Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As 50 Sombras de Grey (Possível Spoiler Alert)

Bem, eu quero escrever as minhas primeiras impressões sobre este livro, mas dado que o livro só fala de sexo... Eu, desde já, peço desculpa pelo possível conteúdo susceptível (ou não) às mentes mais inocentes.

Logo para começar, não recomendo a leitura deste livro a mulheres virgens. 

Porquê?

Acho que o desfloramento da rapariguita em questão foi mesmo muito floreado. LOL.

Bem sei que não somos todas iguais ao que nessa questão de perder a virgindade diz respeito, mas dando-vos a conhecer um pouco da minha experiência pessoal, a coisa não se processa bem da maneira descrita no livro.

Aqui a MM perdeu (que raio de expressão esta?!) a virgindade era já uma mulher aos olhos da lei (tinha acabado de fazer os meus 18 maravilhosos aninhos). O espécime (sem depreciar de TODO o rapaz em questão) tinha 1,96m de altura e calçava o 46. Posso desde já dizer-vos que o pénis do "moçoilo" era coerente quer em comprimento, quer em diâmetro e ainda hoje, sinto orgulho no facto de não ter desatado a correr aos gritos quando vi tamanha "monstruosidade".

O rapaz era experiente e foi muito meigo e paciente comigo, mas só à terceira vez é que o desfloramento se deu. Até lá, eram dores e sangue e eu cheguei a pensar que se calhar não tinha vagina, contrariamente ao que me mostravam os exames médicos. 

Ainda assim, na altura, não percebia o porquê de tanto alarido, já que não estava a encontrar nada de particularmente interessante e prazeroso no acto em si. À quinta vez acordei para a vida e SOCORRO! Tem sido a pu** da loucura desde então. ;)

Por isso, toda aquela questão da menina do livro ter sido desflorada por um sadomasoquista que não sabe fazer amor e que só quer fodê-la como se não houvesse amanhã e ela, além de ter sido à primeira, ter gostado, ter tido prazer e ainda ter atingido um "milhão" de orgasmos... Humm... Parece-me muito fora da realidade (pelo menos da minha, mas já agora meninas, comentem-me isto que eu tenho curiosidade).

Só a título de curiosidade e até por que já aqui o disse algures, eu pessoalmente prefiro foder a fazer amor, mas acho que as meninas virgens, merecem ter alguém que nutra carinho e amor por elas para que esse importante passo das suas futuras vidas sexuais resulte em algo aprazível e não susceptível de possíveis traumas. Just my opinion.

E depois, permitindo-me ainda mais uma opinião pessoal e nada generalizada, eu prefiro homens com tamanhos de pénis um nadinha acima do dito normal da realidade portuguesa, segundo li num qualquer estudo algures no tempo e que se encontram na média dos 18/20cm erectos, já que são esses que literalmente me "preenchem as medidas". LOL.  

Só a título de informação gratuita, já tive os considerados pequenos (menos de 14cm), os considerados normais (entre os 14cm e 16cm) e os gigantes (acima de 20cm e tudo isto mais uma vez de acordo com o tal estudo. Não são médias minhas) e apesar de ser vulgar o comentário "o tamanho não interessa", não é bem assim. Cada uma lá saberá de si e bem se diz que "mais vale pequeno e brincalhão do que grande e mandrião"... No entanto e na minha sentida opinião, maior que 18/20cm faz com que existam posições praticamente impraticáveis (acreditem! Vão por mim).

Depois, este livro não é de TODO aconselhado a pessoas que estejam a passar períodos de carência sexual (such as myself).

No meu caso, não pelas razões óbvias (o de ter de me masturbar como se não houvesse amanhã), mas por que algumas falas do Mr. Grey são citações à letra de uma pessoa com quem tive um pseudo-relacionamento há uns anos e que sinto dentro de mim que ainda não está acabado (e quem me conhece sabe o quanto eu ODEIO assuntos por acabar).

O que é que isso quer dizer na prática em relação ao livro?!

Que ao invés de andar a ter sessões espectaculares de masturbação, ando a ter ataques de choro compulsivos associados a memórias bastante vívidas de acontecimentos entre mim e essa pessoa e que me causam literalmente dor física. Nada agradável, portanto.

Feita esta primeira apreciação, escrevo-vos mais quando assim o achar pertinente.

P.S. Expliquem-me também como é que uma mulher chega aos 21 anos de idade sem NUNCA se ter masturbado e interessado por sexo e depois passa a ser uma "maluca" que faz broches de nota "A" à primeira. Tudo bem que existem pessoas com aptidões naturais para a coisa (a coisa toda e não só os broches), mas amigos... A prática é que leva à perfeição... E se o Mr. Grey é assim tão experiente e partindo do princípio e de acordo com o livro, de que não nutre sentimentos amorosos pela rapariga (já que isso altera a imparcialidade das opiniões) como é que ele dá uma nota "A" logo no primeiro que a menina virgem lhe faz?!... Que raça de mulheres teve ele antes?!

Enfim... Questões que se me colocam... ;)

Boa 4ªf!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

À Procura de Trabalho

Já vos disse que ando à procura de trabalho?

Na realidade, eu ando sempre à procura de trabalho e por isso é que assim que assento os "arraiais" e conheço de raiz as minhas funções na mais recente empresa empregadora, a primeira coisa que faço é actualizar o meu curriculum.

Sempre foi assim. Acho que aquela ideia de um "emprego para a vida", morreu como muitos outros conceitos dos "antigamentes".

Agora o que me leva a escrever sobre isto é o seguinte:

Os anúncios (raros) onde são mencionados os vencimentos a auferir na possibilidade da pessoa ter a sorte de ser empregue por aquela entidade em particular, roçam a linha do ridículo.

As exigências, essas são MUITAS... Mas aquando de dizerem quanto estão dispostos a pagar pelo cumprimento profissional e competente das mesmas é ver as tristezas que tenho visto diariamente.

Vencimentos que vão desde os velhinhos 485€ de "salário mínimo nacional" (como se com esta menção, a mais não fossem obrigados) até aos loucos 520€/600€. Ainda não vi um único anúncio onde publicitem um vencimento a receber, superior a estas pérolas.

E não me venham para aqui dizer que isso já é muito bom dada a crise em que estamos e tal e coiso, porque comigo não pega.

Sim, é CLARO que 485€/520€/600€ ou whatever são melhor que NADA. ÓBVIO! Mas isto é, na minha opinião, uma macabra chantagem e pressão que fazem sobre quem realmente precisa. 

É que se estivermos a falar de primeiro emprego, para meninos(as) acabados(as) de sair dos seus cursos profissionais, ainda a viver com os pais e sem despesas de maior... Tudo bem. Mas não. Querem pessoas cheias de habilitações, com resmas de anos de experiência em funções similares, com exigências superiores à dita responsabilidade "normal" e TUDO isso pela miséria que oferecem.

Outra coisa que me deixa completamente de queixo caído é quando pedem malta para assessoria administrativa, secretariado, etc. com as mesmas habilitações de quem supostamente vão assessorar. 

Mas isto tem alguma lógica?! Então eu licenciei-me em gestão ligada às finanças, contabilidade, etc. e vou assessorar um(a) fulano(a) exactamente com o mesmo nível académico que eu?! Mas o que é a outra pessoa a mais que eu?! O que sou eu a menos que essa pessoa?! O que fez com que essa pessoa seja a superior hierárquica e eu a subalterna? Uma cunha? Um ter nascido num "berço de ouro"?  Uma melhor oportunidade na vida? Não sei! E além de não saber, não consigo compreender.

Acho que as exigências não são realistas perante o que estão dispostos a pagar e pensei que a altura da escravatura já tinha acabado há muitos anos.

Tenho em crer que agora vivemos numa espécie de escravatura camuflada de crise, onde é correcto humilhar as pessoas com vencimentos ridículos só por que elas estão, infelizmente, numa posição inferior na classe social ou a atravessar uma maré de azar ou ainda por que estão desesperadas financeiramente e precisam de qualquer coisa (esquecem-se é que reveses acontecem a TODOS. Não há ninguém imune).

E acho ainda que pactuar com essa gente é descer mais baixo que eles. E não, não estou a dizer que as pessoas não se deviam candidatar. A questão está aí: isto tudo está demasiado mau para as pessoas depois de esgotadas toda as suas bem definidas alternativas, se puderem dar ao luxo de ser esquisitas.

Agora eu, da minha parte, e de cada vez que vejo um anúncio desses, fico com uma vontade surreal de responder exactamente com este tipo de retórica que aqui vos exponho. 

