sei lá eu também, se não serão esses mesmos, que agora oferecem vencimentos ultrajantes, que me poderão contratar nessa altura?!

Nunca se sabe ou então é por que sou portuguesa e ser resignada e estúpida está-me no sangue. Não sei! A verdade é que me indigno, venho para aqui escrever como se não houvesse amanhã, mas NADA resolvo. NADA está nas minhas mãos resolver.

Agora que eu gostava de ver a cara de quem recebe os email's com as minhas candidaturas aos anúncios que não mencionam vencimentos e aos quais eu tenho respondido... Ai isso gostava!

Com toda a educação que me pauta e faz de mim quem sou, exponho upfront as minhas condições mínimas para considerar o trabalho em questão, mencionando precisamente o facto de não querer e nem poder dar-me ao luxo de perder tempo com entrevistas desnecessárias acaso não possam ir ao encontro do que peço. 

E despeço-me cordialmente com um:

"Agradeço a atenção dispensada e espero merecer o V/ melhor interesse na esperança de que não encontrem nas minhas palavras uma qualquer pretensão inexistente, mas tão somente o pleno reconhecimento do meu valor profissional e o compromisso prévio de total cumprimento das minhas responsabilidades indo ao encontro da  realidade da minha gestão pessoal financeira."

LOL! Os nomes que já me devem ter chamado! E vocês agora até podem dizer: "com esse discurso não queres trabalho, não?" ou "com esse discurso queres é um emprego" ou ainda "com esse discurso deves-te achar a supra sumo da cocada e a última coca-cola do deserto, não?".

E eu respondo: NÃO! Não quero é perder o meu precioso tempo quando sei antemão o que valho (e isso não é pretensão, vaidade ou arrogância. É tão somente o conjunto de todo o feedback que sempre recebi de TODOS os sítios onde trabalhei e a consciente promessa do que consigo efectivamente deliver) e acima de tudo (por que acaso não fosse este pormenor, pediria bastante mais do que peço actualmente), o SABER quanto preciso ganhar para não perder a minha casa, o meu carro, etc.

Não peço mais do que o básico para uma pessoa sozinha conseguir pagar as suas contas, sendo que como são os meus avós que me dão almoço e jantar, nem isso contemplo. Só para verem o triste nível das minhas "pseudo-exigências".

Será pedir muito? Será assim tão motivo da chacota que já terei sido alvo e serei de todas as vezes que responder a um anúncio com esse "discurso"?

Eu cá se fizesse parte do processo de selecção e recrutamento (e para que saibam, tive essa cadeira na faculdade), chamava a pessoa para entrevista (se efectivamente a empresa para a qual trabalhasse pudesse ir ao encontro das condições apresentadas) só para poder conhecê-la cara à cara e ver se era tudo o que prometia ou só mais uma que se estava a achar. 

E em sendo uma pessoa que se estava a achar, dizia: "pois, nós até estávamos a pensar oferecer "X" (um valor bastante acima do mínimo que a pessoa pedia), mas pensamos que não corresponde ao perfil que estamos à procura"

TOMA! - Muito provavelmente o que ainda me irá acontecer! LOL! ;)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Em Relação Ao Post Anterior...

... E para os que possam pensar que me arrependi de ter mudado de emprego:

- Sim, no meu outro emprego a minha situação era financeiramente bastante mais estável;

- Se não tivesse mudado de emprego (o que se traduziu num valente aumento salarial), aquando da perda da minha avó tinha ficado em BASTANTE pior condição do que a que actualmente tenho;

- Ganhei uma "bagagem" GIGANTE de experiência que me irá ajudar nesta nova procura.

Por isso, não! Apesar de tudo, não me arrependo nem por um único segundo.

Desemprego

Que o desemprego neste país não é novidade para ninguém, é um facto. Que assumiu contornos mirabolantes nos últimos tempos é inegável e ninguém pode estar/ser indiferente a uma realidade destas.

