Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As 50 Sombras de Grey (Possível Spoiler Alert)

Bem, eu quero escrever as minhas primeiras impressões sobre este livro, mas dado que o livro só fala de sexo... Eu, desde já, peço desculpa pelo possível conteúdo susceptível (ou não) às mentes mais inocentes.

Logo para começar, não recomendo a leitura deste livro a mulheres virgens. 

Porquê?

Acho que o desfloramento da rapariguita em questão foi mesmo muito floreado. LOL.

Bem sei que não somos todas iguais ao que nessa questão de perder a virgindade diz respeito, mas dando-vos a conhecer um pouco da minha experiência pessoal, a coisa não se processa bem da maneira descrita no livro.

Aqui a MM perdeu (que raio de expressão esta?!) a virgindade era já uma mulher aos olhos da lei (tinha acabado de fazer os meus 18 maravilhosos aninhos). O espécime (sem depreciar de TODO o rapaz em questão) tinha 1,96m de altura e calçava o 46. Posso desde já dizer-vos que o pénis do "moçoilo" era coerente quer em comprimento, quer em diâmetro e ainda hoje, sinto orgulho no facto de não ter desatado a correr aos gritos quando vi tamanha "monstruosidade".

O rapaz era experiente e foi muito meigo e paciente comigo, mas só à terceira vez é que o desfloramento se deu. Até lá, eram dores e sangue e eu cheguei a pensar que se calhar não tinha vagina, contrariamente ao que me mostravam os exames médicos. 

Ainda assim, na altura, não percebia o porquê de tanto alarido, já que não estava a encontrar nada de particularmente interessante e prazeroso no acto em si. À quinta vez acordei para a vida e SOCORRO! Tem sido a pu** da loucura desde então. ;)

Por isso, toda aquela questão da menina do livro ter sido desflorada por um sadomasoquista que não sabe fazer amor e que só quer fodê-la como se não houvesse amanhã e ela, além de ter sido à primeira, ter gostado, ter tido prazer e ainda ter atingido um "milhão" de orgasmos... Humm... Parece-me muito fora da realidade (pelo menos da minha, mas já agora meninas, comentem-me isto que eu tenho curiosidade).

Só a título de curiosidade e até por que já aqui o disse algures, eu pessoalmente prefiro foder a fazer amor, mas acho que as meninas virgens, merecem ter alguém que nutra carinho e amor por elas para que esse importante passo das suas futuras vidas sexuais resulte em algo aprazível e não susceptível de possíveis traumas. Just my opinion.

E depois, permitindo-me ainda mais uma opinião pessoal e nada generalizada, eu prefiro homens com tamanhos de pénis um nadinha acima do dito normal da realidade portuguesa, segundo li num qualquer estudo algures no tempo e que se encontram na média dos 18/20cm erectos, já que são esses que literalmente me "preenchem as medidas". LOL.  

Só a título de informação gratuita, já tive os considerados pequenos (menos de 14cm), os considerados normais (entre os 14cm e 16cm) e os gigantes (acima de 20cm e tudo isto mais uma vez de acordo com o tal estudo. Não são médias minhas) e apesar de ser vulgar o comentário "o tamanho não interessa", não é bem assim. Cada uma lá saberá de si e bem se diz que "mais vale pequeno e brincalhão do que grande e mandrião"... No entanto e na minha sentida opinião, maior que 18/20cm faz com que existam posições praticamente impraticáveis (acreditem! Vão por mim).

Depois, este livro não é de TODO aconselhado a pessoas que estejam a passar períodos de carência sexual (such as myself).

No meu caso, não pelas razões óbvias (o de ter de me masturbar como se não houvesse amanhã), mas por que algumas falas do Mr. Grey são citações à letra de uma pessoa com quem tive um pseudo-relacionamento há uns anos e que sinto dentro de mim que ainda não está acabado (e quem me conhece sabe o quanto eu ODEIO assuntos por acabar).

O que é que isso quer dizer na prática em relação ao livro?!

Que ao invés de andar a ter sessões espectaculares de masturbação, ando a ter ataques de choro compulsivos associados a memórias bastante vívidas de acontecimentos entre mim e essa pessoa e que me causam literalmente dor física. Nada agradável, portanto.

Feita esta primeira apreciação, escrevo-vos mais quando assim o achar pertinente.

P.S. Expliquem-me também como é que uma mulher chega aos 21 anos de idade sem NUNCA se ter masturbado e interessado por sexo e depois passa a ser uma "maluca" que faz broches de nota "A" à primeira. Tudo bem que existem pessoas com aptidões naturais para a coisa (a coisa toda e não só os broches), mas amigos... A prática é que leva à perfeição... E se o Mr. Grey é assim tão experiente e partindo do princípio e de acordo com o livro, de que não nutre sentimentos amorosos pela rapariga (já que isso altera a imparcialidade das opiniões) como é que ele dá uma nota "A" logo no primeiro que a menina virgem lhe faz?!... Que raça de mulheres teve ele antes?!

Enfim... Questões que se me colocam... ;)

Boa 4ªf!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Férias/Compras

Já aqui mencionei que estou de férias?! :)

É verdade! Tirei estes dias antes do 25 de Abril e só volto ao trabalho a 2 de Maio. Estava MESMO a precisar de sair daquela empresa antes que cometesse homicídio qualificado em 1º grau.