Se o faço?! Pois claro que não. Sei lá eu se amanhã não serei um dos desgraçados que tem de "baixar as calcinhas", permitir-lhes "ir-me ao cú" e no fim ainda ter de dizer "obrigada"?! E sei lá eu também, se não serão esses mesmos, que agora oferecem vencimentos ultrajantes, que me poderão contratar nessa altura?!

Nunca se sabe ou então é por que sou portuguesa e ser resignada e estúpida está-me no sangue. Não sei! A verdade é que me indigno, venho para aqui escrever como se não houvesse amanhã, mas NADA resolvo. NADA está nas minhas mãos resolver.

Agora que eu gostava de ver a cara de quem recebe os email's com as minhas candidaturas aos anúncios que não mencionam vencimentos e aos quais eu tenho respondido... Ai isso gostava!

Com toda a educação que me pauta e faz de mim quem sou, exponho upfront as minhas condições mínimas para considerar o trabalho em questão, mencionando precisamente o facto de não querer e nem poder dar-me ao luxo de perder tempo com entrevistas desnecessárias acaso não possam ir ao encontro do que peço. 

E despeço-me cordialmente com um:

"Agradeço a atenção dispensada e espero merecer o V/ melhor interesse na esperança de que não encontrem nas minhas palavras uma qualquer pretensão inexistente, mas tão somente o pleno reconhecimento do meu valor profissional e o compromisso prévio de total cumprimento das minhas responsabilidades indo ao encontro da  realidade da minha gestão pessoal financeira."

LOL! Os nomes que já me devem ter chamado! E vocês agora até podem dizer: "com esse discurso não queres trabalho, não?" ou "com esse discurso queres é um emprego" ou ainda "com esse discurso deves-te achar a supra sumo da cocada e a última coca-cola do deserto, não?".

E eu respondo: NÃO! Não quero é perder o meu precioso tempo quando sei antemão o que valho (e isso não é pretensão, vaidade ou arrogância. É tão somente o conjunto de todo o feedback que sempre recebi de TODOS os sítios onde trabalhei e a consciente promessa do que consigo efectivamente deliver) e acima de tudo (por que acaso não fosse este pormenor, pediria bastante mais do que peço actualmente), o SABER quanto preciso ganhar para não perder a minha casa, o meu carro, etc.

Não peço mais do que o básico para uma pessoa sozinha conseguir pagar as suas contas, sendo que como são os meus avós que me dão almoço e jantar, nem isso contemplo. Só para verem o triste nível das minhas "pseudo-exigências".

Será pedir muito? Será assim tão motivo da chacota que já terei sido alvo e serei de todas as vezes que responder a um anúncio com esse "discurso"?

Eu cá se fizesse parte do processo de selecção e recrutamento (e para que saibam, tive essa cadeira na faculdade), chamava a pessoa para entrevista (se efectivamente a empresa para a qual trabalhasse pudesse ir ao encontro das condições apresentadas) só para poder conhecê-la cara à cara e ver se era tudo o que prometia ou só mais uma que se estava a achar. 

E em sendo uma pessoa que se estava a achar, dizia: "pois, nós até estávamos a pensar oferecer "X" (um valor bastante acima do mínimo que a pessoa pedia), mas pensamos que não corresponde ao perfil que estamos à procura"

TOMA! - Muito provavelmente o que ainda me irá acontecer! LOL! ;)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sobre O Jogo da Selecção de Ontem...

... Que, antes de mais, não vi... Tenho o seguinte a dizer em relação aos comentários que ouvi (repito: não vi o jogo e irei somente falar do que OUVI).

Eu que não me interesso particularmente por futebol, mas percebo - inclusive sei o que é e sei identificar um "fora de jogo", que para alguns parece ser o santo graal da coisa... Não sei porquê, é um conceito básico (para mim, pois claro). Sei o que dá direito à marcação de um canto, de um livre, de um penalti, etc. - e que não gosto (nunca gostei, as in NEVER) particularmente do Cristiano Ronaldo, venho aqui em defesa dele.

A selecção são 22 jogadores, mais equipas técnicas. Não é o CRISTIANO RONALDO

As únicas coisas que ouvi ontem foram críticas cerradas ao rapaz porque "é o melhor do mundo e não se admite falhar dois golos com a baliza aberta" e por que "não assistiu os colegas" e por que "não deu a cobertura lateral necessária" e "que só é bom jogador nas equipas estrangeiras", etc.

Não descuro nenhum dos comentários e nem sequer a sua validade. Acredito que tenham toda a razão do mundo. A questão aqui, para mim, está: ELE NÃO É PERFEITO!

Pode ser o melhor do mundo e tudo e mais alguma coisa, mas antes disso tudo, é HUMANO. E como humano que é, ERRA. Comete falhas. Eu sei que isto pode parecer um conceito quase impossível de compreender, até por que ele ganha balúrdios... Mas independentemente disso, está no seu direito de ter maus dias, maus momentos e espantem-se, até mesmo errar e falhar. 

Apesar do meu "não gostar" do rapaz, acho-o um excelente profissional. Dedicado e trabalhador. Sim, é certo que tem os seus tiques de vedeta e é um bocado "fuço", mas por favor... Quem não o seria na pele dele. É um puto! Tem literalmente o mundo aos pés e está a gozar o momento dele.

Daí a fazerem o escândalo de ontem... Vai uma distância. É muita pressão em cima de uma só pessoa. Dêem descanso ao rapaz. Ele certamente que melhor que ninguém, saberá que está a ter uma má prestação e estará até  (provavelmente) chateado consigo próprio. 

Dêem-lhe oportunidade de se redimir e não o coloquem já "abaixo de cão".

É a minha opinião. Tenho dito! ;)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Traição - Parte II

Hoje vou falar sobre traição. Um tema que já aqui abordei e que muita polémica gerou na altura.

Nessa altura falei sobre traição tentando abordar a perspectiva de quem trai, do traidor. Hoje e tendo já em mente o que vou escrever, quero dizer mais uma vez (isto parece que nunca são vezes a mais) que vou simplesmente dar a minha opinião e que apesar do que irei escrever, não sou a favor da traição. Mas quem seria?! Uma pessoa minimamente inteligente e percebendo que não consegue ser fiel, deve a si mesmo o respeito de não se comprometer com quem quer que seja, começando por assumir esse mesmo compromisso consigo mesmo.

Dito isto, quero que tenham em mente o seguinte:

Um homem ou uma mulher que ama o seu companheiro(a), que tem um bom relacionamento, onde exista companheirismo, cumplicidade, respeito (e não me saltem já para cima com comentários como "se tem respeito, não trai", porque isso são comentários moralistas e que pecam regra geral pela falta de imparcialidade)... Digamos, um relacionamento estável, que até já poderá ter alguns anos e em que tudo está bem com a vida do casal, especialmente a nível do sexo - sendo o motivo mais dado como justificação da prevaricação.

Estão a imaginar/viver isto?

Agora imaginemos que por um qualquer motivo alheio à vossa compreensão, até por que acham que não vos falta nada no vosso relacionamento (outra mentira. Falta-nos sempre qualquer coisa, mas dizê-lo parece ser um tabu porque admiti-lo faz-nos "duvidar" e pôr em causa coisas que preferimos não reconhecer), sentem-se atraídos por alguém.

Alguém que traz aventura onde temos rotina ou rotina onde só temos aventura. Alguém extremamente independente, quando estamos habituados à dependência que o nosso companheiro(a) tem por nós e que nem sempre é bom e positivo. Alguém com mais gostos/interesses em comum que o nosso próprio companheiro(a). Alguém que está constantemente de bem com a vida e que é uma pessoa positiva por natureza ao contrário da pessoa triste, desanimada/desmotivada com quem partilhamos a vida, etc. Já perceberam onde quero chegar: nem sempre o motivo de atracção por outra pessoa, passa única e exclusivamente pelo SEXO (ou a falta dele).

Estão lá? Já vos aconteceu? Já experienciaram este tipo de sentimento (e não estou a perguntar se por terem sentido isso, traíram, ok?), já olharam para alguém com mais interesse que a normal amizade ou relação de colegas de trabalho?

O que acontece se a outra pessoa sentir o mesmo? - E não, não vou pelo mesmo caminho do post que falei inicialmente.

Ora bem, vamos saltar todas as partes que aconteceram algures ali pelo meio, até à que realmente quero abordar. Essas duas pessoas envolvem-se fisicamente. Ou por que não são de ferro e a "carne" tem caprichos que UI! nem vou por aí... Ou por que no tal jantar de "gajas"/"gajos", beberam mais uns copos e de repente são o "superman with Lois Lane on the back" e/ou qualquer outra versão feminina da coisa. A questão não está no que levou a... Mas no tendo acontecido, foi um erro.

