Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vocês Não Imaginam...

... As saudades que eu tenho do meu Tango!

Chegam a ser umas saudades assustadoras. Sonho constantemente com isso e vezes há em que sinto uma espécie de frenesim a percorrer-me a pele e a incitar-me a dançar.

A verdade é que não dou um passo de Tango há mais de um ano e honestamente, nem sei se me lembro! :(

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sobre o Tango Argentino

Acho, sinto que vos devo uma qualquer espécie de justificação em relação a este tema (ainda que tardia), já que muitos de vós acompanharam essa minha aventura com especial entusiasmo.

Sim, adoro Tango Argentino e sim, estava super entusiasmada com este novo ano, até por que ia fazer de assistente júnior, lembram-se?!

Acontece que, como em tudo na minha vida, ou entrego-me de corpo e alma e faço e faço bem ou prefiro não fazer de todo. Sou muito radical: "ou oito ou oitenta".

Nas últimas aulas de Tango estava difícil abstrair-me do "mundo lá fora" como conseguia fazer ao início. Tinha colegas fantásticos e que ainda hoje, incansavelmente, me convidam para este ou aquele evento e me ligam a saber de mim.

Nunca mais dei um passo de Tango desde a última aula... Já nem sei se me lembro! Se o Tango me está no sangue, na alma?! Está! Mas muitas coisas estão e eu não as levo adiante.

Por quê?!

Precisamente pelo que disse. Se não posso dar a entrega que sinto ser necessária, não faço.

Chamem-lhe preguiça, cobardia, desistência... O que quiserem! A verdade é que, de momento, não reúno de todo condições psicológicas para qualquer tipo de actividade.

Se calhar é um contra-senso. Se calhar esta era a altura perfeita para eu me distrair e fazer alguma coisa que me ajudasse a sair da depressão... Mas eu conheço-me MUITO bem e sei que comigo as coisas não funcionam assim.

Sou diferente, estranha em muita coisa, mas só por que me conheço a um nível que poucas pessoas poderão dizer conhecerem-se a si mesmas.

Outro contra-senso, certo? Então, mas se te conheces assim tão bem, sai dessa (depressão), não?! - Poderão dizer-me!

E vou sair, acreditem. Eu sei que sou capaz e que tenho em mim a chave para sair dela. Acontece é que apesar da solução, dessa dita "chave" existir dentro de mim... Ando um bocado para o perdida. Além de andar perdida, anulei certas partes de mim na esperança de esquecê-las, aliás, obliterá-las mesmo de raíz.

Tipo trauma, entendem? Quando começo a procurar a "chave" dentro de mim, dou com imensas barreiras e outros tantos obstáculos. Acho que cheguei ao ponto de esquecer alguns "caminhos".
Daí estar na situação que estou. Preciso de encontrar um mapa e do auxílio de uma bússola para alcançar a solução, para reencontrar o caminho... Ou ainda que não o reencontre, construir um alternativo.

Na verdade, acho que este conhecer-me bem demais me fez ficar assim. Tenho muita coisa em mim que me assusta e me faz ter medo de mim mesma e depois tenho aquela tal falha de carácter/personalidade que já tantas vezes vos mencionei: posso passar por cima de tudo e todos, mas passar por cima de mim... Não é fácil! Batalha inglória essa, quando entro numa da travar.

Enfim, concluindo... Tango, até ver, fica em standby (como outras coisas o estão na minha vida)... Mas eu continuo aqui, a escrever. Ainda é uma das poucas coisas que faço com real interesse e vontade.

Ter este blog ajuda a equilibrar-me tal como o disse no primeiro post que publiquei e por isso, por aqui me manterei.

Boa noite!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

E o Tango?!

Perguntam-me vocês.

As aulas começam hoje, mas como tenho um jantar de aniversário não vou poder ir. E a pior parte é que para a semana que vem, tenho outro jantar. Só ainda não sei se é na 6ªf ou no sábado. Vamos lá ver se há Tango para a semana ou não?! :(

domingo, 8 de agosto de 2010

Aulas de Tango

Não sei se cheguei a dizer-vos, mas as aulas de Tango Argentino estão encerradas no mês de Agosto. Por isso... Aventuras, histórias e peripécias só estarão de volta em Setembro.

Ah! E relembro-vos que além de iniciar o ano lectivo já no nível intermédio (passámos de nível umas duas aulas antes de acabar este ano lectivo), irei fazer de assistente com a professora TM à nova turma de iniciados! :)

No que ao Tango diz respeito... Até Setembro!

sábado, 31 de julho de 2010

Tango e Afins...

Um colega meu tinha-me enviado um sms durante a semana a dizer-me que não ia haver aula, mas que o salão ia estar disponível pra quem quisesse ir praticar.

Combinamos ir, até porque era o último dia útil do mês e eu queria aproveitar a promoção de 50% de desconto na inscrição para o próximo ano lectivo.

Cotas pagas, pedimos uns cd's emprestados à professora TM que lá estava a tratar de um espectáculo de Cabaret que ela vai apresentar em Agosto, e para o qual eu e o meu colega fomos desde logo convidados,  e seguimos para o salão para que o meu colega me explicasse o que aprenderam na aula em que faltei por estar doente em casa com bronquite aguda.

Eles aprenderam umas novas sacadas em giros e voltas completas muito difíceis de executar e na verdade depois de praticamente duas horas, não aprendi grande coisa.

Claro que não praticámos só esses novos passos. Aproveitámos para treinar e fazer uma espécie de revisão de tudo o que aprendemos este ano.

Eu que ainda não estou totalmente recuperada da minha bronquite, assim que comecei a suar e a sentir o ar condicionado a refrescar-me a pele, começou juntamente a tosse irritante e compulsiva. Às 22h decidi que não aguentava mais. Deixei o meu colega no Teatro para ir ao baile que a Escola faz todas as sextas e sábados e fui embora para casa.

Ultimamente tenho andado a arrastar-me! Não sei o que se passa propriamente comigo, mas não ando nada normal. Não tenho força nas pernas, começam a tremer-me e sinto-me constantemente cansada e com sono.

Ontem à noite ainda tentei ver um filme ou um qualquer episódio de uma qualquer série, mas tinha um peso descomunal nas pálbebras que teimavam em fechar-se contra a minha vontade.
Rendi-me! Fui dormir. Ao menos dormi bem. Os meus sonhos é que continuam a perturbar-me.
Quando ando mal de cabeça (leia-se, perturbada psicologicamente), nem o meu inconsciente me dá descanso.

Hoje abateu-se sobre mim uma tristeza desconcertante e altamente profunda. Quase que senti vontade de morrer só para parar de sentir por um bocadinho...

Isto não pode continuar assim. Tenho a plena consciência disso, mas não consigo arranjar forças em mim para lutar comigo mesma.

Enfim... Hoje à noite tenho um jantar com amigos e estou super ansiosa, porque alguns deles não vejo há anos. Espero divertir-me e sair desta maré negra que se anda a abater sobre mim.

Bom fim-de-semana!

domingo, 25 de julho de 2010

14ª Aula de Tango

O que é que acham?!

Não foi! Ou melhor, foi... Eu é que não fui por razões óbvias.