Eu espero mês, mês sim que o mesmo me aconteça. Há meses que recebo tarde e muitas vezes aos bochechos.

Vamos a dia 04 e eu ordenado... Nem vê-lo! Se na 2ªf que vem tiver alguma coisa na conta estou com muita sorte. Fui de férias, mas subsídio... Que é isso? Isso existe?

E agora e antes que me digam "ah, não te queixes que há quem esteja muito pior. Tu ao menos recebes. Tarde e às mijinhas, mas recebes", deixem-me dizer-vos o seguinte:

- Trabalho desde os 12 anos. Desconto oficialmente para a segurança social desde os 16 anos. Nunca (as in NEVER) cheguei ao dia 27/28 de cada mês (independentemente do mês ter 30/31 dias) e não tive lá o meu vencimento do respectivo mês;

- Se a desculpa agora é a crise, eu tenho a dizer que trabalho neste emprego há quase dois anos e NUNCA recebi a tempo e a horas, mas mais tardar a dia 1/2 tinha o dinheiro na conta. Só não compreendo é se a crise serve de desculpa agora, qual foi a justificação antes;

TODOS os meses desde que mudei para este emprego, tenho de PEDIR o meu ordenado como se não tivesse o direito a recebê-lo;

- TODOS os meses desde que mudei para este emprego, tenho de DAR JUSTIFICAÇÕES do que preciso de fazer com o MEU DINHEIRO na tentativa de sensibilizar o meu patrão;

- Desde que tenho este emprego e que os atrasos além de se alongarem no tempo (já cheguei a receber a dia 12), começaram a assumir o formato de "toma lá 200€ esta semana + 150€ para a semana que vem e o resto só a dia 22 ou mais", já passei pela vergonha (parece que é habitual para muita gente, mas a mim NUNCA tinha acontecido) de me ligarem do banco, porque não há dinheiro para pagar os débitos directos que vão caindo a partir do dia 28 de cada mês;

- Para evitar pagar juros de mora e comissões de conta a descoberto, vi-me obrigada a mudar as datas dos débitos o que, em alguns casos, me deu despesa (esta de ter de pagar para mudar a data em que nos tiram dinheiro é excelente);

- Ainda assim e com essas alterações, continuo a não ter o MEU DINHEIRO a tempo e a horas e TODOS os meses de há cerca de 6 meses para cá, me vejo obrigada a pedir dinheiro emprestado para coisas tão simples como pôr combustível no carro para poder ir trabalhar;

- Como já sabem, como em casa dos meus avós que só têm a reforma do meu avô para os dois e são ambos diabéticos com outras complicações de saúde e que lhes leva metade da reforma em medicamentos todos os meses;

- O meu avô tem 70 anos e ainda trabalha. Não só o precisa fazer para e por eles, como ainda tem de levar com a neta de 28 anos que não se consegue sustentar. NUNCA me disseram nada e são os primeiros a querer emprestar-me dinheiro. Eu que me parte o coração, pois EU é que estou em idade de ajudá-los, não posso obviamente aceitar esse tipo de ajuda (extra), pois já sei que não me iriam aceitar o dinheiro de volta, nem que para isso o meu avô trabalhasse mais;

- Resta-me como alternativa ir pedindo a esta(e) ou aquela(e) amiga(o) que  me empreste com a promessa de pagar na semana a seguir (que SEMPRE cumpri), mas que para além de me descontrolar as contas todas, é uma situação PERFEITAMENTE DESNECESSÁRIA;

- O meu patrão não me diz nada e ainda se dá à arrogância de perguntar (quando me queixo) "se preciso de um adiantamento", como se ainda fosse ele que me estivesse a fazer um favor adiantando-me aquilo que É MEU;