E foi um erro, porque amam o vosso companheiro(a), por que não estavam a pensar racionalmente, por que... Por que...

A minha questão é:

- Conta-se ao companheiro(a) o que aconteceu? (E para que fique bem esclarecido estou a falar de one time only. Não falo daqueles(as) que passada uma resma de tempo a traírem, se lembram "agora" que foi um erro, já que esses levantam outras questões que não vou falar agora senão este post não tem fim.)

A minha opinião é NÃO!

Sim, foi traição. Sim, foi um desrespeito, um erro gigante, algo que nos irá (poderá) marcar a vida toda, mas não acho que se deva contar ao parceiro(a).

E eu sou desta opinião porquê?

1ª Pergunta: contar ao meu parceiro o que aconteceu e se eu tenho a certeza de que não vou mais fazê-lo, vai contribuir para alguma coisa positiva?

2ª Pergunta: contar-lhe o que aconteceu vai mudar (fazer esquecer-me mais depressa) o que aconteceu?

3ª Pergunta: se aprendi a lição e não incorro no risco de voltar a fazer algo semelhante, ao contar-lhe irei ficar a sentir-me melhor sabendo que possivelmente arruinei uma excelente relação?

Acho que se a resposta a estas três perguntas for um redondo NÃO, então é por que NÃO vale a pena.

Acho que as pessoas que o fazem, fazem-no por egoísmo. E vá, agora ataquem-me! Digam-me que o fazem por amor, por que amam aquela pessoa de tal maneira que não conseguem esconder-lhe uma coisa dessas...

E eu digo-vos outra vez: fazem-no por egoísmo! Por que só estão a pensar em descarregar a sua perturbada consciência, por que não suportam a ideia de que o erro foi só culpa deles(as) mesmos(as). Que ao contarem/partilharem esse erro com o parceiro(a) vão encontrar lacunas, justificações (muitas delas com base em falsas premissas, já que a outra pessoa irá reagir de cabeça quente e dizer/fazer o que não quer) para o que aconteceu. 

Como se o outro fosse o reflexo da nossa insensatez. Fazem-no porque não sabem o que é amar alguém ao ponto de sofrerem elas mesmas essa dor, assumirem esse erro sem colocá-lo nas costa do outro(a). São pessoas que não sabem lidar com derrotas, fracassos e que subjugam os outros aos seus sentimentos mesquinhos pela incapacidade que têm de se erguerem e seguirem em frente.

O amor dói! O amor não é um mar de rosas como toda a gente parece pensar que é (ou então esquecem-se que as rosas também têm espinhos). O amor constrói-se. Alimenta-se, cuida-se como se uma planta fosse. Requer esforço (sim, requer trabalho, sacrifícios, quer gostem quer não do que estou a dizer), atenção, altruísmo, tolerância and so on

E não, o amor não acontece. A paixão acontece. O amor não. Por isso não aceito quando me dizem "se há esforço, é por que não é natural". Bulshit! Mas existe alguma lei imbecil que diz que temos de amar perdidamente tudo numa pessoa?! Que temos de aceitar incondicionalmente tudo numa pessoa? 

O amor está em, apesar de tudo nessa pessoa (erros, defeitos, qualidades, whatever), sabermos amá-la pelo que ela é, pelo que não é, pelo que conhecemos dela, pelo aceitar que podemos ser decepcionados pelo que não conhecemos (já que NUNCA conhecemos alguém na totalidade) e ainda assim ACEITARMOS essa pessoa num TODO. Isso é amor (não só, mas o resto está implícito).

Alguém que não consegue viver com um erro estúpido e descarrega-o nos ombros do outro, é alguém que não ama o suficiente para poupar os sentimentos de mágoa, traição, revolta, angústia, repugnância e tantos outros que irá causar. 

É alguém que "prefere" ver o companheiro(a) degladiar-se com a falta de amor próprio e auto-estima consequentes dessa confissão, a pensar "mas onde é que errei?". Sim, por que aí a outra pessoa (a traída) tem que ter errado, pois se não tivesse errado não tinha sido traído(a). É ver quem se ama entrar neste tipo de ciclo vicioso, demente e ainda assim achar que fez "o que era certo" ao contar.

Amigos, não quero ser traída NUNCA pois nem sequer consigo conceber tamanha dor. E nem sequer quero que concordem comigo... Mas se algum dia me acontecer (voltando à questão do one time only) que o meu parceiro me ame o suficiente para sofrer ELE pelo erro que fez.

E aqui deixo o "Jura" do Rui Veloso que se aplica na perfeição.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ainda Em Relação Ao Casamento Do Qual Sou Madrinha

Assim que a minha Grande Amiga C. me convidou para madrinha, depois do choque inicial e até da (confesso) emoção, disse-lhe logo que seria melhor considerar essa decisão, já que a diferença entre mim e um mendigo é que eu (ainda) tenho um ordenado.

Ela explicou-me que conhece perfeitamente a minha vida e as minhas condições e que não queria nada a nível de ajuda financeira da minha parte. Queria (continua a querer ao que parece) a minha presença de uma forma mais formal neste importante passo da vida dela. Ao que eu aquiesci, como é evidente. 

Tenho-a como uma das minhas manas do coração e jamais iria fazer-lhe essa desfeita, depois de esclarecidas as minhas dúvidas em relação ao que me mim pudesse vir a ser exigido ou esperado.

Esta parte resolvida, temos andado a tratar dos preparativos, pois embora falte ano e meio (sim, leram bem) há muita família de ambas as partes que vivem no estrangeiro (as in out of Europe) e que precisam, com a devida antecedência, saber data certa para marcar férias, viagens que sejam mais económicas, etc.

Este fim-de-semana quando fui com eles dar o tal sinal na quinta onde será realizado o copo d'água (acho que é esta a forma popularmente correcta de se escrever), fiquei com uma ideia bastante mais precisa de tudo o que um casamento envolve.

Eu que sou da opinião que o casamento enquanto contrato civil é completamente desnecessário (pois não é numa assinatura que está o significado de uma união e entrega entre duas pessoas), depois de saber a quantia que se espera despender num casamento pequeno (60 pessoas e segundo a família que organiza este tipo de eventos, o mais pequeno que alguma vez organizaram), fiquei com a certeza de que o casamento formalmente registado não só é desnecessário, como ridículo.

Como a minha expressão deve ter denunciado o que eu estava a debater interiormente, eles perguntaram-me que ideias e pensamentos me passavam na cabeça.

Recusei-me a partilhar a minha opinião, pois não os queria ofender e/ou magoar e afinal o casamento e o dinheiro são deles e eles lá saberão que melhor uso lhe dar. Ao insistirem na teoria de no hard feelings, disse:

- "Se vocês estão dispostos a gastar essa quantia (cerca de 10 mil euros tudo incluído - casamento, bolo, registo, convites, brindes, fotógrafo, fato noivo, vestido e acessórios noiva, alianças and so on), eu acho que era melhor empregue investirem em 2/3 boas viagens (e disse 2/3 já a pensar que eles esbanjavam que nem uns loucos, tipo mesmo à grande), pois afinal o que levamos desta vida é o que comemos, bebemos, fodemos (esta palavra acabou de ser assinalada como erro na verificação ortográfica e eu NÃO PERCEBO PORQUÊ. LOL!) e gozamos de uma forma geral".

Para mim o casamento não está numa folha de papel assinada. E eles como não são religiosos e só vão fazer o casamento no civil, não tendo aquele significado que algumas pessoas lhe atribuem por ser uma união abençoada, divina e sei lá que mais... Não encontro muito honestamente motivo para tamanha despesa. Continuo:

- "Se calhar não me vão achar grande amiga mas, e não querendo de todo agoirar, vocês sabem qual é a probabilidade de acabarem divorciados?".

Bem, ele pensa exactamente como eu, mas para ela é o sonho da sua vida e ele por amor e respeito vai participar na sua realização. É bonito. Ainda dizem que o amor não existe...

Agora pergunto-vos eu: serei eu a ver a coisa mal? Serei eu a desacreditada, a não romantizada com a fantasia casamento?

Também eu gostava um dia de usar um vestido de noiva, aliás acho que já aqui algures terei falado sobre a minha obsessão com vestidos de noiva, e segundo a minha amiga é a sua única razão para fazer o que vão fazer. Mas acho que para vestir um vestido de noiva não é necessário tamanho investimento. 