Bem, hoje pensei em ir comprar umas pecitas de roupa. Principalmente, umas calças de ganga. Andava à espera de perder algum peso para fazê-lo, mas uma vez que isso parece ser tarefa impossível (embora já tenha perdido 6Kg), lá fui eu.

Comecei pela loja que, na minha opinião, tem mais que ver com o meu estilo: MANGO.

Adorei a montra e lá entrei eu para ver se encontrava alguma coisa que me agradasse, pensando que não devia ter carteira para comprar nem duas pecitas de roupa.

Qual não foi a minha surpresa quando começo a gostar de praticamente TUDO e olhando para os preços, vejo que está tudo bastante em conta, sendo que algumas peças de roupa estavam mesmo baratas. Mas atenção: baratas dada a conjuntura e não baratas para a minha carteira.

Escolhi uma aqui, outra ali e lá fui eu para o provador. Sempre ODIEI experimentar roupa. Desde que engordei então, saio dos provadores com uma depressão de cortar os pulsos. 

Hoje pensei: "caga nisso e experimenta à tua vontade, preferencialmente olhando para o espelho quando já estiveres vestida e pronta a apreciar a coisa". E foi o que fiz. Portei-me bem.

Comprei três pecitas de roupa (umas calças de ganga, umas calças de tecido tipo sarja de verão e uma camisa bem gira às risquinhas) e só gastei 65€.

Agora o GRANDE reparo. Se quando entrei na loja, entrei a pensar que não tinha carteira para nada, quando saí da loja saí com a certeza de que se quisesse comprar mais coisas, não seria a carteira a impedir-me, mas sim o meu corpo.

É mesmo um GRANDE desgosto quando damos valor ao nosso aspecto e bem estar físico e o mesmo não corresponde minimamente às nossas expectativas.

Haviam peças de roupa que nem existiam nos números e tamanhos que agora uso. Acho que nem me tinha dado verdadeiramente conta desta realidade até hoje. Se há um ano atrás vestia o 36/38 (sendo o habitual o 38), este ano visto o 42/44 e sim 46. Se em relação às camisas e camisolas vestia o "M", agora visto o "L. É incrível!!!

E sim, também sei que essa questão dos tamanhos depende do modelo das peças em questão, mas menos não acham?!

Enfim, não sei mais que fazer para perder os 10Kg a mais que ainda tenho.

Cortar na comida e comer saudavelmente não está a resultar. Fazer exercício físico, também não. Deixei de tomar a pílula, não fosse estar com um descontrolo hormonal e NADA.

Enfim... Não sei que fazer. Sei que esta questão afecta e MUITO a minha auto-estima.

Tenho de fazer mais sexo. LOL! Havia sessões da coisa em que no dia a seguir tinha menos 2/3Kg. Mas a questão passa por fazer sexo. PONTO. Mais sexo já seria um sonho.

Ando com vontade de ser uma maluca e "comer" todos (quase) os homens que me aparecem à frente. Que a vida é curta, que não "devo a cabeça a ninguém" e que só vivo esta vida uma vez... Basicamente e como devem ter percebido, ando com uma instabilidade emocional do camandro...

E já nem mais sei o que para aqui dizer, quando já nem coerente comigo mesma consigo ser...

Por isso, bom feriado para todos!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desabafos Sexuais

Bem sei que nada têm que ver com a minha vida sexual (ou ausência dela, mais concretamente), mas preciso de partilhar algo.

Não tenho sexo já há uns meses... Nã! Não vou ser cínica. Sei precisamente há quanto tempo não tenho sexo. Desde o dia 19 de Agosto de 2011 que não sei o que é praticar o "amor".

E mesmo sabendo que este período de ausência possa ser perfeitamente suportável para a maioria das pessoas e mulheres mais concretamente, já que dizem (quem não sei) que as mulheres são menos dadas a essas coisas carnais (not), eu amigos não estou a aguentar.

Têm a noção do que é sentirem-se constantemente excitados a qualquer hora do dia ou noite sem qualquer motivo aparente?!

É nestas alturas em que dou graças por não ser homem. Amigos homens que me lêem... É uma coisinha complicada, não é?! Eu nem consigo imaginar o que seria se de cada vez que me sentisse excitada começasse a crescer-me algo abaixo do ventre. Sim, bem sei que têm anos de prática, mas ainda assim CARAMBA! Admiro o vosso auto-domínio.

Eu que raramente (com muita pena minha) tenho sonhos eróticos, ultimamente têm sido uns atrás dos outros. Nunca acontece nada mais, são só mesmo sonhos eróticos. Mas acordo ainda mais frustrada à pala disto. 

Ah como eu sinto falta de HOMEM! Falta de sentir o cheiro, a pele, as mãos, aquela Intumescência contra o meu ventre ainda antes do que quer que seja e na parte dos preliminares... Ai! Tenho de parar com isto que eu estou no local de trabalho e não dá muito jeito ir ali e já voltar. Para quem não percebeu a indirecta e para os que gostam que eu seja frontal, estava mesmo a referir-me à masturbação.

Enfim... Estou com um problema sério. Sempre fui (sou) muito sexual e sempre me considerei muito homem nesse aspecto. Preciso de sexo. Quero SEXO!