E ainda não me sinto melhor!

Estou triste! :(

domingo, 18 de julho de 2010

13ª Aula de Tango

Esta 6ªf passada e após três meses de Tango, dei por mim a considerar faltar à aula.
Estava completamente de rastos. Chegava a doer-me o corpo todo. A dor de cabeça que ainda não me tinha largado estava a dar azo a requintes de malvadez e até vómitos e tonturas tinha... E eu dei comigo a pensar que era melhor ficar em casa a descansar.

Depois de algum relevante esforço mental, lá me decidi ir e ainda bem! Definitivamente, o Tango tem sido um dos melhores remédios da minha vida.

Como já estamos no nível intermédio, a turma cresceu e agora temos sempre uma sala cheia de pares o que, na minha opinião, favorece o convívio entre colegas e estimula à aprendizagem.
O professor AN esteve a ensinar-nos alguns passos novos que derivam (sempre) dos passos base, mas com cruzamentos diferentes e sacadas pelo meio. As sacadas fizeram com que a aula fosse uma risota. Foi só rir e a rir perde-se a força e o equilíbrio necessários e aquilo não estava a dar com nada. Tínhamos mesmo de parar e rir que nem uns desalmados até nos conseguirmos voltar a concentrar.

Explicando...
Uma sacada consiste numa invasão do espaço do companheiro. Ainda que sendo um par e dançando em conjunto, cada um tem de respeitar o espaço do outro para se dançar de forma harmoniosa e sem atropelamentos. Uma sacada vai contra esse princípio. O homem ou a mulher que executar a sacada, tem de invadir (à bruta) o espaço do companheiro e neste caso em específico que aprendemos na 6ªf passada, isso resultava numas valentes cusadas (leia-se, bater rabo com rabo). Mas era com cada encontrão que nós saíamos disparados para lados opostos com uma velocidade assustadora.

Depois de várias tentativas, acabamos por chamar o AN numa de que não devíamos estar a fazer aquilo como deve de ser, porque era suposto não embatermos um no outro. O AN "pega" em mim para demonstrar e eis que me dá a maior cusada que tinha levado até ao momento. Não fossem os rápidos movimentos dele em apanhar-me e acho que tinha ido disparada contra uma parede. Obviamente que ficámos agarrados a rir que nem uns perdidos.

Fomos à segunda e tentativa e lá vai a MM contra os espaldares de madeira que estão na sala para os alunos de ginástica. Mais risota, mas felizmente não me magoei. Decidimos deixar aquilo para mais tarde, porque já não havia condições para repetir.

O AN enveredou então por uma sacada menos invasiva que consistia em uma das pernas do homem invadir o espaço de dança destinado a uma das pernas da mulher que, como resultado e para a mulher fugir daquela invasão, tinha de fazer um cruzamento.

Quando fomos treinar, eu não estava a sentir essa tal invasão por parte dos meus colegas e cruzava sozinha e automaticamente, porque já sabia que o tinha de fazer. O AN que andava a fazer ronda aos pares para observar, viu-nos e disse que eu não podia ter o movimento automatizado. Que tinha de esperar sentir a invasão para cruzar e eu expliquei-lhe que não estava a sentir coisa alguma. Toca de demonstrar comigo para explicar aos meus pares e a MM leva com o AN em cima de tal maneira que além de sentir a valente pernada do AN ainda sentiu uma ancada, entrocada, etc. LOL! Lá me agarra ele para eu não me estatelar redonda no chão. Aquilo não estava nada fácil. Ele estava numa de invadir à bruta, mas estava a esquecer-se de ter em consideração o facto de eu ser alta e ter as pernas compridas. O AN já só se ria, os que assistiam só se riam... Lá uma aula de risota foi.

Entretanto, dancei também com um colega do nível intermédio que não tinha par e eu achei por bem convidá-lo a dançar. Como tem já mais experiência que eu, correu mais fluidamente e deu-me mais um gostinho do que é dançar o Tango. De qualquer das formas, o AN ao observar-nos disse para experimentarmos antes os passos que estavamos a fazer com o abraço fechado (peito com peito) e puxou-me para mostrar o que queria que fizéssemos. Diz-me ele: "poxa rapariga! Estás com a alma pesada... Que tensão que tens em cima desses ombros! Larga lá esse peso, que eu preciso de comandar-te e a pesar dessa maneira, não dá!".

É verdade! Eu bem vos escrevi antes da aula que estava a arrastar-me. No abraço fechado como estamos literalmente penduradas em cima dos cavalheiros, foi somente natural ele ter sentido o peso que eu tinha em cima. Descontrair revelou-se complicado, mas lá deu para pelo menos não deixar os meus pares com uma espondilose.

Entretanto acaba a aula e começa a prática e os meus colegas desertaram todos. Incrível. TODOS! Fiquei eu e um dos meus habituais pares. Claro que estando só nós dois, deu para matar umas curiosidades com o AN e lá conseguimos repetir a tal sacada inicial sem chocarmos de rabo uns com os outros.

O AN dançou ainda comigo algumas coisas do Tango Nuevo e eu, ao que parece, estava muito impressionável uma vez que ficava pasma a ver o que ia sair dali. Sendo como não sendo, pelo menos, não fiz a figura que uma senhora fez a dançar com o AN quando ele se "pôs a inventar" um passo que também experimentou comigo.

Houve lá um passo novo que ele fez e que eu obviamente não estava à espera, mas segui o comando e arrepiei caminho e ele quando viu que eu não me atrapalhei, começou-se a rir e explicou o porquê de se estar a rir e que se tinha lembrado de um episódio que se passou com ele há uns anos.

Ao que parece, estava ele certa vez numa qualquer convenção de bailarinos e quando convidou uma das senhoras para dançar, saiu-se com aquele mesmo passo que fez comigo. A senhora assustou-se de tal maneira que aspirou o ar dos pulmões como se fosse sufocar. O AN diz que se fartou de rir e que se lembrou disso quando eu, apesar de não me ter atrapalhado, inspirei mais bruscamente.

Entretanto o AN partilhou também a opinião dele de que quando a mulher sabe dançar bem o Tango é bastante melhor que o homem, porque o homem sabe sempre o que faz e a mulher sendo conduzida dispõe de "cagagésimos" (citando) de segundos para interpretar o comando.

Depois disto parámos de dançar e estivemos a prestar atenção a algumas letras de Tangos que são inevitavelmente tristes, algumas retratando mesmo "sangue, morte e facada".

Conclusão: O Tango faz maravilhas e apesar de cansada, saí de lá (uma vez mais) revigorada!

Um bom resto de fim-de-semana!

domingo, 11 de julho de 2010

12ª Aula de Tango

Mais uma vez fui a primeira a chegar ao Teatro. Já lá estava a professora TM a fumar um cigarro no pátio e eu aproveitei para pagar a mensalidade deste mês enquanto aguardava a chegada dos meus colegas.

Nisto a TM chama-me para me mostrar algumas das alterações que está a fazer ao nível de decoração e iluminação, pedindo a minha opinião e diz-me que vamos ter a aula na academia porque fomos promovidos ao nível intermédio.