Eu cá ia mesmo ao registo civil de vestido de noiva (se fizesse mesmo questão no papel assinado) e aproveitava esse dinheiro para outras coisas bem mais importantes e, mais uma vez na minha opinião, com bastante mais valor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Amor

Estou naquela idade (28 anos) que aparentemente dá liberdade às pessoas à minha volta (leia-se, amigos e família) de fazerem comentários sobre a minha vida sentimental. Ou melhor dizendo, a não existência da minha vida sentimental.

Não sei que raça de problema tem esta gente que acha que o "pacote" felicidade tem de vir apetrechado com um pénis (sim, no meu caso ok? Cada um "come" o que gosta).

Se um pénis me faz falta? Faz pois! Ora que raio de pergunta. Se eu sou uma infeliz por não ter um pénis? É pah, não!

Lamento! E já agora, peço desculpa às mentes mais sensíveis por estar a falar do sexo masculino desta forma. E não, eu não sou fútil a esse ponto. Sei bem que ter um homem na minha vida não significa só ter um pénis. Há muitas outras coisas, como mais roupa suja, mais louça para lavar, mais roupa para passar... LOL!

Agora fora de brincadeiras.

É óbvio que consigo compreender todas as vantagens de se ter um relacionamento (já os tive, mas esta gente parece esquecer-se disso). Só acho importante as pessoas não se esquecerem das desvantagens.

Ainda mais importante seria as pessoas compreenderem que não somos todos iguais e que não pensamos todos da mesma forma e/ou que não queremos todos as mesmas coisas.

Repito o que já disse num outro post: eu sinto-me bem como estou por agora.

Reconheço, no entanto, que os anos vão passando e que talvez chegue o dia em que o vou querer ("o", leia-se homem, relacionamento), mas será que posso preocupar-me com isso quando esse dia chegar?!

Dizem-me que eu não tenho namorado porque estou fechada para as pessoas. Que não me dou a conhecer, que não saio com as pessoas certas, que não vou aos lugares indicados... Honestamente isto faz-me confusão.

Considero-me uma pessoa super sociável e quem me conhece e aqui me lê, sabe que sim. Eu até costumo dizer que os homens fogem de mim, precisamente por eu ter sempre um grande à vontade. E tenho a opinião que os homens aquando de escolherem a sua parceira, querem uma mulher que seja submissa. Eles até podem gostar das independentes. Até podem dar umas voltas com as cheias de personalidade e carácter, mas para casar, assentar, ter um relacionamento sério... Não é isso que eles querem! Deve ser uma coisa que lhes está inscrita nos genes desde a altura dos homens das cavernas.

Continuando, eu não estou fechada a nenhum tipo de aproximação por parte do sexo oposto (gostava eu de ter mais aproximações... Ok, concentra-te!), mas acho muito sinceramente que essas coisas não se escolhem, acontecem. 

Não podem dizer-me que não acontece porque não estou no sítio certo ou com as pessoas certas... Isso é surreal.

Há sítios próprios e pessoas certas que nos possam levar a conhecer o amor das nossas vidas?! Não me parece.

Mais, o que é isso do amor da nossa vida? Melhor, pergunto mesmo o que é isso do amor romântico? Tenho dado por mim a pensar nisso ultimamente.

Consigo compreender na perfeição o amor fraternal, o amor pelos pais, o amor pelos filhos... Consigo compreender o amor pelos laços de sangue. Consigo também compreender o amor pelos amigos, já que há vários tipos de amor... Mas o amor romântico?! Sim, acho que já o senti, mas quando penso nisso chego à conclusão de que não sei até que ponto o seria.

Sei o que é a química, a paixão, a atracção, a tesão... Mas o amor?! Tenho em crer que o amor é o que se constrói dia após dia, depois de conhecer os defeitos e as qualidades dessa pessoa (óbvio que nunca se conhece ninguém na totalidade. Vocês sabem o que quero dizer). Depois de se passarem por "provações" da vida, depois de se terem reunido uma série de experiências e vivências que nos fazem chegar à conclusão de que sentimos amor por essa pessoa.

E dito isto, não me venham com a conversa de que eu olho para um homem e vou achar que ele é o amor da minha vida. Isso não pode ser verdadeiro, já que eu só o poderia saber com o tempo.

Que estou sozinha há muito tempo e que isso começa a fazer com que eu fique com a reputação de mau feitio, difícil e sei lá que mais? É verdade!

Que sou sempre o "pau de cabeleira" e atenção que não estou a dizer que me sinta assim, quando estou com os meus amigos? Também é verdade.

Mas há outras verdades que eu sei. Sei que alguns desses relacionamentos são para lá de problemáticos e mais motivo de desavenças do que de paz de espírito e bem estar.

Sei que alguns mantêm o relacionamento por não saberem viver com eles mesmos. Sei ainda que alguns mantêm o relacionamento por medo de ficarem sozinhos e serem mal falados, por ficarem sem as amizades que resultavam desse relacionamento. Sei ainda dos que permanecem juntos por questões financeiras ou por causa dos filhos...

E perguntam-me vocês se não conheço ninguém simplesmente bem e feliz. Claro que sim! Digo simplesmente que a probabilidade de dar errado é bastante superior à de dar certo.

Se isso me impede de arriscar por medo de sair magoada? De todo! Se não correr bem e sair magoada, pelo menos é sinal de que vivi, de que aprendi.

Depois de todo este discurso, a conclusão é a seguinte: Onde andam os homens, car****?! 

Mas será possível que andemos todos à procura do mesmo (não é que ande, mas já ia dando jeito) e andemos completamente desencontrados? Parece-me pouco provável, não acham?

Where the fuck are they?! ;)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre A Crise

Que a Crise é um assunto real... Para mim, é! Mas para mim, este é um assunto que é real desde sempre. Não é de agora.

Agora é que está na moda toda a gente queixar-se e pôr as culpas na Crise para tudo e mais alguma coisa.

A Crise neste momento é bode expiatório de tudo, ainda que não se adeqúe enquanto explicação em certos ou determinados contextos. Mas ao que parece a Crise tem as costas largas.

Já deverão ter reparado que estou a escrever a palavra Crise com "C" maiúsculo. Por que o faço? Por que para mim, a Crise é uma entidade cheia de personalidade e caprichos.

Agora deixem-me dizer-vos o que eu oiço regularmente enquanto ajustamento de comportamentos à pala desta "menina".

- "Vou deixar de almoçar fora"; "Os pequenos almoços no café/pastelaria acabaram"; "Vou ter de tirar os miúdos das actividades desportivas"; "Os jantares fora acabaram", etc...

Sabem o que é engraçado?

Trabalho desde os 12 anos (como saberão os que me acompanham desde o início deste blog) e não faço ideia do que é almoçar fora.

Eu sou aquela pessoa que anda com a marmita atrás. Levo pequeno almoço, almoço e lanche. E tenho mesmo uma lancheira, como as crianças. Pequenos almoços fora, muito menos. Como em casa antes de sair e como outra vez a meio da manhã o tal snack que levo de casa.

Não sei o que é jantar fora só por que me apetece ou por mero convívio e diversão porque nunca pude fazê-lo. Sim, é claro que já fui a jantares de aniversário. Mas sabem que mais? Vou aos que não posso mesmo recusar (todos os outros recuso) e regra geral nunca os pago. 

E sabem porquê? Por que esses que não posso recusar, são convites de amigos que para mim são irmãos e que conhecem a minha vida toda. Assim sendo, eles sabem que eu não tenho capacidades de pagar e oferecem-me o jantar só para poderem ter a minha presença.

Fico sempre triste por não poder compensá-los como acho que mereciam, mas eles dizem ter a minha amizade e amor incondicionais e que isso é superior a qualquer recompensa monetária.

Enfim... Não deixa de ser uma situação que me causa desconforto e sempre que posso, não aceito que me paguem coisa alguma, mas a verdade é que eu sempre vivi assim... Com limitações.

Não sou de ir beber café fora, nem fazer coisinhas simples que ao que parece fazem parte do dia-a-dia da maioria dos portugueses, porque nunca tive vida para o fazer. Nunca saí do país para gozar férias. Aliás, as minhas férias são sempre gozadas em casa. Nem o "para fora cá dentro" pratico.

Atenção! Não me estou a vitimizar e nem a criticar as pessoas que têm possibilidades de fazer essas coisas. Ainda bem para elas, A verdade é que o que elas encaram como sacrifício a ser oferecido à Crise, para mim sempre foram luxos.