Espero que esta "seca" não demore muito tempo a passar. Há quem me diga que só estou a passar por ela por que quero. Que não faltavam meninos que me ajudassem nesse campo e ainda que eu consiga separar muito bem o sexo dos sentimentos e todo o blá blá inerente, tem de no mínimo existir uma forte atracção sexual. 

E essa é uma que eu tenho focada numa só pessoa. Precisamente a pessoa que me está a deixar louca. Precisamente a única pessoa que eu neste momento PRECISO! :(

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Broche

E não! Não vou falar de alfinetes de peito. Lamento desiludir-vos. ;)

O termo politicamente correcto é fellatio ou em português, felácio.

Amigas minhas, e amigas que eu considerava mulheres sem preconceitos, têm-me dito (não me perguntem porquê, já que NUNCA perguntei) que é coisa que não praticam.

Uma vez que são amigas que têm companheiros (leia-se, namorado, marido, vivem juntos, etc.), não compreendi. - Sim, porque andar aí a fazer broches a uns e outros... Tenham lá paciência...

Na minha santa inocência (que arrependida que eu estou), perguntei porquê. E eis que me disseram: "porque cheira mal".

E continuo eu na minha insanidade mental... Mas cheira mal, como? Não digas que o homem não se lava? É simples, tomem banho juntos antes já para criar clima ou coisa assim.

- "Não, amiga! Não estás a perceber. Cheira sempre mal!".

Confesso, não estava a compreender. Se calhar ele tem alguma condição que requeira tratamentos médicos... Vai com ele ao médico - continuo eu.

- "Ele não tem problema nenhum!".

Então, mas isso só te acontece com este ou aconteceu-te com outros homens anteriormente? - maldita a hora em que não me calei.

- "Fazer broches, mete-me nojo. Para mim, cheiram todos mal, mesmo que acabem de sair do banho. Ponto.".

Eu, praticamente a coçar o queixo, prestes a fazer um qualquer comentário freudiano sobre o assunto e não conseguindo: foda-se! Mas estás a falar a sério?!

Surpresa das surpresas. Ela não é a única. Uma série delas, aproveitaram para dizerem que também não o praticam pelas mesmas razões.

Digo-lhes eu: mas se vocês estão com a pessoa que amam, com quem partilham a vossa vida, com quem existe química e cumplicidade... Não se deviam sentir assim. Antes pelo contrário. (A minha opinião, claro).

Pois, parece que é só mesmo a minha perspectiva sobre a coisa (o coiso, no caso).

Eu, que prefiro fazer um bom broche a receber um mau minete e ainda que o minete seja extraordinário, retiro prazer em dar prazer ao meu companheiro... Achei aquilo tudo muito estranho, mas digam-me? Será a grande maioria das mulheres assim como elas e eu é que estou errada? Será que andam todas a fazê-lo (as que fingem bem) só para agradar ao respectivo e não porque realmente o queiram, desejem... Pior, que lhes meta nojo e se obriguem a elas próprias só para agradar?

E estas que assumem que não fazem e ponto... Estarão à espera do quê por parte dos companheiros?!

Perdoem-me a tacanhez do meu pensamento... Mas não consigo chegar lá. E uma vez que o assunto é de teor sexual, não me estava a referir ao orgasmo com o "chegar lá". 

Felizmente essa é uma cena que assiste. :)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Predadora

Os meus amigos, família (que entra na definição de "amigos") e colegas de trabalho com quem falo abertamente, dizem-me que eu sou uma predadora sexual.

E o que dizer sobre isto?

Quem os ouça dizer tal coisa, até há-de pensar que eu ataco qualquer coisinha que mexa. O que é mentira. Uma GRANDE mentira.

Não tenho problemas em dizer que não tive assim tantos homens na minha vida (sexual, entenda-se) quanto as pessoas à minha volta possam pensar. Mas a maneira como falam, às vezes dá em crer (até a mim mesma) que eu sou mesmo uma predadora sexual.

O que acontece é que eu sou uma mulher que admite em alto e bom som para quem o quiser ouvir ou esteja interessado em saber, que eu ADORO sexo.

É a mais pura verdade!

Para mim é uma das partes mais importantes da nossa vida, a par do respirar, comer, dormir... Em suma: uma das nossas necessidades básicas e uma das mais primárias.

É verdade que consigo, como se homem fosse, dividir muito bem o sexo do amor. Mas isso não quer dizer que só por que me sinta atraída sexualmente por alguém, vá logo dar em cima. Tenho demasiada auto-estima, amor-próprio e respeito pela minha pessoa para o fazer.

Agora, se estou sexualmente interessada em alguém e se ainda por cima, sinto que esse interesse é recíproco, deixo bem explícito que assim o é.

Isso faz de mim uma predadora ou uma tarada sexual?!

Penso que não! Faz de mim uma mulher que sabe o que gosta e quer e que não tem receio de ir ao encontro das suas necessidades.

Tenho amigas minhas que dizem que eu sou "um bicho estranho". Que não é suposto as mulheres conseguirem dividir assim tão bem o sexo do amor, o sexo dos sentimentos e das emoções e que eu sou uma aberração.

Mas expliquem-me lá por que não posso eu gostar de sexo separadamente do acto de "fazer amor" e até poder fazê-lo com o "objecto" da minha afeição?! Uma coisa invalida a outra?!