- Não tenho um tostão na conta a cada 14/15 de cada mês pois é "chapa ganho, chapa pago" e não, não me enganei. Não digo "chapa gasto", pois isso para mim dá-me a sensação de que tinha liberdade de escolha em como gastá-lo e eu não tenho. Ou melhor, tenho. Mas se não pagar a casa, os seguros, o crédito, as contas etc... Fico a viver na rua e sem carro... O que na prática me faz não ter essa tal "liberdade de escolha";

- Sim, a vida está má e está assim para uma GRANDE maioria (mas não todos. Desenganem-se os que assim pensam);

Por todos os aspectos acima mencionados (e outros que não passam pelo não receber, mas que ao pé do mau ambiente de trabalho e problemas diversos não são nada), fazem com que ande à procura de trabalho a sério. 

E digo "a sério", porque desde Outubro do ano passado (mês em que previ o fim da empresa onde trabalho), que já ando à procura. Mas como os pagamentos ocorriam em atraso, mas dentro do limite aceitável, tinha alguma margem de manobra na escolha de...

Neste momento, a tal "corda ao pescoço" que tenho desde que perdi a minha avó (como se perdê-la não fosse dor e sofrimento suficiente), está já a apertar ao ponto de sufocar e por isso afinquei-me nessa busca de novo trabalho.

Quando comentei este facto com algumas pessoas (de confiança, obviamente), veio-me TUDO com o discurso do "ai isto está tão mal, deixa-te é estar quieta onde estás até isso dar o berro e ires para o fundo desemprego, até porque eles pagam tarde, mas pagam" e EU SEI DISSO, minha gente! Acham mesmo que eu não sei?! Mas agora deram para me passarem um atestado de estupidez?!

Agora recuso-me a dar-me por derrotada. Sim, porque esse é o discurso do derrotado, do conformado, do preguiçoso. E é óbvio que não vou sair dali à maluca sem ter já para onde ir.

É (está) difícil, mas há que tentar. Há que procurar. Há que ter a esperança e ACREDITAR. Se no fim não der certo, ao menos não fiquei à espera de ver o "Titanic afundar", sem ter tentado apanhar o "salva vidas".

A melhor ainda foi ontem uma amiga minha que está desempregada há anos, me ter dito em tom de profundo sarcasmo "Olha, boa sorte!", como em "olha, para sorte para isso, hein?".

É pá! Socorro! As pessoas têm de parar para, não só se deixarem do discurso negativo (e antes que me critiquem e digam que eu não sei o que é estar desempregada... Estive sim! Uma vez há 8 anos atrás durante 8 meses e já naquela altura estava a desesperar e por isso isto não sou eu aqui a desprezar a situação actual de quem quer que seja), como têm de perceber que as condições não são iguais para toda a gente.

Eu ao contrário dela, tenho bastantes mais habilitações, sou mais nova, não tenho filhos e não estive parada nos últimos 10 anos da minha vida, tendo ganho experiência. Factores que poderão fazer TODA a diferença num processo de selecção para recrutamento. 

E sim, tenho MUITA pena MESMO que essas pessoas sejam de alguma forma discriminadas por terem uma família. Sou bastante compreensiva em relação a isso. Ninguém deveria ser posto de parte por causa disso, mas NADA justificava um comentário daqueles, pelo menos não no tom em que foi. 

Sei que foi fruto da sua preocupação por mim e por não querer que eu fique em igual situação, mas são muitas vezes comentários como esses (ainda mais vindos das pessoas que são nossas amigas, em quem confiamos e por quem nutrimos especial carinho e amor) que desencorajam as pessoas a seguir em frente e as deixam estagnadas no pânico e no medo.

Eu vou tentar! E tal como a campanha ganha do Senhor Presidente Barack Obama, vou acreditar que "I CAN", até efectivamente conseguir!

Tenho dito!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Férias/Compras

Já aqui mencionei que estou de férias?! :)

É verdade! Tirei estes dias antes do 25 de Abril e só volto ao trabalho a 2 de Maio. Estava MESMO a precisar de sair daquela empresa antes que cometesse homicídio qualificado em 1º grau.