Eu sou da opinião que as pessoas em Portugal se habituaram a viver acima das possibilidades da maioria dos comuns mortais. Nós somos os que mais telemóveis temos per capita. Os que mais carros temos, os que mais casas compramos, os que mais férias fora gozamos e por aí fora.

Reajustamentos à Crise? Eu? Não tenho nenhuns a fazer. Tenho é um problema grave.

Com o nível de vida que se vive em Portugal, com o preço a que estão as coisas e os bens essenciais (apesar do Governo achar que não), o meu ordenado não sobra para mais nada.

Depois da renda de casa, do crédito do carro (que comprei há 2 anos, mas é de 1999 e onde estão incluídas as despesas com as obras de remodelação que fiz há pouco tempo), da água, luz, gás, telefone + Internet, seguro de saúde, seguro do carro, compras para a casa (sem carne, nem peixe), cuidados básicos de higiene e gasolina... Sobra-me ZERO!

Faço as refeições nos meus avós. Assim não fosse e passava fome. Literalmente. E sou sozinha e não tenho filhos e não tenho luxo nenhum.

Como é que é possível? Pergunto-me eu mais vezes que aquelas que consigo enumerar. Dou por mim a fazer contas "n" de vezes ao dia a tentar perceber se tenho algum gasto supérfluo e não encontro mais onde possa cortar.

Não, não quero que tenham pena de mim. Eu sinto-me é revoltada por ver que estou a pagar a conta por aqueles que durante todos este anos andaram a viver à grande e que eu, que nunca o fiz, sou obrigada a sofrer as consequências.

De cada vez que ouço o Governo apresentar cortes nisto e naquilo, penso nos que estão pior que eu. Naqueles que não têm ninguém com quem contar. Naqueles que do pouco que tinham, passam a ter nenhum... E pergunto onde isto irá parar...

Por isso, da próxima vez que os senhores jornalistas forem para a rua fazer perguntas sobre o reajustamento das pessoas à Crise, talvez devessem perguntar aos que passam realmente mal e não aos que passar pela Crise, significa menos pequenos almoços, almoços e jantares fora.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Friends With Benefits

Como disse quando publiquei a minha avaliação sobre o filme que estreou há poucos dias nas salas de cinema com este mesmo título, tenho a minha opinião (muito pessoal) sobre este tema.

Eu tenho um friend with benefits e consequentemente sou-o também. Vocês já ouviram falar dele aqui, com a designação de "meu doce".

Ele é o meu melhor amigo neste mundo. É a pessoa que melhor me conhece. Acho que ele chega a conhecer coisas em mim que eu própria desconheço.

Somos amigos há 16 e há coisa de 5 anos para cá que beneficiamos de sexo sem compromissos.

Ao ver o filme compreendi que, de facto, para quem está à nossa volta (amigos e família) é difícil compreender este conceito, mas é só mesmo isso.

A nossa amizade é o que de mais importante existe entre nós. Como também já aqui o disse, não consigo conceber um mundo sem a existência dele. 

Ele é a pessoa que sabe todos os meus defeitos, os meus traumas, todos os meus problemas e ainda assim aceita-me como sou, respeita-me e acima de tudo, gosta de mim. De MIM! Não daquilo que posso aparentar ou da imagem fantasiosa que algumas pessoas têm sobre mim.

Ele é a pessoa a quem recorro quando preciso de desabafar, pedir conselhos ou quando simplesmente preciso de boa companhia. É a pessoa que me escuta (não se limita a ouvir-me), me consola quando preciso, que me puxa as orelhas quando não tenho razão... Ele é o EU que me falta.

Posso dizer com toda a certeza que eu sou para ele o que ele é para mim. Acrescento: Ele é o homem da minha vida, assim como acredito que eu seja a mulher da vida dele... Então, por que não mais que amigos coloridos?

Por que, apesar de reunirmos toda esta cumplicidade, amor e carinho, são precisas mais coisas. E nós simplesmente não gostamos um do outro "dessa" maneira. Da maneira apaixonada, da maneira que faz "click", da maneira que nos arrebata.

Vivemos com esta parte mais colorida da nossa relação há 5 anos e vivemos bem com isso.

Se algum dia tiver de acabar, acaba. Aliás, já tivemos imensas "pausas" e nunca houve problemas ou constrangimentos entre nós por causa disso.

O filme dá a entender, como muitos outros que abordam o mesmo tema, que é impossível conciliar as coisas. Que as emoções e os sentimentos get in the way e atrapalham as coisas.

Como em tantas outras coisas, posso afirmar que nós somos a excepção à regra. Como o meu doce diz: "a nossa cumplicidade intelectual é mais importante que o sexo e é por isso que nós somos diferentes".

Dito isto, tenho a dizer que compreendo perfeitamente quem tem amigos coloridos e que as coisas não têm necessariamente de acabar mal.

A prova somos nós!

Love U, meu doce!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cobardia

Se há coisa que complica com o meu delicado sistema nervoso é a cobardia.

Eu sou daquelas pessoas que quando tem alguma coisa a dizer/fazer, digo e faço. Não me fico pela intenção.

Tenho a opinião de que prefiro arrepender-me do que fiz do que arrepender-me do que poderia ter feito e por falta de coragem, ousadia, iniciativa, etc... Não fiz/disse.

Quando ponho alguma coisa na cabeça é raro faltar-me a convicção para seguir em frente. Tão raro que não me lembro se alguma vez me acobardei perante algumas das maluqueiras que por vezes me atravessam o espírito.

Posso até demorar na concretização, mas não sou mulher de fugir às coisas, questões ou pessoas.

Acontece que tenho, outra vez, um "menino" a fugir de mim.

Lembram-se do fatídico R. de quem aqui já falei (vezes de mais, provavelmente e certamente mais que as que ele merece)? Pois bem, achei que estava cansada de levar " às costas" com um assunto completamente desprovido de senso.

Cheguei-me à frente e enviei-lhe um email a dizer que precisava falar com ele. Ele responde que sim. Tudo bem. Combinámos.

Entretanto, não pude eu e na semana a seguir não pôde ele. Ficámos de combinar qual o dia que afinal dava jeito aos dois. 

Ele liga-me. Estivemos uma hora ao telemóvel. Obviamente não se resolvem coisas destas por telefone e ele ficou de me dizer na 2ªf passada que dia lhe dava jeito e... NADA!

Bastou uma hora de conversa. Bastou ouvir-me para começar a fugir de mim outra vez.

Eu até compreendo! Se eu o afecto assim tanto ao telefone, meu deus! É somente natural que ele nem queira estar comigo fisicamente. Aliás, sempre foi esse o grande problema, não foi?!

Pois eu acho que é cobardia. É ter medo de se chegar à frente e assumir o que se quer ou não se quer. Na minha opinião, não é nada de tão complexo quanto ele faz parecer ser... Mas a cobardia é assim! Agarra na pessoa mais determinada deste mundo e faz dela um ser menor e inferior que não consegue confrontar a raiz dos seus medos, receios, problemas, whatever...

Eu meti na cabeça que vou resolver isto a bem ou a mal. E disse-lho.

Parece que temos de fazer the hardest way...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Se Um Mosquito Incomoda...

... Dois incomodam muito mais!" - É o que diz um ditado, certo?

Pois bem, eu concordo e digo mais. Faço a analogia entre este ditado e a minha actual situação profissional.

Estou a trabalhar dentro da mesma empresa para duas empresas.

E sim, eu bem disse que queria arranjar um part-time, mas não é esse o caso.

O meu patrão abriu outra empresa e não sei bem porquê (exceptuando as razões óbvias da minha extrema competência e profissionalismo - nada modesta, portanto) colocou todos os assuntos administrativos nas minhas mãos.

Agora dou por mim, a trabalhar com duas bases de dados em simultâneo a fazer a gestão de um lado e de outro e às páginas tantas, dou comigo completamente baralhada sem saber para que raio de empresa estou eu a trabalhar num preciso momento.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

Mas não recebo dois ordenados... Pois! Isso é que era bom!

Enfim... Consta que as minhas queixas são derivadas de um "Portugal mal habituado que só tem empregados encostados".

Foi uma generalização que um amigo meu fez. No meu caso em particular, acho-a injusta. Nunca fui uma encostada e adoro o que faço, mas acho que também somos (em Portugal) muito mal pagos para o que fazemos.

E como eu costumo dizer: "um bocadinho de bom senso não fica mal a ninguém".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rotina

Bem sei que esta palavra é, na sua generalidade, sempre conotada num sentido negativo.