Don't think so!

A verdade é que mesmo numa relação séria, entenda-se compromisso do tipo "eu sou tua namorada e tu és meu namorado", dou preferência ao sexo ao chamado "fazer amor". Não é que não goste. Nada disso! Mas na minha singela opinião o sexo é carnal, é um instinto, é um querer saciar os nossos desejos e vontades sem pensar e racionalizar. O "fazer amor" é uma coisa pensada. É algo que eu faço de maneira diferente, porque estou a exprimir sentimentos, emoções e lamechices afins.

Eu faço bem essa gestão, mas pelos vistos, dizem que isso não é normal. Deixem lá, também nunca aspirei à "normalidade".

Agora não me venham é dizer que sou a única! Tenho a certeza que existem (e conheço) mulheres que pensam como eu. Não devem é andar a fazer publicidade disso. E atenção, não é que eu ande, mas pelos vistos é uma coisa que se nota em mim, na minha maneira de estar e ser, segundo consta.

Um amigo meu, chegou-me a dizer que eu dava demasiada importância ao sexo. Mas acho isso engraçado. Se eu fosse homem, ninguém dizia isso. É um bocado sexista pensar assim, não acham?

Gosto de sexo! Gosto de fazê-lo, gosto de falar sobre e pensar em... Qual é o problema, digam-me lá?!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Para Maiores de 18

Aviso: Este post contém matéria e linguagem imprópria. Não recomendável a menores de 18 anos. 

Pornografia. É sobre isso que vou escrever. Antes de mais, relembro que vou limitar-me a dar a minha opinião sobre o assunto.
Não pretendo ser ofensiva, descriminatória ou ferir os sentimentos/susceptibilidades dos caros leitores. 

Devo ser uma das poucas (ou talvez não) mulheres a admitir que assisto de forma mais ou menos regular a conteúdos pornográficos.

Dizem que as mulheres são pouco susceptíveis a este tipo de coisas, pois excitam-se mais facilmente com o erótico do que com o chamado sexo explícíto. Eu acho ambos excitantes, dependendo só para qual dos dois estou virada. Assim sendo costumo ver vídeos/filmes que exibem várias abordagens ao tema.

O que me está a levar a escrever este post é o facto de eu achar que a mulher aparece sempre representada nesses filmes como o ser cuja função é única e exclusivamente a de satisfazer o parceiro.

E o que é que isso tem de mal perguntam vocês?!
Nada! Respondo eu. Errado é essa função estar só incluída no guião das mulheres. Errado é os filmes serem pensados por homens e feitos para homens e em pleno século XXI a mulher ser ainda considerada um objecto com a exclusiva finalidade de satisfazer as necessidades, caprichos e preversões masculinas. Errado é o Homem ter parado no tempo e continuar a mostrar o sexo como se continuássemos a viver na época dos homens das cavernas em que eles puxavam as mulheres pelos cabelos e lhes davam com a moca.

Atenção que não estou a dizer que estes comportamentos são errados, simplesmente acho que deviam ser abordados como sendo a mulher a desejá-los, assumindo o controlo ainda que possa estar a ter uma atitude submissa.

Em análise
- Fellacio (vulgo, broche, mamada)

Generalizando, 90% desta indústria cinematográfica começa assim. Agora a parte que me desagrada. Embora vejamos a menina a ir lá à braguilha do menino e sacar do instrumento, este gesto NUNCA é de sua iniciativa. E agora estão baralhados, certo? "Então, mas não acabaste de dizer que é ela que lá vai?!". Sim, é! Mas estiveram também atentos ao gestos que a lá levaram?! Aquela mão na nuca da menina a empurrá-la lá para baixo?!

Ah, pois é! Dão-lhe um beijito de mer** e toca lá mas é de mamar no cara***. Isto frustra-me. Logo eu que considero o beijo tão poderoso preliminar.

Mas a menina é bem mandada e lá vai ela. E depois há esta mania de acharem que a boca da mulher é uma vagina e toca de enterrá-lo até ao estômago que ela gosta. Mas o que é isto?! A sério! Parem de esgalhar o pessegueiro (leia-se, bater punheta) e olhem bem para aquilo.

Aquele olhar esgazeado com os olhos quase a saltar-lhe das órbitas não é prazer, é sufoco. E aquelas lagrimitas que lhe escorrem rosto abaixo não são lágrimas de emoção, são elas a tentar controlar o reflexo de vómito. Não se deixem enganar por aquelas escassas frases que estão no guião e que elas têm de dizer: "Oh yeah, big fucking cock...", "let me suck it all...". Elas são pagas para dizer aquilo, entendem?!

Experimentem enfiar qualquer coisa pelas vossas bocas adentro e mantê-la lá, nem vos dando oportunidade para respirar e vão ver se gostam.

O broche é um preliminar ou um desfecho do acto sexual em si. Não é coito, cópula. Porque é que insistem em 15, 20 longos minutos daquilo... Não entendo!?

E depois disto, bora lá mas é fod** à grande como se não houvesse amanhã. É que a menina gostou tanto desta parte que já tem a obrigação de estar mais que lubrificada para levar com ele. Não há atenção nenhuma às necessidades da mulher.