Chegam mais colegas e arrancamos todos para o clube onde a TM começa a  dar a aula. Entretanto, chegam os pares do nível intermédio com o professor AN e juntamos as turmas ficando com um salão bem cheio. Creio que éramos cerca de onze pares.

Fizemos uma revisão dos meios giros e media luna, com especial atenção à troca de pesos entre passos. Foi, na minha opinião, uma aula um tanto repetitiva... Mas sempre deu para melhorar a postura na execução dos passos e deu para treinar os passos para o lado contrário ao habitual. É que nisto da dança como em outras vertentes da nossa vida e dia-a-dia, também incide a nossa tendência destra ou esquerdina.

Curiosamente, sou estupidamente destra em TUDO. E logo, o Tango não é excepção. As saídas à direita, faço-as bem e sem pensar. Saem-me naturalmente. As saídas à esquerda atrofiam-me toda e o meu cérebro entra em conflito de modo praticamente visível e audível. As engrenagens começam a ranger e a saltar carretos... Quase que me sai fumo das orelhas tal é o esforço que faço por acertar os passos. Mas tem de ser e pelo menos nesta aula, deu para treinar isso.

Um par de colegas meus está a começar a ter o mesmo problema com o professor AN que eu tive e diz que uma vez que passámos para o nível intermédio e as aulas são com ele, que vão parar e mudar de escola. Expliquei-lhes que tive exactamente o mesmo problema, mas que com a habituação vai-se lá, até porque ele é mesmo muito bom nas coisas que faz. É um facto que não tem tanta paciência para explicar, mas dá uma visão muito mais abrangente, técnica e rigorosa do Tango.

Nisto chegam os alunos das danças de salão e expulsaram-nos do salão. Quando nos fomos a mudar para o salão habitual, estava lá a TM com outros alunos e ficámos sem sítio para dançar. Puseram-nos na sala de aeróbica, mas foi impossível dançar porque o chão é sintético e não dá para pivotar, ou seja girar sobre os próprios pés, porque os sapatos ficavam colados ao chão.

Das vezes que tentei, fiquei à rasca dos joelhos e logo não deu. Terminámos a aula dez minutos antes e ficámos a falar sobre a viagem que o AN vai fazer à Argentina em Agosto. Curiosamente é amigo daquele casal de bailarinos que protagonizaram o vídeo de Tango e futebol que publiquei há uns dias.

Faltam mais três aulinhas de Tango e después, férias! E bem falta me estão a fazer! Ando deveras exausta a todos os níveis!

Ah! Outra coisa! A partir de Setembro serei ajudante da TM nas aulas da nova turma de iniciados. Serei uma espécie de assistente júnior. ;)

Deixo-vos agora com um vídeo de um dos melhores pares de Tango Argentino do Mundo - Natacha e Jesus

´

Bom fim-de-semana!

domingo, 4 de julho de 2010

11ª Aula de Tango

Não sei o que se passa com esta gente. Ou entrou tudo de férias ou entraram todos na balda. Nesta aula ficámos reduzidos a quatro pessoas, os assíduos. Além destes (onde estou obviamente incluída), apareceu um casal para experimentar a aula a ver se gostavam para começarem no próximo ano lectivo (Setembro) e depois de começarmos a aula, ainda apareceu um outro casal que faz parte da turma, mas que tem faltado ultimamente.

Eu achei isso deveras deprimente. Onde se meteu aquela gente toda?! Não que não aprendamos na mesma com a sala quase vazia, mas eu acho sempre muito mais interessante termos a sala bem recheada.

Enfim... A professora TM deu uma aula de introdução ao nível intermédio onde tivémos a oportunidade de aprender a alternar os passos paralelos com os cruzados. Diga-se de passagem que esta aula foi mais para os homens, uma vez que o papel da mulher é só ser conduzida e fazer os passos dela sem se importar com os do homem. O papel do homem, como a TM frisou é deixar a mulher sempre confortável (onde não a pisar é um excelente índice de conforto), divertida (não aborrecer a mulher com a inexistência de passos) e acima de tudo, manter a mulher sempre na sua posição mais elegante.

O papel da mulher é deixar o poder absoluto nas mãos do homem, fazendo com que a responsabilidade assente TODA neles. Quando uma mulher não consegue interpretar os comandos do parceiro e não executa os passos pretendidos, a responsabilidade é unica e exclusivamente do cavalheiro.

Escusado é dizer (até porque já o disse noutros posts) que esta submissão TOTAL é uma carga de trabalhos para mim. Mas ao contrário do que possam pensar, não é mau para mim por eu gostar sempre de mandar (gosto, mas não é aqui o caso).

É complicado para mim, porque eu estou a levar aquilo a sério e os meus colegas estão a levar aquilo numa de se divertirem e passarem tempo. E eu acho que estou, ainda que aos poucos, a ultrapassá-los quanto mais não seja, diferindo do objectivo deles.

Começo já a ter uma melhor noção da musicalidade e do ritmo e isso faz com que eu, por exemplo, só consiga mexer-me quando sinto na música ser a altura certa. As dicas preciosas dos professores e que eu absorvo qual esponja sedenta, fazem-me ter já uma noção de eixo e peso mais precisas. E acreditem ou não, mas quando dançamos com quem sabe e percebe da coisa, como é o caso dos professores, a tal entrega total da submissão é excelente. E eu tenho feito por, de alguma forma, passar isso aos colegas que costumam fazer par comigo.

Acontece que eles estão demasiado ocupados com os passos a executar para ainda terem de se preocupar em comandar a senhora e eu, fazendo o que me foi ensinado, simplesmente não me mexo enquanto não me sentir comandada. Ora, daqui a nada as minhas aulas passarão a ser uma guerra aberta com os meus colegas e é óbvio que eu não quero isso.

Um dos meus pares, diz-me que eu posso "mandar" (leia-se conduzir) à vontade que ele não se importa. Mas importo-me eu! Porque nem ele aprende, nem eu!

Como esse meu par de dança se "queixou" à TM que eu dizia não sentir os comandos dele, ela sugeriu-nos um exercício que consistia em os homens dançarem de mãos atrás das costas e as mulheres agrarrarem-se aos ombros deles, uma vez que é o tronco que tem de conduzir, sendo os braços uma simples extensão do tronco, tal como o são as pernas. Penso que desta forma, os homens conseguiram perceber um bocadinho melhor a tarefa que têm em cima. Que é complicada, não duvidem, mas necessária se queremos fazer o Tango bem.

Dali, seguimos para a aula prática com o professor AN e eu e o colega que me acompanhou continuámos numa de "medir forças". Eu queria que ele conduzisse e acho que ele estava já a atrofiar não só com ele próprio, mas já comigo também.

Entretanto o AN demostrou-lhe uns passos comigo que, segundo ele lhe abriram mais o leque de oportunidades e que ele confessou-me terem-lhe dado uma visão mais abrangente do Tango, uma vez que desde a Noite Argentina de Tango, que ele estava um bocado frustrado.

O AN, por incrível que pareça, deu uma pisadela BRUTAL e praticamente tenho um bruraco no peito do pé direito. E não! Não foi ele que se enganou (apesar de errar ser humano até para um profissional) e nem fui eu que pus o pé onde não devia. Ele estava era a querer demonstrar uma forma de execução de passos que não se devia fazer e esqueceu-se de mo informar. Ou seja, eu fiz bem e ele fez mal propositadamente para mostrar ao colega. Resultado: quase fiquei sem pé.