Acontece que eu gosto de rotinas. Aliás, eu preciso de rotinas em algumas coisas na minha vida.

Preciso de ter hora para me levantar, ter o tempo cronometrado para banho, maquilhagem, pequeno-almoço, arrumar o quarto, engraxar os sapatos e etc... Para conseguir dar algum senso temporal e organizacional à minha manhã.

E quem fala de rotinas que pertencem à parte da manhã, há as que tenho a meio da manhã, ao almoço, ao lanche, ao jantar, antes de deitar, etc.

O que eu quero dizer é que sou sempre algo criticada pela minha inflexibilidade na alteração das minhas rotinas durante a semana.

Dizem que sou demasiado rígida e que sigo quase que um regime militar para comigo mesma. Sim, posso dizer que exerço disciplina em mim própria. Mas eu acho isso saudável e não algo sujeito a semblantes arreganhados e de nariz torcido.

É a forma que tenho de dividir a minha vida profissional, da de lazer e de todas as suas restantes vertentes.

Se isso faz de mim alguém com um carácter estranho ou uma certa propensão à compulsão-obcessivo qualquer coisa... É pah! Temos pena! Eu vivo bem com isso e é só isso que me interessa.

Agora, eu também acho que há muitas mais pessoas a apreciarem certas e determinadas rotinas na vida, tanto quanto eu. Mas admiti-lo seria ir contra o "sistema".

Pois bem! Que se dane o sistema! Sempre fui contra ele e não é dizendo ou fazendo coisas que o sistema considera "normais" que me irá fazer feliz.

E dito isto: é 6ªf!!!

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qual É O Teu Preço?

Sou da opinião de que todos nós temos um preço.

Quando digo isto entre amigos e/ou colegas, vêm logo cheios de moralidades a dizer que "ai eu não tenho e tal...".

Falsos moralismos. Não aceito, de quem quer que seja, essa frase!

Todos temos preço. PONTO!

Agora, uns têm é um preço mais alto que outros. E o valor que cada um atribui a si mesmo, é lá com cada qual. Mas que temos preço e sabemos o que estávamos dispostos a fazer por uma determinada quantia, lá isso sabemos.

Eu, pelo menos, sei! Não me vou pôr para aqui a dizer qual o meu preço, até por que dependeria da situação que me apresentassem, mas que estaria disposta a ser paga (muito bem paga) por determinadas coisas, não tenho vergonha nenhuma de o admitir.

Se isso faz de mim uma "vendida"?

Amigos, o que quiserem. Sou honesta comigo própria e isso, para mim, é o mais importante.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Emprego Vs Trabalho / Homem Vs Máquina

Vi ontem à hora do almoço no telejornal que uma família em Trás-os-Montes que tem uma plantação de castanheiros, comprou uma máquina que é uma espécie de aspirador que apanha as castanhas directamente para uma outra máquina tipo "betoneira" que faz o processamento todo, desde tirar o ouriço e limpá-las, até saírem para as sacas prontas a serem vendidas.

Por que escrevo sobre isto?

Primeiro por que me chamou atenção por adorar castanhas e depois por que a notícia era notícia, porque a tal máquina faz o trabalho de 10/12 pessoas. Com esta máquina, bastam 4/6 pessoas para fazer esse trabalho, podendo esta família fazê-lo sem ter a necessidade de pagar mão-de-obra extra.

Ora, primeiro aspecto: os senhores investiram dinheiro nesta inovação pois disseram ter muita (bastante) dificuldade em contratar pessoas, porque não havia quem o quisesse fazer.

Falta de trabalho?

Ouço muito esta frase ultimamemte, mas acho que a forma correcta seria "há falta de emprego".

Trabalhos existem. Existem é na mesma proporção pessoas que não se sujeitam a fazer qualquer coisa.
E atenção que agora já não estou a falar da questão das castanhas. Não faço a menor ideia, mas suspeito que seja MUITO, o tipo de trabalho que dá apanhar castanhas. E quem diz castanhas, diz tomates, batatas, etc... Percebem o que quero dizer.

Também compreendo que existam "n" pessoas que investiram na sua formação e que, agora obviamente, esperam e procuram algo dentro da sua área. É perfeitamente aceitável. Existem pessoas que contraíram créditos para pagar os estudos. É somente natural estas pessoas quererem fazer algo dentro do que andaram anos a estudar. Ponto assente.

Agora, não me venham é dizer que quem "tem a corda ao pescoço" não arranja trabalho. E quem tem a "corda ao pescoço", faz praticamente qualquer coisa, ainda mais quando está em causa alimentar os próprios filhos. E aí as licenciaturas, os doutoramentos, ou mestrados pouco valem (ou pouco deveriam valer).

Acontece que muita gente encosta-se à sombra dos rendimentos dos outros. Sejam os outros, mulher, marido, pais, sogros, amigos ou até mesmo os próprios filhos (os que foram pais jovens e já têm filhos em idade adulta).

Se eu tenho alguma coisa que ver com isso? Não, nada! Mas tenho opinião. E acho que quando existem certos valores em causa, é muito mais importante "pôr comida na mesa", do que fazerem-se de senhores coitadinhos que são doutores e que têm de trabalhar numa caixa de supermercado.

Isso diminui alguém em algum aspecto? (E quem diz caixa de supermercado, diz vendedor, empregado de balcão, etc.) Essas pessoas, as que exercem essas e outras profissões, são menos que os senhores com licenciaturas e afins?!

O trabalho que essas pessoas desempenham não é essêncial, necessário mesmo, para podermos viver a nossa vida, o nosso dia-a-dia?!

Acho que não se dá o devido valor a algumas profissões, mas garanto-vos que todos dão pela falta dos senhores da recolha do lixo quando há greves, ou pela falta dos motoristas/maquinistas dos transportes, causando transtornos muitas vezes inimagináveis.

O que eu quero dizer com todo este discurso moralista é que TODAS as pessoas são precisas. TODOS os trabalhos, e não só empregos, são importantes. E ninguém é melhor ou pior, superior ou inferior a outrem pelo que faz na vida, profissionalmente falando.

Acredito que existam pessoas inteligentes a fazer trabalhos menos "adequados" às suas capacidades, por que não tiveram as mesmas oportunidades que outros ou simplesmente por que se podem reservar ao direito de fazer o que os torna mais felizes (seja lá a fazer que trabalho for).

Existem pessoas que abandonam carreiras de sucesso para fazer caridade ou irem para um país qualquer no fim do mundo, ajudar os animais em vias de extinção ou whatever.

Segundo aspecto, e podem pensar que estou a mudar radicalmente de assunto mas escrevo ainda dentro da notícia que motivou este post, há outro factor que me causa admiração e transtorno na mesma medida e em simultâneo.

O quê, perguntam vocês?!

Acho extraordinário que cada vez mais existam tecnologias que ajudem o Homem no desempenho das suas funções e actividades. É louvável poder assistir e acompanhar todo o progresso, todo o crescimento e evolução que este Mundo sofreu nos últimos anos... Mas não estaremos nós a caminhar progressivamente (e não tão demoradamente quanto isso) para o declínio da Humanidade?!

Não estaremos nós a contribuir para que o Ser Humano se torne obsoleto?!

Vi hoje um vídeo no Youtube com uma mensagem que a IBM transmitiu no final do ano de 2009. Ao mesmo tempo que é motivadora, é assustadora.

Até quando?!

Até quando seremos nós necessários e mais importantes?! Até quando, seremos nós que comandamos as máquinas e não o inverso?!

Parece cena à Exterminador Implacável ou I, Robot?!

Talvez não estejamos tão longe de alguns cenários de ficção!

Talvez!

... Só talvez...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sobre o Sistema Nacional de Saúde

Bem sei que não é famoso. Bem sei que existem milhares de pessoas sem médico de família (sou uma delas).

Sei também que existem pessoas que esperam uma eternidade por uma consulta. Sei que temos extensas listas de espera e que muitas vezes quando chega a abençoada data da consulta e/ou cirurgia a pessoa até já morreu (fartamo-nos de ouvir casos desses)... Mas e no meu caso em particular, em relação à minha recente diagnosticada depressão, não tenho uma única crítica a fazer.

E sim! Até eu escrevo isto com muito espanto.

Eu, como já uma grande parte dos portugueses, tenho um seguro de saúde particular que me leva rios de dinheiro anualmente, mas ao qual dou o devido usufruto.

Todas as cirurgias que fiz foram através de médicos e hospitais particulares e não tenho rigorosamente NADA de mal a dizer. Bem sei que até nos particulares acontecem coisas bizarras e há casos que correm mal. Felizmente NUNCA tive e espero nunca vir a ter, nada a apontar.