Ok, ok! Aquilo é pornografia e é suposto as coisas serem levadas ao mais básico que há no sexo, mas há muita gente (inexperiente) que pode ver aquilo e achar que é assim que se trata as mulheres. E apesar de haver mulheres que gostam de ser assim tratadas, mais uma vez digo que não há mal nenhum, deviam apresentar isso como sendo a vontade da mulher e não como a mulher sendo um mero objecto e um meio para alcançar um fim.

O sexo é vivido a dois (no mínimo) e hoje em dia tem obrigatoriamente que ser um acto recíproco. Não digo que o homem a seguir a levar um broche deva logo de seguida fazer um minete (falando bonito, cunilingus) à mulher (mas se for, tanto melhor).

Aquilo não é uma competição para copiar os gestos do outro a ver se fazemos melhor. O que tem de ser recíproco é o nível do prazer. Temos de retribuir na medida em que estamos a sentir.
Um bom parceiro sexual é aquele que se preocupa em dar prazer ao outro. Este prazer é um poderoso afrodisíaco. É meio caminho andado, para termos prazer nós também.

Não incluo nesta troca de paga na mesma moeda os miminhos. Ou seja, se a vossa menina está numa de vos fazer um miminho destes sem estar à espera de nada a seguir... Não quer dizer que ela não espere de todo a retribuição. Por isso de futuro, tomem vocês também a iniciativa só porque sim.

E importante: tem de se dar atenção a outras partes do corpo no sexo. As zonas erógenas não estão todas localizadas nos orgãos genitais. Deixem de ser tão auto-limitadores e explorem-se!

Enfim... Só vê filmes pornográficos quem quer, mas acho que seria simpático haver uma mudança na sua produção/realização.

Há uns tempos ouvi dizer que agora havia uma mulher realizadora desse tipo de filmes. Tenho de pesquisar e tentar ver alguma coisa a ver se as coisas numa perspectiva feminina, saem melhor.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Há Muita Fominha...

É isso mesmo! Há muita fominha por aí e não me refiro à fome em forma de escassez de víveres. Refiro-me mesmo à falta de sexo!

Há muita gentinha com falta de sexo. E isso traduz-se em situações rídiculas do nosso quotidiano. Querem exemplos?

1º Exemplo
Estava a retocar o meu batom quando vejo que está um colega meu especado a olhar para mim, com um sorrizinho imbecil na cara.
Eu: Sim..?!
Ele: Nada, nada! Estava só a observar.
Eu: Ok, há fetiches para tudo...
E continuei a fazer o que estava a fazer e ele continuou ali plantado com ar de quem se está praticamente a vir.

Desculpem a linguagem, mas foi mesmo assim. Não fui só eu que assisti a isto e o outro colega meu achou o mesmo.

2º Exemplo
Passa um colega por mim e estende-me a mão e eu pensando que ele me estava a cumprimentar, estendo a minha e eis que ele agarra a minha mão com as duas mãos dele.
Ele: Desculpa, mas estava mesmo a precisar de te tocar!
Recolho a minha mão e viro-lhe costas com um esgar de "Por Favor, menos!".

3º Exemplo
Detesto a seguinte pergunta que os meus estimados colegas teimam em fazer-me on daily bases.
Ele(s): Olá, estás boa?
Eu: Estou bem obrigada!
Ele(s): Perguntei se estavas boa e não bem, mas ok tens razão, boa és tu todos os dias.
Eu sei bem o que eles perguntaram... Recuso-me é a responder porque já sei qual o sentido que a coisa vai levar, mas ainda assim não me livro de levar com este fabuloso cliché.

4º Exemplo
Toda a condução agressiva que diariamente assistimos nas estradas deste país são nada mais nada menos que, fruto de uma grande falta de sexo. Não têm outra forma de extravazar a coisa e no meio de toda a sua impotência saiem-se com manobras perigosas numa de mostrarem o quão machos são.

5º Exemplo
Atitudes de humilhação para com os seus pares e principalmente o exarcerbar de autoridade perante os seus subornidados... Advinhem?! Falta de sexo!

Enfim... Concluo que a grande maioria dos comportamentos mesquinhos e prepotentes que aí andam são o resultado directo de uma GRANDE necessidade sexual.

Deixem-se de subterfúgios e vão ter sexo. Acredito que o vosso humor e feitio iriam ficar bem melhores.

O problema está que esse sexo que lhes falta não é com a pessoa com quem eles partilham as suas vidas... Ah, pois é! Quer-me parecer ser esse o verdadeiro ponto da questão.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A MM E Os Homens

Cada vez mais chego à conclusão que os homens têm um problema grave comigo. E digo que são eles quem tem o problema e não eu, porque são eles que tendem a generalizar o comportamento deles a um determinado padrão de mulheres, no qual me incluem.

Pois... Quem me conhece sabe bem que sou um bicho raro e em pouco semelhante à maioria das pessoas e logo, à maioria das mulheres.

Tenho um amigo meu que é médico que já me disse estar médica e cientificamente comprovado que eu sou "anormal". Confesso que na minha juventude e nos problemáticos anos da adolescência, esta "anormalidade" causou-me alguns problemas. Mas à medida que os anos foram passando, aprendi a lidar comigo, a conhecer-me e hoje em dia sou uma pessoa bem resolvida mentalmente com as minhas diferenças para com o resto do mundo.

Sou tão bem resolvida que o meu sentido prático para com as outras pessoas e para com a vida no geral, é frequentemente mal interpretado.