Ensinou-me também dois passos de Tango Nuevo que segundo o AN "merecem um jantar pago" e que pertencem ao nível intermédio. Fazem parte do grupo das soltadas (já aprendemos algumas com a TM) e das volcadas (este ainda não aprendemos) e que dão uma beleza extraordinária ao Tango.

(Ah! E agora que me lembro, a TM ensinou-nos também, nesta última aula, como executar uma colgada à americana. Mariquices. LOL!)

As volcadas, apesar de toda a beleza que passam ao público, são complexas tecnicamente falando (que novidade!) e exigem uma postura mais técnica e precisa e que, naturalmente, ainda não alcancei. De qualquer maneira, fi-lo bem à primeira (apesar de necessitar ser limado, CLARO), o que me deixou bastante orgulhosa de mim própria.

O AN continua a dizer-me que está "de olho em mim" e a TM esta aula disse-me também que eu estava de parabéns, uma vez que consigo manter o meu eixo e executar sozinha sem mesa (apoio por parte do parceiro), passos que assim o requerem.

Entretanto cheguei também a algumas conclusões que serão postas em prática com afinco a partir de Setembro. Não posso continuar a dançar de sapatos normais (já tinha dito) e vou no mês de Agosto, enquanto a escola está fechada, investir na compra de uns sapatos bons e confortáveis de dança. E não dá para continuar a dançar de calças. Ou pelo menos, calças de ganga. Ou passo a usar calças de fato de treino (o que odeio) ou passo a ter de usar calças mais fluidas. Em última instância, terei de dançar de saias (eu não disse isto, ok?).

É que é impossível executar com rigor técnico e perfeição certos passos em que preciso de liberdade nas pernas e onde não posso, de TODO, ter roupa que me restrinja os movimentos.

Parece que as pernas que tanto desgosto, têm uma sentença em cima e que não as permitirá estar em clausura por muito mais tempo. :(

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tango (Joelhos)

Lembram-se de eu ter escrito num dos últimos posts sobre Tango, que o professor AN estava apaixonado pela "minha perfeita anatomia para a dança" e que essa perfeita anatomia derivava do facto de eu conseguir juntar os joelhos?

Pois bem, como eu também disse, eu tenho uns joelhos horrorosos. Tenho umas rótulas demasiado robustas para um esqueleto feminino e os problemas que tenho nos meniscos internos e nas rótulas, já me levaram à faca. Logo e em sequência de ganhar líquido nos joelhos com relativa frequência, os meus joelhos têm um aspecto horrendo.

Na festa dedicada à Noite Argentina de sábado passado e após umas três músicas que dancei com o professor AN, diz-me ele que apesar de não ser uma "religião" que o Tango se dançava de vestidos ou saias. Disse-lhe logo que de saias ninguém me apanhava. A menos que pudesse usar saias e vestidos abaixo dos joelhos. E diz-me ele...

AN: Mas afinal qual é o teu problema com os joelhos? Tens umas pernas lindíssimas, não percebo qual é o trauma...
Eu: O trauma é eu ter uns joelhos péssimos, que me estragam todo o conjunto de pernas. É serem grandes e disformes! Basicamente é serem horrorosos!
AN: Usas calças justas nas aulas e do que vejo não me parecem nada mal.
Eu: Mas quer mesmo ver que eu tenho razão? Não há problema, eu mostro-lhe. - Como tinha vestidas umas calças de cetim que são super fluidas e davam para subir, foi o que fiz. Subi-as acima dos joelhos.
AN: Pois! Realmente... Não são nada bonitos! - Com um ar atrapalhado por ter de me fazer tudo menos um elogio. - Isso é de família?!
Eu: Não! Sou só mesmo eu que tenho os joelhos assim e não se esqueça de que já fui operada, o que não ajuda.
AN: Deixa lá! Usas saias e vestidos compridos.

É um facto: tenho uns joelhos feios e não há nada que possa fazer para ficarem melhor! Por isso, há que aprender a viver com o que temos e não dar demasiada importância. Não será, certamente, por tão insignificante pormenor de indumentária, que deixarei de executar o Tango com graciosidade.

domingo, 27 de junho de 2010

Noite Argentina de Tango

A noite de ontem, exclusivamente dedicada ao Tango Argentino, foi muito boa.

Tivemos uma palestra sobre as raízes do Tango Argentino, os movimentos que se seguiram na área da música e da dança quer na Argentina, quer na Europa numa visão muito própria, relatada pelos artistas Argentinos convidados.

É notório o orgulho que os Argentinos têm em relação ao Tango e proclamam em mérito próprio o Tango na sua vertente pura, rejeitando o chamado Tango de Salão que, na sua opinião, é somente uma "mala copia".

Falaram-nos sobre o Tango desde os seus primórdios e como era considerado um estilo de cabaret, sedução, engate e "cara sucia" e como se desenvolveu para o estilo e género que conhecemos hoje em dia.

Deram-nos uma visão muito particular do ambiente vivido nas Milongas (locais de baile) e da forma muito característica e Milonguera de dançar, mostrando desaprovação em relação ao Tango Nuevo e Tango Electrónico.

De seguida tivemos a oportunidade de ouvir o artista Carlos Quilici, que apesar de fazer parte de uma banda, actuou sozinho, pois os seus colegas não puderam vir... Mas que ainda assim e só com o Bandoneón (instrumento típico de orquestras de Tango), deu espectáculo!

Dançámos ao ritmo da música ao vivo e tive oportunidade de dançar com a professora TM e o professor AN que, mais uma vez, não poupou elogios à minha postura e perfeita anatomia para dançar o Tango. Acrescento que dançar naquele ambiente típico Argentino, até porque a acompanhar o artista vieram casais amigos seus, foi algo que me provocou emoções fortes.

Adorei e foi bom, MUITO BOM!

Sinto que estou a fazer progressos (ainda que aos poucos) e tenho feito um sincero esforço por absorver todos os pequenos pormenores e detalhes que devidamente interiorizados me ajudarão a executar os passos na perfeição.

Deixo-vos agora um vídeo de Carlos Quilici e su quinteto Los Tauras, com a famosa música La Cumparsita.

sábado, 26 de junho de 2010

10ª Aula de Tango

MAGNÍFICO!

Será preciso dizer mais alguma coisa?!

Curiosamente, desta vez, esta adjectivação para descrever a minha 10ª aula de Tango, refere-se à aula prática com o professor AN.

From the beginning...

A aula da professora TM foi excelente como sempre. Aprendemos mais uma variante de Tango com passos de valsa, que quando aplicados ao Tango têm a designação de valza.

Segundo a professora TM a aula de ontem foi uma revisão das bases que têm de obrigatoriamente se ter para passarmos para o nível intermédio. Abolimos a contagem de alguns passos de forma a transformar os começos e as passagens de maneira mais harmoniosa e ainda revemos alguma da matéria de aulas anteriores: meios giros, media luna, ganchos, etc.