Em relação à situação em que me encontro actualmente, consultei um médico particular que, como não poderia deixar de ser, encaminhou-me para o médico de família. O tal que não tenho.

Eu agarrei em mim e às 7h da matina estava no centro de saúde da minha área de residência a tentar marcar uma consulta com aquilo a que dão o nome de "médico de recurso". Tirei senha, porque o atendimento só começava às 08h e constatei ter quarenta pessoas à minha frente. Pensei: "já foste! Além de não ires conseguir consulta, amanhã tens de vir e mais cedo a tentar novamente".

Enganei-me! Às 08h30 estava despachada com consulta marcada para esse mesmo dia às 18h50. Fiquei tão surpresa que quase saí de lá (se calhar saí mesmo) de boca literalmente aberta.

Agora, pasmem-se porque as surpresas não se ficaram por aí.
Ao final do dia, lá vou eu toda catita e não é que além de ter sido excelentemente bem atendida, fui encaminhada para um dos psicólogos do centro de saúde que me agendou um plano de consultas?!

É verdade! Psicólogo num centro de saúde público. Pago pelo Estado! Se isto não é surpresa para vós, garanto-vos que eu estou completamente abismada.

Concluí que nem tudo é mau. Se calhar tive sorte, se calhar o centro de saúde da minha zona é um dos bem organizados e geridos... Não sei! Sei apenas que sinto que, pela primeira vez, os meus descontos estão a ter o devido reconhecimento.

sábado, 11 de setembro de 2010

Sobre A Noite De Ontem...

Garantidamente já não tenho nem a paciência, nem a idade para aturar certas pessoas e ambientes.

Ontem à noite fui ao tal jantar de aniversário. Rodeada de boa gente, com boas maneiras e boa conversa. Foi um jantar agradável e apesar de ter ido comer fora, consegui manter a minha saudável alimentação, tendo jantado espetadas de lulas com camarão.

Boa comida, boa bebida e a noite aparentava ser auspiciosa... Até ter acabado o jantar e decidir-se ir a um barzito beber um copo. Ninguém sabia muito bem onde ir, mas tínhamos todos um factor comum: ter de nos levantar cedo hoje, logo teria de ser uma coisa relativamente rápida.

Lá houve alguém que sugeriu um bar  e fomos todos com a ideia de pôr o resto da conversa em dia nas calmas, beber um copo e depois irmos para casa.

Acontece que o local escolhido deixava MUITO a desejar. Estava algures entre o bar e a discoteca.  A música estava demasiado alta para conversas e o ambiente em si era qualquer coisa de muito bizarro.

Havia desde o menino de 14 anos (acho que não é permitida a entrada de crianças, por lei, em estabelecimentos daquele género. Mas se calhar o rapaz era já mais velho. Duvido!), até aos cotas de 55/60 que assim que chegaram se puseram a dançar como se não houvesse amanhã. Mas o que é isto? É claro que as pessoas têm o direito a divertirem-se em qualquer faixa etária, mas será que ao quererem mostrar-se jovens de espírito e muito "à frente", não se apercebem que fazem figuras tristes?!

E, como se todo aquele cenário não fosse já degradante o suficiente, começou uma espécie de karaoke com músicas do Quim Barreios. MEDO!

Escusado será dizer que bebi o meu copo e anunciei a minha retirada. A malta que estava a fazer frete, aproveitou a deixa e veio atrás de mim. Chegados cá fora, estavam todos a achar o mesmo que eu. Só não sei porque é que ninguém disse nada. Parece que sou sempre eu com este meu à vontade absurdo, que faço sempre o papel de ovelha negra ou desmancha prazeres.

Não faço fretes por nada, nem ninguém. Sempre eu mesma onde quer que seja, com quem quer que seja - O meu lema. A minha forma de estar na vida. A expressão que melhor define a minha pessoa. EU, em suma.

Quem gostar gosta, quem não gostar... Temos pena. Não ando por aqui neste mundo a tentar agradar nada, nem ninguém. Esta vida é demasiado curta para esse tipo de coisas.

Enfim... Esta noite passada, veio reforçar o meu conceito de que cada vez mais me sinto deslocada de algumas realidades. O que é que isso diz de mim?!

Que sou selectiva ou simplesmente "cota" como alguns amigos carinhosamente me tratam?! Não sei. Faz de mim EU com todos os meus defeitos e personalidade vincada.

Tenho um coração GIGANTE e quem me conhece sabe isso e, se calhar, só por isso aturam o meu "mau feitio". Porque sabem que de mim, levam TUDO.

E sinto-me muito feliz e privilegiada  por poder dizer que tenho BONS amigos com quem sei poder contar. MESMO!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gente Mimada

Se há coisa que não suporto é gente mimada.

Gente que nunca fez um sacrifício na vida para ter o que quer que seja e que leva a vida como se num castelo de bonecos vivesse. A única diferença é que brincam com coisas reais: carros, casas, negócios, pessoas... Pensam que tudo é possível e vivem com a certeza de que o mundo é um autêntico playground onde eles são os únicos senhores e detentores da razão.

Eu que trabalho desde os 12 anos e sempre me esforcei por ter o que quer que seja, fico revoltada com gentinha dessa! E não porque os inveje... Longe disso! Acho é muito triste haver pessoas que não sabem dar o devido valor a coisa alguma e que tão habituados estejam a viver nos seus "palácios", que se esquecem que a realidade, o mundo cá fora é um tanto diferente do mundinho protegido, cheio de luxos e facilidades de que eles gozam.

E ainda bem para eles, atenção! Mas os de nós que não tiveram/têm as mesmas oportunidades, não merecemos ser olhados de esguelha ou do alto dos seus gigantes egos como se necessidade houvesse de cavar ainda mais o fosso que existe entre nós.

De fosso percebemos nós os "normais", já que carregamos a pá às costas todos os dias... Essa gentinha, se lhes aparecesse um fosso à frente, além de irem ter sérias dificuldades em reconhecer que raio de buraco fundo e lamacento seria aquele, quando confrontados com a possibilidade de o terem de atravessar... Iriam empurrar todos os que tivessem à volta e utilizá-los como tapete humano de modo a evitar as imundíces do mundo real.

Infelizmente é esse o mundo onde vivemos. Pessoas com carácter, dignidade e personalidade estão em vias de extinção e cruzarmo-nos com alguma nesta vida, tem quase a mesma probabilidade que finding a needle in a haystack.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Don't Take It For Granted!

Tendemos a tomar como garantidas uma série de coisas na vida. Vivemos o dia-a-dia na certeza de que as mesmas coisas, as mesmas pessoas, as mesmas oportunidades, as mesmas situações, estão lá à nossa espera "amanhã".

Somos egocêntricos e achamos que o mundo gira à nossa volta (pelo menos o nosso), mas vezes há em que a nossa insignificância nos é atirada à cara com tamanha força, que aquilo que somos, achámos, pensámos, decidimos... Já não mais é!

Há algo que TODOS nós precisamos de nos lembrar regularmente: a ÚNICA coisa garantida nesta vida é a MORTE.

O percurso até chegarmos lá está inteiramente nas nossas mãos, independentemente dos factores externos.
Somos SEMPRE nós que temos o poder de decidir o que nos afecta e de que forma queremos pegar em determinado assunto, situação, etc...

As desculpas que arranjamos somewhere along the way, nada mais são que obstáculos que colocamos no nosso próprio caminho. Bem se sabe que é mais fácil vivermos com os nossos erros e indecisões se tivermos o que ou quem culpabilizar.

Às vezes precisamos de um abre-olhos para perceber que nem sempre o que tomamos como garantido na vida, o é.

Passamos o nosso tempo a perseguir ambições insuflados pelos nossos gigantes egos na demanda por objectivos que, na maior parte das vezes, em nada contribuirão para a nossa felicidade. Somos injectados pela alucinação do conceito do que é ser-se feliz e adoptámos esse vírus nas nossas mentes, seguindo o mesmo caminho que os restantes, qual horda de descerebrados.

As coisas que têm real valor, as que importam são as pequeninas. O valor e a importância estão nos detalhes, nos pormenores e quantas não serão as vezes em que passamos por elas sem as ver?!

Perguntar-me-ão vocês se tive alguma espécia de epifania?