E com os homens esta má interpretação é mais notória. Penso que os homens ao longo da sua experiência e vivência acumularam informação que os levou a padronizar comportamentos de resposta imediata à grande maioria das mulheres e de repente quando encaram com uma que não corresponde ao nível expectável dos seus previamente recolhidos dados estatísticos... Ups! Ficam baralhados, confusos e vê-se qual legendagem em nota de rodapé a dificuldade estampada nos seus rostos à procura da saída de emergência mais próxima.

Como todas as mulheres bem sabem, o cérebro dos homens é algo mais lento nestas coisas de resposta na ponta da língua e geram-se uns momentos engraçados, durante os quais fico literalmente a "gozar o prato".

Como disse há uns posts atrás, sou uma pessoa muito física e gosto muitíssimo do contacto físico com as pessoas que me rodeiam. Não tenho problemas em abraçar, beijar ou acarinhar as pessoas que fazem parte do meu círculo de amizades. Compreendo que no início as pessoas se possam sentir intimidadas com este meu à vontade, mas depressa percebem que é assim que eu sou.

Depois tenho ainda uma forma natural de ser completamente descontraída. Não há situações que me embaracem ou pessoas novas que me intimidem. Eu chego e sou sempre eu mesma e as pessoas, homens mais concretamente, não estão habituados a isso.

O que resulta desta falta de habituação deles a mulheres como eu é que eles tendem a achar que estou interessada neles sexualmente falando, quando eu não estou nem aí.

Quando eles são interessantes, sim claro que entro num flirt saudável, mas não lhes dou corda suficiente ao ponto de acharem que se podem esticar se eu não quiser realmente algo mais. E dúvidas houvessem, quando eu vejo que eles estão a entrar em campos minados, faço sempre questão de lhes dizer directamente isso mesmo.

Agora querem saber a parte engraçada?!

Estranhamente, eles tendem a achar que eu me estou a fazer de difícil e que a minha frontalidade num assunto tão delicado quanto o é, a sexualidade humana e os seus jogos de sedução inerentes, é a minha forma de dizer "quero-te e desejo-te muitíssimo". ERRADO!

Se eu os quisesse e desejasse ao nível da loucura que eles imaginam, seriam os primeiros a sentir na pele isso mesmo. Não sou menina que deixe dúvidas dos meus intentos.

No entanto, como expresso claramente que não estou interessada neles nesse sentido e isso não é um comportamento comum numa mulher, eu transformo-me automaticamente num desafio. E quantas mais vezes lhes disser não, mais eles ficam fisgados na minha pessoa.

Chego a desesperar com isto. Quando as coisas entram nesta fase, sento-me com eles e explico-lhes que o meu não significa não. Que não é um "não" com mensagens de "oh por favor, continua que eu estou a gostar tanto" nas entrelinhas. E que se eu estivesse realmente interessada não iria perder o meu precioso tempo a dizer-lhes que não quando queríamos os dois o mesmo. Faz sentido, certo?

Pois... Faria sentido, mas ao que parece NUNCA faz!

Alturas há em que sou mesmo mal educada e perco as estribeiras, deixando o respeito pelos sentimentos do moçoilo de parte, sendo fria e agressiva... Mas advinhem?!
Sentem-se profundamente atraídos pelo meu mau feitio!

AHHHHHHHHHHHHHHH!! - E isto já serei eu a gritar internamente a plenos pulmões.

A sério que não consigo compreender! Como é que é possível?!
Será que pensam que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"? Nem sempre fura, amigos!

Tenho meninos que andam atrás de mim há anos. Inclusive já escrevi um post sobre um deles (Clicar para ver). Alguns deles são pessoas que estimo muitíssimo e com quem tenho sinceras amizades e custa-me vê-los de tempos a tempos (sim, porque eles entretanto começam a espaçar as suas fúteis tentativas de me conquistarem) a bater na mesma tecla.

Fico triste. Acho que eles não tinham necessidade de viver na esperança de algo que é muito pouco provável acontecer (não digo nunca, porque não vou escarrar para o ar. Nunca se sabe se nos pode vir a cair em cima) e que poderiam aproveitar melhor o tempo que eles dedicam a fantasiar comigo em coisas reais que os poderiam fazer mais felizes.

Tento ao máximo desmistificar-me e fazê-los ver os meus defeitos a ver se eles caem na real e desistem... Mas às tantas já percebi que tentativas fúteis e falhadas são as minhas com o objectivo de os demover.
Os homens gostam de ser mal tratados e gostam de viver na utopia do que poderia ser ao invés de viver com o que têm.

É certo e sabido que nas nossas mais loucas fantasias somos como gostaríamos de ser e que as coisas correm como deveriam correr... Mas há alturas na vida em que os castelos que construímos no ar têm necessariamente de ser destruídos para que possamos assentar os pés no chão e viver para e na realidade...

...Pode não ser tão bela e idílica, mas é palpável, é tangível e acima de tudo, concretizável.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Homem Perfeito

Fui desafiada a escrever sobre o que eu considero ser o "Homem Perfeito", no seguimento de um comentário meu no post "Mulheres (Parte 2)", citando: "(...) ele pode compreender-vos lindamente, ser a pessoa mais presente possível, estar sempre disponível para vos escutar e ser um excelente companheiro no geral (acabei de descrever um homem que não existe, mas se o encontraram... Agarrem-no bem) (...)".