A TM estava aflita de um braço e algo incapacitada de nos poder demonstrar os passos ela mesma mas, ainda assim, deu para perceber perfeitamente.

Mais uma vez, um dos meus pares disse que sou demasiado tagarela e que o desconcentrava ao ponto de cada vez que eu abria a boca, ele enganar-se. Tentei (sem grande sucesso, confesso) cingir-me ao silêncio, mas é tarefa muito complicada para mim. Até porque quando falo é a tentar ajudá-los a fazer melhor e fazer com que eu própria perceba melhor o que eles querem que eu faça, mas depois acham que eu sou mandona! :(

Bem... Tivémos hora e meia com a professora TM e eu e outro colega fomos os únicos que seguimos para a aula prática.

Lá chegados, entrámos logo e depois dos beijinhos da praxe ao AN, ele disse-me que não se tinha esquecido e que estava prometido dançar comigo (isto porque na aula passada, tinha-me queixado de que tínhamos dançado pouco juntos). Os alunos do nível intermédio do AN não puderam ficar e acabamos por ficar só eu e o meu colega na aula. Começamos a dançar e depois da primeira música o AN convidou-me a dançar.

O AN está de volta! Muito BOM! ADOREI!

Deu-me umas dicas estupendas e mais que preciosas e ensinou-me a forma correcta de executar os ochos na perfeição. Aprendi que tenho de controlar os pesos e de juntar os calcanhares nos pivots. Explicou-me que o Tango é uma dança de atracção ao chão, mas que a aparente agressividade do Tango é só mesmo aparente. O Tango deve-se dançar de forma leve e nada rígida. Atenção! Estamos a falar do Tango Argentino. O Tango das danças de salão não tem nada a ver e esse sim é super rígido.

Ensinou-me técnicas de respiração e só quando ele me falou da respiração é que eu percebi que parava de respirar regularmente quando estava a dançar. Nunca tinha dado por isso. A respiração é importante, porque ajuda-nos a concentrar o peso no nosso eixo que está localizado no centro do nosso corpo, no tronco. Há que encher o peito de ar e expirar lentamente na execução dos passos, para dar equilíbrio e descontração aos membros, retirando o peso desnecessário e mantendo o eixo. Outra coisa importante é pensarmos nas pernas enquanto uma consequência natural do tronco e não querer mexê-las de forma forçada.

Enfim... Requer muita concentração, descontração e acima de tudo requer a interação dos pares como um só corpo. Temos de sincronizar os corpos ao nível da respiração, dos movimentos. Requer uma química muito forte.

Com o AN é, de certa forma, mais fácil alcançar essa sincronização, não só porque ele é professor e sabe perfeitamente o que fazer, como também ajuda o facto dele usar o abraço fechado do Tango. O abraço que faz com que estejamos peito com peito e é mais fácil "sentirmos" o nosso par dessa forma. É também uma forma mais íntima e invasiva de dançar, mas acreditem que é confortável quando feito como deve de ser.

O AN não me poupou elogios ao ponto de dizer que estava "apaixonado pela minha perfeita anatomia para dançar". Se havia coisa que eu JAMAIS esperava ouvir na vida, era um elogio aos meus joelhos (porque são, na minha opinião, horríveis e odeio-os) e segundo a opinião dele, são perfeitos e fazem-me manter uma postura perfeita, o que por si só é uma vantagem que tenho em relação a outras pessoas.

Disse que tenho muita perfeição na execução dos passos e a páginas tantas, estava tão maravilhado (a sério! Não é exagero meu) que eu até já me estava a sentir envergonhada. EU?! Envergonhada?! Imaginem!

Pediu-me mais uma vez para não desistir, porque eu tinha muito futuro no Tango e que ia estar de olho em mim. Passei quase uma aula inteira a dançar com ele e saí de lá até a gostar de Milonga. LOL! Não que não gostasse, mas tinha aquela opinião um pouco negativa que já vos tinha dito em anteriores posts. A questão é que depois de perceber a mecânica da coisa, é muito bom de se dançar.

Quando voltei a dançar com o meu colega, um bocadinho já lá mais para o fim da aula, ele até me disse que eu um dia ainda ia ser professora de Tango. Eu gostava. Quem sabe?!

Hoje à noite há concerto com artistas Argentinos, palestra e Milonga e advinhem quem lá vai estar caídinha?!

Pois está claro! Não posso perder o que tanta paixão desperta em mim!

Um bom fim-de-semana!

domingo, 20 de junho de 2010

Festa do Dia do Aluno

Confesso que fiquei triste. E fiquei triste por mim e pela professora TM, que é a directora da escola e não merecia.

Explicando: a "casa" não esteve cheia como seria de esperar. Nunca vi aquilo tão morto. A sério! Está sempre cheio e há sempre festa à Grande!

Ontem que era um dia especialmente dedicado aos alunos, só lá apareceram "meia dúzia de gatos pingados". Não se faz!

A TM tinha preparado dois shows com artistas internacionais e ainda uma votação que irá garantir a dois felizes colegas um ano inteiro de aulas totalmente grátis e o reconhecimento dos alunos foi, não se darem ao trabalho de comparecer.

Honestamente que não percebo!

Da minha parte, tenho o sentimento de dever cumprido! E como tinha dito à TM que iria aparecer, apareci. Mas não achei nada justo, nem de boa formação o que os alunos fizeram.

Enfim...

Assistimos a um espectáculo indonésio com dança característica desse país e assistimos também a uma exibição de Jazz com o tema de Mein Herr do Musical Cabaret.

Tivemos o balie da praxe com músicas afro-latinas e músicas de salão, mas devido à pouco afluência não deu para grande coisa.

A professora TM ainda deu uma espécie de coreografia em linha de cha-cha-cha e um pequeno workshop de lambada-zouk.

No fim, à saída, todos tivemos de votar no número correspondente à pessoa que mais gostámos de ver dançar (número esse que tínhamos afixado em nós) e quem obtiver mais votos ganhará o tal ano de aulas de borla.

Saberei os resultados na próxima aula. Naturalmente que não me reservo ao direito de sequer pensar ter sido escolhida, pois não sei dançar nada daquilo. Simplemente, fui para me divertir e aprender mais uns passitos de dança de outros géneros.

Ainda que não tenha sido nada de extraordinário, sempre deu para passar a noite de forma agradável e a dançar. O que é sempre positivo!

No que diz respeito à dança, até à próxima aulinha de Tango!

Boa semana!

sábado, 19 de junho de 2010

9ª Aula de Tango

EXCELENTE!

Aprendemos mais uns passos novos de Tango, de seu nome media luna e ochos a começar ou acabar em paradas.

Tive alguma dificuldade em encaixar com uns adornos o que fez com que alguns dos meus colegas "gozassem" comigo. Mas garanto-vos, que a aparente destreza e simplicidade do que vemos em espectáculos de dança... É só mesmo aparente! Na realidade, são passos complexos e acima de tudo, há que interiorizá-los na nossa cabeça antes de lhes darmos vida em execução física.

Alguns dos passos estavam a começar a dar-me as minhas famosas dores lombares e dores nos joelhos, mas como em tudo há truques e com umas dicas preciosas por parte dos professores, a coisa levou-se melhor.