Bem, hoje pensei em ir comprar umas pecitas de roupa. Principalmente, umas calças de ganga. Andava à espera de perder algum peso para fazê-lo, mas uma vez que isso parece ser tarefa impossível (embora já tenha perdido 6Kg), lá fui eu.

Comecei pela loja que, na minha opinião, tem mais que ver com o meu estilo: MANGO.

Adorei a montra e lá entrei eu para ver se encontrava alguma coisa que me agradasse, pensando que não devia ter carteira para comprar nem duas pecitas de roupa.

Qual não foi a minha surpresa quando começo a gostar de praticamente TUDO e olhando para os preços, vejo que está tudo bastante em conta, sendo que algumas peças de roupa estavam mesmo baratas. Mas atenção: baratas dada a conjuntura e não baratas para a minha carteira.

Escolhi uma aqui, outra ali e lá fui eu para o provador. Sempre ODIEI experimentar roupa. Desde que engordei então, saio dos provadores com uma depressão de cortar os pulsos. 

Hoje pensei: "caga nisso e experimenta à tua vontade, preferencialmente olhando para o espelho quando já estiveres vestida e pronta a apreciar a coisa". E foi o que fiz. Portei-me bem.

Comprei três pecitas de roupa (umas calças de ganga, umas calças de tecido tipo sarja de verão e uma camisa bem gira às risquinhas) e só gastei 65€.

Agora o GRANDE reparo. Se quando entrei na loja, entrei a pensar que não tinha carteira para nada, quando saí da loja saí com a certeza de que se quisesse comprar mais coisas, não seria a carteira a impedir-me, mas sim o meu corpo.

É mesmo um GRANDE desgosto quando damos valor ao nosso aspecto e bem estar físico e o mesmo não corresponde minimamente às nossas expectativas.

Haviam peças de roupa que nem existiam nos números e tamanhos que agora uso. Acho que nem me tinha dado verdadeiramente conta desta realidade até hoje. Se há um ano atrás vestia o 36/38 (sendo o habitual o 38), este ano visto o 42/44 e sim 46. Se em relação às camisas e camisolas vestia o "M", agora visto o "L. É incrível!!!

E sim, também sei que essa questão dos tamanhos depende do modelo das peças em questão, mas menos não acham?!

Enfim, não sei mais que fazer para perder os 10Kg a mais que ainda tenho.

Cortar na comida e comer saudavelmente não está a resultar. Fazer exercício físico, também não. Deixei de tomar a pílula, não fosse estar com um descontrolo hormonal e NADA.

Enfim... Não sei que fazer. Sei que esta questão afecta e MUITO a minha auto-estima.

Tenho de fazer mais sexo. LOL! Havia sessões da coisa em que no dia a seguir tinha menos 2/3Kg. Mas a questão passa por fazer sexo. PONTO. Mais sexo já seria um sonho.

Ando com vontade de ser uma maluca e "comer" todos (quase) os homens que me aparecem à frente. Que a vida é curta, que não "devo a cabeça a ninguém" e que só vivo esta vida uma vez... Basicamente e como devem ter percebido, ando com uma instabilidade emocional do camandro...

E já nem mais sei o que para aqui dizer, quando já nem coerente comigo mesma consigo ser...

Por isso, bom feriado para todos!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Falta de Educação

Tenho reparado de há uns anos para cá que a educação deve ser um valor que ficou a par das histórias de encantar, ou seja, no imaginário.

Mas ultimamente e por que a minha paciência e tolerância andam a roçar a linha da inexistência, a coisa anda a ganhar contornos algo dantescos no meu quotidiano.

Sendo que eu sou a rapariga com a vida mais boring do planeta e que durante a semana leva uma vida de casa-trabalho e vice-versa, essa impaciência e intolerância está praticamente centrada na minha vida profissional.