Antes de mais: não existem pessoas perfeitas. Homens ou mulheres.

Nós mulheres somos conhecidas pela nossa incansável demanda pelo homem perfeito e se assim o é, devíamos culpar a sociedade que logo desde cedo conta histórias de encantar às criancinhas sobre a princesa despertada do seu sono encantado pelo belo príncipe. Isto é pura crueldade. Acho que os contos infantis deviam ser seriamente revistos.

E com essas histórias a germinarem no nosso subconsciente, crescemos iludidas e sempre no papel de donzelas indefesas à espera do príncipe montado no cavalo branco para nos resgatar das mais variadas crueldades do mundo.

Dito isto, vou falar do meu "homem ideal/perfeito", porque não vou incorrer na arrogância de generalizar as minhas pancadas ao resto das mulheres.

Assim sendo, tenho a dizer que eu não tenho nenhum protótipo de homem ideal ou perfeito. Antes pelo contrário, costumo ser de alguma forma "gozada" pelas minhas amigas, porque dizem que da maneira que sou, acabarei com um homem gordo e careca. E eu só respondo: pois venha ele! Se eu gostar dele verdadeiramente e ele me tratar bem e com respeito, porque não?!

Nunca fui muito de ligar ao aspecto físico como principal atributo a ter em atenção. Naturalmente é a primeira coisa que temos à vista e a primeira que nos guia naquela primeira impressão fulcral e que nos permite saber se damos continuidade ao conhecimento ou não... Mas não tenho a tendência de negar à partida alguém só pelo aspecto. A menos que seja uma criatura deveras hedionda e aí, eu também não sou nenhuma mártir e nem pretendo ser canonizada aquando da minha morte. LOL!

Ainda dentro desta primeira impressão, dou mais valor à presença, carisma, à energia que aquele homem transmite, à maneira de falar, à voz (tenho um pequeno fetiche com timbres vocais), ao sorriso, à boca e dentes incluidos, à forma como gesticula e neste seguimento às suas mãos e aparência das mesmas, ao cheiro (aqui tenho mesmo um GRANDE fetiche) e depois aos pés. É verdade! No caso de estarem calçados de sapato fechado, ao aspecto dos mesmos e de verão e caso usem algo susceptível de deixar dedos à mostra, às unhas.

E já estão vocês, caros leitores homens, a pensar que sou muito exigente... E ainda não vou eu a um terço da coisa! ;)

Se este homem passar em todos os pontos acima indicados, damos seguimento ao processo. E em que consiste?

Vamos lá então conversar. Aprecio pessoas, e não só homens, inteligentes que saibam encetar numa conversa com uma linha de raciocínio coerente, que saibam explicar-se franca e directamente (detesto artifícios) e que empreguem bom português. Admito que sou um bocadinho obcecada com este aspecto. Falar com erros é para mim um crime. Escrever então... UI! Não dá! Se o rapazito é excelente, mas se sai com um qualquer erro ortográfico daqueles imperdoáveis, morreu. Logo, não correndo o risco, melhor é não me escrever de todo. O que hoje em dia se revela difícil com as redes sociais, e-mail'ssms's à mistura... Mas pronto! Escrevam-me o mínimo indispensável.

Ainda dentro da conversação, aprecio (mais uma vez, nas pessoas no geral e não só nos homens) um sentido de humor apurado, inteligência emocional aguçada e marotice qb com apontamentos requintados do seu lado "dark".

Basicamente um homem tem de saber estimular-me o cérebro. Massajá-lo com jeitinho e acarinhá-lo. Depois disto, é meio caminho andado para o resto. Se até este momento, não existia atracção física/sexual, ela passa a existir... Mas dificilmente chegamos ao ponto em que eu dou uma hipótese ao menino sem existir estímulo sexual. Sou uma pessoa muito física e muito mal interpretada à pala disso mesmo. Não percebo porquê (honestamente), porque por muito mal interpretada que fosse é muito (muito) fácil saber se as minhas intenções vão nesse sentido ou não. Pessoa mais directa que eu, deve ser complicado encontrar e eu faço questão de expôr e muito explicitamente as minhas vontades quando elas para aí estão viradas, se é que me entendem...

Resumindo: o sex apeal e aquele "je ne sais quoi" é para mim o factor X. Depois tem de ser uma pessoa que se respeita e consequentemente, saiba respeitar. E dentro deste respeito, vêm associadas uma série de qualidades: ausência de desconfiança - evitando ciúmes exacerbados; ausência de gritos - mas sim o diálogo; ausência de maus tratos (físicos ou psicológicos) - mas sim a compreensão e a amizade; ausência de comportamentos prepotentes que apelem à submissão da outra parte - mas sim a harmonia e a decisão conjunta; e outras tantas coisas importantes numa relação.

O conjunto de tudo isto e, para mim uma coisa muito importante (além das demais), uma boa química e entendimento sexual são os ingredientes perfeitos para um homem me ter nas palminhas. Devo acrescentar que serem perfeitos em tudo o resto e não o serem no sexo... Não dá! Mais facilmente admito o contrário, pelo menos, enquanto fôr bom e eu tiver paciência para "calar" tudo o "resto".