Não! Simplesmente é algo que existe dentro de mim. Esse saber, esse intuir... Que eu teimo em calar e ignorar acima de tudo e todos, indo atrás das mesmas futilidades que todos os comuns mortais. Também eu faço a corrida na esperança de alcançar a meta em lugar cimeiro. Também eu me embruteço com as mesmíssimas coisas... Tendo alguns rasgos de lucidez pelo caminho mas que, ainda assim, não me demovem do já conhecido e confortável trajecto. Até quando?!

Até tomar coragem de ser EU livre de preconceitos e teorias pré-formadas, agarrando as rédeas da minha vida e seguir o meu próprio caminho nesta fracção de espaço e tempo em que irei viver.

E neste momento, poderão achar-se superiores a mim, na certeza de que comandam as vossas vidas e de que vivem exactamente o que querem viver...

E sabem qual será a diferença entre os de vós que assim pensem e eu?!

Eu tenho a humildade de reconhecer a minha ignorância e pequenez e apresentar-me aqui perante vós e perante mim... Nua, a descoberto, completamente despojada... Na certeza de que muito tenho a aprender até merecer a garantia de que a garantida morte me leve, sabendo ter feito o mais importante que havia a fazer: VIVER!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Direitos de Igualdade Homens/Mulheres

No seguimento de algumas "queixas" femininas sobre o comportamento cada vez menos cavalheiresco dos homens...

A culpa é nossa! Sim! Estão a ler bem. A culpa de os homens já não se mostrarem tão dispostos a agradarem-nos com atitudes de boa formação e educação é inteiramente nossa! Não é minha, certamente! E também não o será de algumas mulheres mas, infelizmente, tenho de generalizar e incluir-me no saco da culpa.

Ao longo dos anos muito reza a história sobre a longa e penosa batalha que as mulheres têm travado para conseguirem ter os mesmos direitos que os homens. Uma batalha algo feroz e ainda não, de todo, ganha. Penso que sempre será uma guerra em aberto enquanto existir humanidade e também enquanto o triste conceito de superioridade masculina não for definitivamente refutado.

Muito devem as mulheres de hoje em dia a essas valentes guerreiras pela causa. Atenção! Sou-lhes muito agradecida e concordo com tudo o que foi feito.

Acontece que, na minha opinião, mulheres há que exageram e levam ao extremo o conceito de direitos de igualdade. Penso que seja, mais ou menos, óbvio que as mulheres não querem começar a ter de ir obrigatoriamente para a tropa e lutar pela pátria ou andarem na construção civil a cartar com baldes de massa. Acho bem que para as mulheres que o desejem, as portas estejam abertas... Mas não queremos ser TODAS tratadas como algumas dessas mulheres-homem que por aí andam. Falo por mim.

Não incorrendo no risco de ser totalmente conservadora ou antiquada, gosto que um homem demostre algumas atitudes de apreço pela minha pessoa e companhia e, nesse sentido, tenha comportamentos que mo demonstrem.

Não! Não quero que eles saiam a correr do carro para virem abrir a minha porta ou que se levantem da mesa, assim que eu faço intenções de me sentar ou levantar. Mas acho bonito e de boa formação/educação, darem-me prioridade à entrada de algum sítio, permitirem-me escolher o lugar onde me desejo sentar; acompanharem-me à porta de casa ou ao carro (principalmente quando é de noite)... Enfim! Aquilo que na realidade considero serem uns miminhos. Aquilo que um homem que nos estime deveria fazer SEMPRE e não só na altura do "cortejo".

Mas acontece que por algumas meninas serem do tipo propotente e/ou arrogante e se mostrarem indignadas perante esse tipo de atitudes, porque se consideram self-made woman ao extremo (da estupidez, entenda-se), os homens não sabendo como agir e em não dispondo da paciência (ou resiliência) em adaptar comportamentos às várias mulheres com quem lidam, generalizaram os comportamentos.

Resultado? É raro existir um homem cavalheiro. Caiu em desuso, como muita coisa (infelizmente) nos dias de hoje e depois queixamo-nos.

Às vezes pergunto-me, dada a inevitabilidade da degradação do conceito humanidade, onde é que iremos parar?! E acreditem que nessa altura, preocuparmo-nos com o cavalheirismo será uma futilidade de somenos importância. :(

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rotina Vs Mudança

O ser humano é uma criatura de hábitos. E a verdade é que por muito que critiquemos as nossas rotinas, necessitamos delas para dar alguma noção de controlo e possessão às nossas vidas.

É o sabermos o que esperar a cada dia, que faz com que nos levantemos de manhã e encaremos o dia-a-dia. Tendemos a dizer que o dia correu mal ou menos bem, quando alguma coisa foge dessa nossa estipulada e fingida "harmonia". 

É quando surge o inesperado, a mudança que sentimos o nosso mundinho descambar...

Na realidade as nossas rotinas são-nos mais precisas do que julgamos ou fazemos ideia. Só quando somos colocados perante as alterações que possam surgir é que nos damos conta. Como aliás se costuma dizer, só damos valor ao que perdemos.

E é por causa das rotinas, que se tornam tão difíceis e dolorosas as mudanças. Sejam elas de que ordem forem. Uma mera mudança drástica ou radical na nossa maneira de pensar ou sentir, faz com que os dias, a vida ganhem novos contornos.

E apesar de as mudanças tenderem a ser vistas como coisas positivas, já alguém parou para analisar a quantidade de força de vontade, energia, motivação e objectividade que uma mudança requer de nós mesmos?!

É desgastante! E é por isso, que há tanta gente adversa à mudança. Será cobardia? Comodismo?

É um desafio! E quantos são os de nós que estão preparados para se desafiar?! Eu costumo dizer que vou contra tudo e todos, menos contra mim (e aliás, já aqui escrevi um post sobre isso). Mas também sou, acima de tudo, justa e racional (demais) e até eu e contra mim mesma, consigo compreender que, apesar de ser doloroso... Há coisas que precisam mudar.

Se me vai magoar? Vai pois!

Sou humana, tenho sentimentos (embora algumas pessoas tendam a esquecer isso) e sou tão ou mais afectada por perdas, quanto as outras pessoas.

Altura houve no tempo e no espaço que no lugar do coração, tive um abismo negro e opressivo... Mas regressei à humanidade a tempo de perceber que a vida é demasiado curta e que eu estou cá para vivê-la. E esconder-me atrás de mágoas e arrependimentos na esperança de me proteger, não é viver!

É preciso tropeçar, escorregar, cair e acima de tudo... Aprender a levantarmo-nos! Ir ao chão, todos sabem com mais ou menos estilo. Erguermo-nos é a verdadeira capacidade que devemos adquirir para enfrentarmos a vida e retirarmos o que de melhor há nela...

... Porque há... Simplemente, alguns de nós, ainda não aprenderam a vê-lo.

sábado, 24 de julho de 2010

MM Malade À La Maison

Continuo trancada em casa. :(

Não vos sei dizer se me sinto melhor ou pior que nos últimos dias. Parece-me que está calor na rua, mas eu ando de robe vestido cheia de frio.

Sinto-me como se tivesse a cabeça dentro de um aquário. Como se me estivessem a tirar o oxigénio e desesperasse por um bocadinho de ar limpo e fresco. A dor no peito continua e a tosse e a expectoração pioraram. Mas segundo li na literatura inclusa dos medicamentos, é normal que assim seja.

Sinto-me muito cansada e, por isso mesmo, o meu corpo só pede cama. Tive de acordar de madrugada e tomar o pequeno almoço antes de tomar a catrafada de medicamentos que tenho prescritos, porque o médico desaconselhou-me tomá-los em jejum e já não consegui voltar a dormir. O dia tem-me parecido comprido e passei-o ora a ver televisão e filmes, ora a ver séries.

E já agora e apesar de estar doente, reparei numa coisa. Não vejo televisão por natureza, mas uma vez que agora as alternativas deste meu isolamento forçadamente voluntário, são escassas... A televisão tem sido uma companhia.

Num dos MUITOS intervalos, reparei num anúncio completamente estapafúrdio. O da Nestea com o seu apelo público à introdução da palavra "mudasti" no dicionário da Língua Portuguesa.

Mas está tudo louco?!

Será possível que a loucura desta gente chegou ao ponto de fazerem um manifesto e quererem angariar assinaturas para uma coisa tão estúpida, ridícula e despropositada como esta?!

Honestamente! Sei que estou doente e meio a alucinar, mas ainda não cheguei ao ponto de achar um disparate destes normal!

E peço desculpa a todos os de vós que concordam com esta ideia, mas querer rebaixar (ainda mais) a Língua Portuguesa a qualquer coisa que nem sei qualificar... É algo que só demostra e retrata na perfeição a demência a que chegou este país.