E é precisamente aí, que tenho tido manifestas dificuldades em controlar-me já que estou a dar a cara por uma empresa e tenho que zelar pelo bom nome da mesma. 

Ora, eu que sempre fui conhecida pelo meu sentido de humor mordaz e pela dificuldade em "comer e calar", sempre que posso respondo a essas más criações com sarcasmo e ironia, sendo que quase sempre me vejo frustrada, pois cada vez mais sinto que as pessoas padecem de uma grave lacuna a nível de inteligência emocional (e não só) e que simplesmente não alcançam o nível da minha língua viperina. Como ainda assim, isso vai satisfazendo os meus requintes de malvadez, vou deixando andar.

Esta semana já nem essa pequena satisfação solitária me tem sido suficiente. Estou a entrar na fase em que quase me apetece ofender gratuitamente a pessoa que está a ser mal criada para mim.

E perguntam vocês que raio fazem as pessoas para eu estar desta forma. E aqui começa o cerne da questão.

Eu tenho uma série de princípios (entendam-se, morais) pelos quais me rejo e que ainda que possam parecer pequenos e/ou insignificantes são, para mim, deveras importantes.

Para mim é falta de educação quando me interrompem e não me deixam falar. Mais, quando depois de ser interrompida a primeira vez, fazem-no constantemente anulando qualquer capacidade de eu conseguir falar sem ser tão mal educada quanto a pessoa o está a ser.

Para mim é falta de educação até mesmo na resposta de um simples email profissional, não darem um "bom dia" ou "boa tarde". 

É falta de respeito e educação quando, por exemplo, após o envio de toda a documentação solicitada para um cliente com o qual NUNCA falei na vida e logo não há qualquer tipo de à vontade e/ou abertura para, a pessoa que não se deu ao trabalho de consultar todos os ficheiros anexos, responder "onde está "tal" que acabei de pedir???" e sim, esses 3 pontos de interrogação são, para mim, fatais. É que acabaram de me chamar estúpida quando o único anormal ali é essa mesma pessoa. 

É para mim falta de educação, quando desligam o telefone antes de mim se fui eu a fazer a chamada, estando eu ainda a agradecer e a levar com um "pi, pi, pi" de ligação desligada.

E tantas, tantas outras pequenas coisinhas que me andam a deixar louca.

Acredito que as pessoas andem saturadas e revoltadas com a forma como está a vida e até mesmo a forma como as coisas correm nos empregos, já que muitos são os que vêem os colegas a serem despedidos, não sabendo se estão na "calha" também. 

Muitos são os que não recebem subsídios, os que têm os ordenados em atraso and so on... Mas os outros (e deixem-me deixar isto bem claro), NÃO TÊM NADA QUE VER COM ISSO, OK?!

Hoje disse ao meu patrão que estava a começar a perder a paciência e que estava a uma curtíssima distância de começar a responder na mesma moeda e contei-lhe alguns casos que se passaram. Até ele ficou de olhos arregalados a olhar para mim e a perguntar "não? Diga-me que isso é mentira? Falaram-lhe assim? Isso é surreal!".

Pois, pois é e eu como sou superior a essa gentinha faço por manter-me íntegra à minha pessoa... Mas amigos, está difícil...

domingo, 16 de outubro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Em Modo Férias

É verdade! Chegaram as minhas merecidas férias.

Estou completamente sem dinheiro à pala do extreme makeover que fiz à minha casa e por isso vou passar as férias a gozar do meu investimento. ;)

Ontem, estava eu toda feliz por entrar de férias e já ter a nova minha máquina de café Delta Q (oferta na sequência da adesão ao cartão de crédito Barclays) que me foi entregue ontem no meu trabalho, quando saio ao final do dia e percorro uns meros 500m e um fulano se espeta no espelho retrovisor do meu carro.