Saímos da aula da professora TM e fomos para a do professor AN e confesso que ia algo ansiosa. Tinha definido como meta pessoal a 3ª tentativa de ir à aula prática. Mas correu tudo de forma absolutamente fantástica.

Assim que chegámos, cumprimentou logo as senhoras com dois beijinhos e os cavalheiros com o aperto de mão da praxe. Estava super bem disposto. Durante a aula, parou-se para explicar quando tínhamos dificuldade na execução de alguns passos e dançou com todas as senhoras. Não houve Milonga para ninguém nesta aula, o que me deixou deveras surpreendida. Mais uma vez digo: não que desgoste do género, mas acho que devemos ter de tudo um pouco.

Fiquei realmente contente por as coisas terem voltado à sua normalidade e por me sentir novamente à vontade nas aulas dele.

Apesar de a noite passada ter superado as minhas expectativas, os meus pares de dança perceberam (finalmente) o quão tagarela e mandona eu sou e passaram as aulas a "implicar" comigo É verdade! "Falo pelos cotovelos" e mandona não há dúvida de que sou. É inconstestável e contra factos, não podem haver argumentos possíveis.

Quem me mandou ir para uma actividade que me exija total submissão?! Ninguém, certo?

Depois da prática, voltámos ao Teatro para mais uma noite de baile e encontrámos a professora TM à porta que perguntou logo como se tinha portado o AN. Dissemos-lhe que tinha tudo corrido formidavelmente e eu perguntei-lhe directamente se ela tinha tido alguma conversa com ele.

Ela disse que lhe deu uma palavrinha e parece que ele andou as últimas semanas com uns problemas pessoais (o que ainda assim não justificava as suas atitudes, mas ok!), mas que tinha realmente percebido que se passava alguma coisa quando na última semana, tínhamos abandonado a aula dele para irmos para a lambada-zouk.

Da minha parte, a minha intenção não era magoá-lo com esse dito "abandono", mas se pelo menos lhe serviu de "abre-olhos", resultou.

Fico muito feliz por perceber que ainda há pessoas neste mundo com o bom senso e discernimento bem presentes e a funcionar de forma correcta.

Entretanto, disseram-nos (ambos os professores) que hoje se festeja na escola o dia do aluno, que ia haver festa das 15h às 04h e convidaram-nos a aparecer. Ora se é uma festa em homenagem aos caríssimos alunos daquela fantástica instituição, não se pode perder, não é verdade? ;)

Assim, hoje à noite temos festa! A seguir ao jantar arranco para lá com um outro colega meu e vamos ver os espectáculos que os alunos do nível intermédio das várias modalidades andaram a preparar e a ensaiar para nos apresentarem hoje à noite.

É claro que depois conto-vos como correu!

Até lá, um bom resto do dia e um magnífico domingo!

sábado, 12 de junho de 2010

8ª Aula de Tango

Mais uma fantástica aula de Tango.
Revemos a matéria da aula passada e tentamos juntar todos esses passos de forma a fazer uma pequena coreografia. Nesta aula não aprendemos nenhum passo novo em particular.

Parece-me a mim que devemos estar praticamente a passar para o nível intermédio. O que me está a levantar algumas questões, nomeadamente, porque o nível intermédio é dado pelo professor AN.

Conforme vos tinha dito a semana passada, iria voltar à aula prática para ver como corria. Desta vez o professor AN estava bem disposto e a coisa mostrava-se auspiciosa, mas CLARO que quando a MM embirra com uma coisa está tudo estragado e ao ter visto uma - na realidade duas - atitudes que gostei menos, UI!

Explicando como deve de ser...

Ao acabar a aula da professora TM, ela informou-nos que às 22h iria dar uma aula de introdução à zouk-lambada e convidou-nos a aparecer. Eu como gosto da professora e achei ser uma coisa engraçada, aceitei o convite.

Entretanto eu e um colega meu, que tem vindo a ser um dos meus pares, arrancámos para a academia para a aula prática que começava às 21h30. Encontrámos lá mais dois colegas nossos e fomos para a aula. Apesar de a música que estava a tocar ser a típica Milonga, eu disse aos cavalheiros com quem estava a dançar que iria ignorar esse pormenor e dançar o Tango como eu bem o entendesse e assim foi.

Estava tudo a correr bem. Os colegas do nível intermédio não puderam ficar a hora inteira e foram saindo à medida que iam acabando as músicas, até que olho à volta e estamos só três pares e não vejo o professor AN. Faço uma pausa para beber água e praguejar um pouco para dentro, uma vez que o mesmo cavalheiro que me estragou os meus primeiros sapatos e espetou-me quatro pisadelas numa única música, acabou por me dar outra valente pisadela e guess what?!

Eu estupidamente, tinha levado outros sapatos que não os tais que sofreram o primeiro acidente e que tinham oficialmente ficado baptizados como "sapatos de Tango", logo tenho um outro par de sapatos estragados. Desisto! Ou não danço mais com ele, o que não dá, porque nós temos que ir trocando de par ou gasto os 75€ que custam os sapatos de dança que quero. Sendo como não sendo, daqui a nada gastei mais em sapatos novos do dia-a-dia. Talvez seja mesmo mais sensata a compra dos sapatos de dança, não?!

Enfim... Nisto e ao não ver o professor AN em lado nenhum, volto à sala e continuo a dançar. Passados uns 10 minutos aparece ele de sapatos na mão (os sapatos de dança, entenda-se) e com os seus sapatos de rua calçados.

Obviamente, não gostei. Ainda haviam alunos a ter aula e a obrigação e dever dele era aguardar pelo fim da aula para ir trocar de sapatos. Pergunto ao meu colega que horas são, ele informa-me que são 22h e eu digo que vou embora para a aula de zouk-lambada com a professora TM.

Os meus colegas optaram por ir comigo e deve ter sido quando o professor AN viu que tinha feito mer** outra vez ao ver a sala a ficar vazia de repente e faltando meia hora para acabar a aula prática.

Diz: "Então, mas ainda falta meia hora. Têm aqui o espaço para dançar e a música e vão embora para a lambada?!" - Com incredulidade na voz, do tipo "estão a passar-se".

Eu da minha parte, disse-lhe que tinha dito à TM que iria aparecer e que me sentia mal por não o fazer e que 6ªf que vem ficava até ao fim. Ele continuou com cara de caso e eu virei costas e fui embora de volta ao Teatro.

O colega que me acompanhou perguntou-me como é que iríamos passar para o nível intermédio, cujas aulas são com o professor AN, se eu estava naquela embirração?!
Eu disse-lhe que ele nas aulas dele e que assistimos sempre um pouco enquanto aguardamos pela aula prática, as dá como deve de ser e que nesse sentido não lhe encontro defeito, mas nas práticas e apesar de ontem estar bem disposto, não está (na minha opinião) a ter a melhor das atitudes.

De qualquer das formas, disse à TM que o AN andava com mau feitio e com comportamentos estranhos. Ela disse que ele de vez enquanto era assim, mas que ia ver o que se passava.