Escusado será dizer que fiquei mais que fera. Encostei e olhei para trás na esperança de conseguir tirar a matrícula do animal que ia a conduzir o táxi, mas nada. O gajo ia com uma bisga do caraças e por isso é que deve ter batido em mim. Aquela estrada tem dois sentidos, mas uma vez que estacionam carros num lado e no outro da estrada, aquilo não é local para se ir a abrir.

Enfim... A capa sobreveviu, mas o espelho estilhaçou todo.

Ora eu, que desmarquei a destartarização no dentista e a revisão do carro por falta de dinheiro, vejo-me a braços com ter de comprar um espelho para o retrovisor.

É o que dá estar bem disposta e até algo feliz por entrar de férias e ter uma máquina de café. Não posso estar minimamente contente, pois parece que atraio azar. :(

Chego a casa disposta a esquecer este pequeno incidente e a querer experimentar o café, quando me apercebo que não tenho chávenas de café em casa.

Como bebo o café?! - Digo eu alto.

Sim, podia bebê-lo num copo... Mas não era assim que queria que fosse a minha primeira experiência de beber café de máquina em casa.

Resultado: tenho a máquina toda xpto na cozinha e ainda não tirei um café.

Ainda assim, estou de férias e apesar de ainda ter de fazer algum trabalho nas férias - aquela empresa não sobrevive sem mim - estou bem disposta. 

É tempo de descansar e não pensar em mais nada. :)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juro Que Hoje...

... Quase foi precisa uma grua para me levantar da cama.

E não! Não teve nada que ver com os 10Kg que tenho a mais e que aliás ninguém acredita que os tenho até fazer o teste da balança.

Teve mesmo que ver com o facto de eu estar completamente ferrada a dormir quando o despertador vibrou (e para quem me lê desde o início, sabe que isso é raríssimo acontecer, já que acordo sempre antes dele despertar) e estar a sonhar e tudo.

Foi terrível! Durante uns bons cinco minutos, estive a imaginar argumentos que podia inventar para telefonar ao patrão a dizer que não ia trabalhar.

Detesto sentir-me assim logo pela manhã.

Não é que acorde cheia de vontade de ir trabalhar (de todo), mas começar o dia a imaginar desculpas para não ter de levantar o rabo da cama, diz-me muito sobre o meu estado psicológico... E acreditem que não me diz nada de bom.

Enfim... Hoje é 5ªf, vou sair mais cedo porque já tenho a ecografia à tiróide marcada e vamos lá ver o que é que me reserva o diagnóstico... :(

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Não Me Apetece...

... Fazer rigorosamente nada!

Mentira! Apetece-me! 

Ir passear, comer um gelado, estar com alguém que me dê valor e goste de mim, dormir (é impossível a quantidade de sono que tenho em mim), em suma: apetece-me quase tudo, menos trabalhar! :(

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu Acho Que O Meu Patrão Acha Que Eu Sou Deus

Só isso justifica o facto de ele achar que eu tenho o dom da ubiquidade e omnipotência.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Faz Hoje Um Ano

O tempo realmente é uma coisa que, apesar de mensurável, passa de forma incrivelmente rápida.

Faz hoje um ano que mudei de emprego.

Há um ano atrás, estava eu a começar esta nova etapa da minha vida.

Um ano depois, posso dizer que o balanço é positivo.

Cresci estupidamente, profissionalmente falando. Faço coisas que nunca pensei fazer e mexo-me numa área de negócios em que nunca pensei trabalhar, faço o que gosto (ainda que às vezes "deite isto pelos olhos") e conheci gente extraordinária.

Há um ano atrás, o tempo não estava esta miséria... Mas sim um calor descomunal, mas deve ser a única coisa menos boa que retiro deste saldo. LOL! Brincadeira! É claro que também encontro coisas negativas, mas o que interessa é que, quando pesado na balança, as positivas pesam mais.

Dito isto, uma boa 5ªf para todos e acalmem-se que o fim-de-semana vai ser de sol! :)