Bem, deixem-me de resto dizer-vos que a zouk-lambada foi muito gira e que me diverti. Aprendemos a passar da salsa para a lambada com kizomba à mistura. Aprendemos umas técnicas de seu nome cambré e boneca que me deixaram o pescoço num estado de dor indescritível. De seguida, fiquei um bocadinho para o baile. Não me aguentei muito tempo, porque já me doía o corpo TODO e porque, outra estupidez minha, saí de casa sem comer. Com todas as piruetas da salsa e as bonecas e os cambrés da lambada, estava a ver que desmaiava de fraqueza.

Eram vinte para a uma da manhã e estava eu a jantar, mas jantar de prato na cozinha com mesa posta mesmo.

Hoje estou super dorida, mas muito satisfeita por estar a fazer algo que me dá tanto prazer.

Dancemos para a vida antes que ela termine o espectáculo e feche a cortina de vez!

Deixo-vos aqui um vídeo com zouk-lambada. No fim, imaginem as dores que tenho no pescoço e isto apesar de não ter feito um terço do que aparece neste vídeo.
Garanto-vos que ao fim de 4 piruetas, estamos prestes a cair para o lado sem saber de que terra somos. Agora imaginem depois da quantidade de piruetas que esta menina dá. É muita técnica e muita prática.
E aquelas voltas de pescoço... MEDO!

sábado, 5 de junho de 2010

7ª Aula de Tango - Professora TM

Vou dividir esta última aula de Tango em duas partes e no fim, vocês entenderão o porquê.

À hora do costume, lá estávamos nós. Todos emparelhados e de sala cheia o que é sempre muito bom. Fizemos uma revisão das colgadas, até porque estavam lá pares que não tinham estado na última aula e de seguida, fizemos uma espécie de coreografia com tudo (ou quase tudo) que já aprendemos até agora e pelo menos tivémos um gostinho do que é dançar o Tango Argentino à séria.

A aula correu muitíssimo bem e de tal maneira que a professora TM ainda nos ensinou umas soltadas e sacadas que já pertencem ao nível intermédio. Aliás, ou nós fomos promovidos a nível intermédio ou o nível intermédio regrediu e passaram a dançar connosco. É que desta vez fomos acompanhados por alguns pares que não fazem parte dos iniciados e com pessoas que eu já vi nas aulas do professor AN.

Não tenho muito mais a dizer sobre esta aula, uma vez que foi (mais uma vez) excelente. Voltei a dançar com a professora TM para demostrar alguns passos (o que tem vindo a ser costume) e divertímo-nos à grande.

Em relação às dores que vos costumo enumerar depois de cada aula, tenho a dizer-vos que sinto um cansaço geral e uma sensação de dormência, confesso algo agradável e nada desconfortável, que traduzo como o meu corpo estar a habituar-se ao exercício semanal.

Voltei a deixar para trás todos os assuntos que me chateiam e saí de lá com aquela sensação revigorante de alma limpa e plena. Insisto em dizer-vos que dançar é verdadeiramente terapêutico.

7ª Aula de Tango - Professor AN

Acabada a aula, fomos à aula prática com o professor AN. Como temos sempre de esperar meia hora pela aula dele, ainda revemos a matéria e debatemos a forma de como fazer alguns passos mais perfeitos a nível técnico e torná-los mais confortáveis. Nisto o professor AN chama-nos para a aula e lá vamos nós.

A aula prática correu PESSIMAMENTE. É isso mesmo. Estão a ler bem.

Houve pessoas a desistir a meio da aula, eu tive de sair porque estava prestes a ter um ataque de choro, uma outra colega minha ficou frustrada de tal maneira que bloqueou e passou-se ficando completamente histérica de nervos, o professor AN foi super agressivo para nós... Enfim, aquilo não correu nada bem.

Ou o professor AN não estava num dos dias dele ou estávamos todos tão sem jeito para a coisa que ele não estava para perder o tempo dele connosco.

O que acontece é que a professora TM ensina-nos uma forma de Tango e o professor AN só nos quer ver a dançar Milonga. Como já tive oportunidade de vos explicar no último post a Milonga é Tango na mesma, mas é um género muito diferente de Tango. Eu e os colegas que lá estavámos somos da opinião de que temos de aprender a fazer tudo e não só focarmo-nos numa maneira de dançar. E quando chegamos à aula do professor AN literalmente desaprendemos o que aprendemos na aula anterior, porque ele insiste que só dancemos daquela maneira.

Os métodos dele entram em contradição com os da professora TM e aquilo nas nossas cabeças transforma-se num bloqueio geral que nos impede de dar um único passo que seja.

Depois ele recusa-se a parar e ensinar-nos. Diz que nós temos de dançar e ele vai corrigindo o que vê de mal. Quando tivemos dúvidas e o chamámos para nos explicar, disse que não podia ser assim. Que tínhamos de dançar e que as bases e a técnica eram com a TM. SOCORRO! Não estávamos a ir a lado nenhum com aquilo.

Depois de ser tanta vez chamado a explicar este ou aquele passo, disse-nos na cara que agora era a altura ideal de desistir do Tango, porque a partir de agora era sempre a complicar. Nós dissemos que estávamos ali para nos divertirmos e que não pretendíamos ser nenhuns profissionais ou fazer campeonatos/espectáculos.

Nisto ele parou para dar algumas explicações e quando de seguida foi rodar os pares para dançar com as mulheres, deu no espectáculo que descrevi em cima. Teve o tempo todo a dar-nos nas orelhas e a criticar. E sim! Ele está lá para isso, mas há maneiras de fazer e dizer as coisas.

Entretanto percebi a razão de alguns dos pares do nível intermédio terem ido para a aula da professora TM. É impossível estar nas aulas do porfessor AN se ele for sempre assim.

Enfim, saímos de lá deveras frustrados e a achar que não temos jeito nenhum para aquilo.

Vou voltar na próxima 6ªf  e ver como corre, mas em correndo assim novamente, não volto à aula com o professor AN. Tenho pena e fiquei desiludida com as atitudes dele. Errar é humano e nem sempre estamos num dia bom, mas nós alunos que estamos a pagar para eles nos prestarem atenção não merecemos ser tratados daquela maneira.

E depois de uma aula verdadeiramente descontraída e de alto astral, levar com uma aula castradora e frustrante, não dá com nada.

Para a semana há mais e esperemos que melhor!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

6ª Aula de Tango

Dores resultantes desta aula: Virilhas, zona abdominal e joelhos.

Depois desta petite informação, tenho a dizer-vos que acabei a semana não da pior maneira possível (porque há sempre muito pior), mas de uma das piores maneiras.

Tive uma discussão brutal (mas nada de histeria à gaja. Simples troca acessa de opiniões divergentes numa questão profissional) com uma colega minha e em resultado disso, com o meu chefe.

Como não sou menina de comer e calar (está para nascer quem mo faça fazer), a coisa assumiu uns contornos algo dantescos comigo a desbroncar-me (sempre sem perder a minha postura) e a dizer umas verdades que muito poucas pessoas gostam de ouvir e muito menos o nosso chefe.

Não vos vou dizer sobre o que tanto deu azo a discussão, porque não quero relembrar-me de triste, deprimente, ridículo, mesquinho e desnecessário episódio.

O que interessa aqui é que o Tango tem a capacidade de me fazer ver essas questões inferiores muito lá de cima. Até parece que cresço.

Fisicamente espero que não, pois já me chega o 1,70m que tenho. Mas o meu ego e a minha (já nada pequena) auto-estima parecem levar uma injecção de adrenalina e eu fico a pairar sobre esta mesquinhice do mundo laboral (e o resto do mundo no geral) como um qualquer ser iluminado a levitar em profundo estado de transe.

Pode parecer uma contradição, mas é verdade! Nada mais tem lugar. Só o movimento do meu corpo sincronizado com o do meu par. É algo profundamente terapêutico, despretencioso e livre.

Ok, ok vou parar antes que vocês fiquem a pensar que estou sob efeito de alguma substância estranha! ;) LOL

Bem, nesta aula aprendemos o conceito de Tango Electrónico e Tango Nuevo e aprendemos a fazer colgadas, que é uma coisa lindíssima e muito técnica (para variar).

Junto às colgada, boleios, ganchos e sacadas e tínhamos montada a nossa sessão de ginásio. É verdade. Foi lá um rapaz experimentar a aula e disse que estava mais "arrebentado" e exausto ao fim de uma hora e um quarto de Tango do que ao fim do mesmo tempo num ginásio. Ele lá deve saber do que fala. E ele disse que faz ginásio regularmente. Aquilo não é para meninos! ;)

Fora de brincadeiras, aquilo é custoso e sua-se mesmo a sério.

Só tivémos a aula com a professora TM, pois está em exibição o Festival de Tango na Voz do Operário com os melhores pares de Tango Argentino do Mundo e o Professor AN cancelou as aulas dele para assistir ao espectáculo.

Assim sendo, cheguei a casa cedinho, estafada, com dores e muito triste por não ter levado a coisa noite dentro, como já vem a ser hábito. Triste também, porque não disponho da carteira ideal para poder ter ido ao Festival.

Tristezas à parte, para a semana há mais! :)

Deixo-vos aqui uns vídeos com alguns exemplos do que aprendemos.



domingo, 23 de maio de 2010

5ª Aula de Tango

Esta semana passada pareceu-me demasiado comprida e assim sendo, na 6ªf estava literalmente de rastos. Ainda que obviamente esse cansaço não me tenha desmotivado para as minhas aulinhas de Tango, confesso que teve influência no decorrer das mesmas.

Saí de casa à hora do costume e quando lá cheguei, fiquei contentíssima por ver que estávamos todos emparelhados. Aprende-se muito melhor quando temos par do princípio ao fim. Facto é que também nos cansamos mais e com o calor que se fazia sentir... Foi coisa que nos fez suar em bica e beber litradas de água.

E lá tivémos mais uma aula complicada. A professora TM está tão feliz com o nosso desempenho que finalmente nos confessou que andava a esticar a corda na esperança de passar alguns de nós para o nível intermédio. 

Desta feita aprendemos a fazer boleios e tomadas. Mais uma vez, coisa que me deixou de rastos. Se das outras vezes as minhas piores dores se localizavam nas costas e quadris, desta vez estou que nem posso dos meus pés e joelhos.

A aula acabou connosco a desidratar, tal não era o que escorríamos em suor. Haviam duas ventoinhas gigantes, uma em cada ponta do salão, mas não eram suficientes. Estava abrasador e nós colávamos.

No fim da aula, a professora TM disse que tinha uma surpresa para nós. E qual era?!

O professor AN apareceu lá com os alunos dele do nível intermédio para fazermos uma Milonga. E o que é uma Milonga?

É um baile todo ele cheio de regras de cortesia que têm de ser cumpridas ao pormenor, cheia de sinais de cabeça e olhares trocados em que é proíbida a fala. (Regra esta que não observámos - LOL)

Depois de explicadas as regras, os professores puseram a música a tocar e disseram-nos que iam rodando os pares para que todos tivéssemos oportunidade de dançar com eles.

Ok, vou começar a babar enquanto vos conto isto: o professor AN veio directamente ter comigo e cumprimentou-me pelo nome. Espectáculo! Ele lembrava-se de mim e ia dançar a primeira música comigo! (Babadíssima)

Começamos a dançar e diz-me ele:
AN: Quantas aulas tens agora desde a semana passada?
Eu: Só faço uma vez por semana, por isso esta é a 5ª aula.
AN: Então vamos ao desafio...

Começou a fazer coisas que eu tive de improvisar e seguir. Foi muito engraçado e foi só rir. Quando acabou a música, disse que eu me tinha saído muito bem e que ainda iria voltar a dançar comigo, mas que tinha de rodar com os outros pares. E não eram só os professores que rodavam os pares, nós também. Sempre no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, íamos trocando uns com os outros.

A seguir dancei com um rapaz que estava um bocadinho em pânico com medo de me pisar. E eu para o acalmar disse-lhe que ainda só tinha sido pisada uma vez e que de certeza não seria ele a dar-me a segunda pisadela. Ele descontraiu e lá dançamos. Mas... Falei cedo demais. Quando voltámos a trocar, dancei com um que numa só música me espetou quatro pisadelas. Sim, leram bem: QUATRO!

Não imaginam o estado em que tenho os meus pés. No direito tenho dois cortes e uma nódoa negra e no esquerdo outra mais vincada. Os meus pés começaram a inchar e o cansaço era já tanto que eu já estava a perder a capacidade de executar os passos como deve de ser.

Entretanto volta o professor AN para dançar comigo. Quis-me fazer de forte e não me queixei. Voltou a puxar por mim e ainda fiz uns adornos e umas coisas bonitas. E sabem o que me disse ele?!

AN: MM vou apostar em ti! Cinco aulas com esta postura e este abraço estupendo... Por favor, não desistas! Tens futuro nisto! - E deu especial ênfase ao "por favor".

Admito que quase chorei. Quando acabou de dançar comigo, foi ter com a professora TM e percebi que estavam a falar de mim, porque a vi a acenar com a cabeça na minha direcção e quando ela me viu a olhar, piscou-me o olho.

A partir daí fui literalmente perseguida. Enquanto estava a dançar com os outros cavalheiros do salão, fui "raptada" uma série de vezes quer por ele, quer por ela com dicas para fazer assim e assado e para mostrar aos outros alguns passos. O Professor AN embirrou com os meus pés e torceu-os vezes sem conta. Mas torcer numa de me obrigar a ficar numa determinada posíção e ele ir com as mãos e colocá-los na posição que ele queria. Lembram-se da parte em que estava mais que à rasca dos meus pés, certo? Imaginem só como fiquei no fim disto.

Aliás, estou a escrever neste preciso momento com os pés enfiados num alguidar com água e sal. A sério MESMO!

Bem... Depois disto fiquei um bocadinho no baile, mas não aguentei muito. No sábado tinha que me levantar muito cedo e mesmo assim fiquei até à uma da manhã.

Cheguei à conclusão que preciso de perder amor a 100€ e ir comprar uns sapatos de Tango, porque não posso continuar a dar cabo dos meus pés desta maneira se preciso deles para aquilo que parece ser o meu promissor futuro.

E é tudo! Para a semana há mais!

Tenham uma excelente semana!