Se calhar pensam que sou demasiado exigente, mas eu tenho-vos a dizer que me conheço bem. Não tenho capacidades para lidar com certo tipo de atitudes e para aturar gente complicada e de mau feitio, aturo-me a mim! ;)

Se entretanto, algum de vós achar que se enquadra na minha extensiva descrição de homem ideal/perfeito, escrevam-me e quem sabe se não podemos estabelecer uma bonita amizade!

LOL!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Homosexualidade

Antes de mais e sobre este tema, tenho-vos a dizer que não sou nem a favor, nem contra.

Como pessoa mente-aberta e inteligente que sou, reservo-me simplesmente ao direito de aceitar essa condição sem incorrer em discriminação ou juízos de valor. Acho que são gostos pessoais e os gostos não se discutem, vivem-se!

Se me perguntarem se gosto de ver casais homosexuais, seja no feminino ou masculino, em plena praça pública agarrados aos melos e amassos, a resposta é não. Mas esta resposta continuará a ser não, se me perguntarem o mesmo em relação aos casais heterosexuais. Cada um é livre de viver o amor e o sexo da forma que entender (desde que entre adultos e de forma consensual), mas acho que não é necessário montar espectáculo sobre o assunto.

(Não, não sou propriamente uma menina certinha - nem aspiro ser - e já tive comportamentos altamente promíscuos e considerados atentado ao pudor, em via pública. Não, não me orgulho disso, mas no momento estava mais interessada noutras coisas que não na opinião de quem possa ter assistido.)

Não acredito que a homosexualidade possa ser resultado de um escolha, mas antes de um instinto, de algo inato à pessoa que os leve a orientar a sua sexualidade para pessoas do mesmo sexo. Não sei que "instinto" poderá ser esse, pois não sou cientista para me debruçar sobre essa questão, mas também acho que é errado associar esse impulso a uma deficiência genética, como se de uma deficiência se tratasse. Penso que nesse sentido, tínhamos de encarar como deficiência as pessoas esquerdinas, por exemplo. Não estou também a dizer que se deva achar uma coisa natural/normal, mas daí a ostracizar essas pessoas vai uma distância.

Essas pessoas, independentemente da sua orientação sexual, são como nós. É disparatado que se cultivem teorias, como eles não poderem ser bons profissionais, bons companheiros, amigos, conselheiros ou até mesmo pais.

Vivemos, apesar de todo o modernismo que ostentamos, num mundo preconceituoso e tudo o que fuja ao dito "normal" é encarado como uma ameaça, pois ainda não desenvolvemos uma estratégia de "defesa" que nos prepare na lidação destes assuntos. Mas porque é que temos de nos defender?!
Talvez tenhamos que nos adaptar e uma grande parte desta adapação esteja na nossa maneira de pensar e viver, mas defender?! Estamos a ser atacados? A homesexualidade não é contagiosa.

Neste momento, e enquanto me leêm, sei que estou a ser alvo de todo o tipo de pensamentos e opiniões. Uns concordarão comigo, outros não. Mas bem-vindos à democracia e pensamento universal. E se pensam que acabei a minha dissertação sobre este tema, desenganem-se!

Tem-se, de há uns anos para cá, observado uma tendência que parece "arrastar" pessoas hetero para as equipas homo (peço desculpa pelas abreviaturas, mas é uma canseira estar sempre a escrever os termos correctos por extenso). E o que dizer sobre isto afinal?

Bem, eu acho (e atenção que é só a minha opinião e vale como tal) que essas pessoas que passaram para o "outro lado" eram pessoas que já tinham esse "instinto" e que resolveram assumir isso mesmo, passo a expressão: resolveram "sair do armário".

Agora há as que lá ficaram e isso atesta o que acabei de dizer e outras há que passaram a considerar-se bisexuais. O que dizer destas?!
Penso que neste caso não estamos a falar de tendências homosexuais. Na minha opinião as pessoas que se inserem neste grupo não têm sequer termo de comparação com aquilo que, como disse em cima, julgo ser o tal sentimento inato.

Este comprtamento é o resultado de uma escolha. Aquela pessoa optou por manter relações sexuais com pessoas de ambos os sexos. O que é que isto faz dela, no sentido de a querermos conotar?! Não sei dizer. Talvez tivéssemos de entrar aqui no campo do fetichismo... E por aí, amigos, não vou que está escuro! ;) 
Cada um tem direito às suas taras e manias.

O importante é vivermos bem connosco e sermos felizes, respeitando sempre (pelo menos, sempre que possível) as pessoas que partilham esta varandinha que é o mundinho onde vivemos.

terça-feira, 30 de março de 2010

O sexo (a falta dele) no Casamento!

À conversa com um grande amigo meu, aliás o meu melhor amigo Homem, surgiram os temas casamento, divórcio, traição, engate e outros que tais à baila e ele conta-me que tem vários casais amigos a divorciarem-se e que apresentam todos a mesma principal razão/desculpa para o fatal desfecho: falta de sexo!

Eles queixam-se que ela (a esposa) está sempre cansada, com dores de cabeça, stress, tarefas domésticas, filhos para dar banho, comer, pôr a dormir, cão para passear... And so on! Uma lista interminável de coisas que incorre na possibilidade de ser detalhadamente explorada, caso eles contra-argumentem.
Elas queixam-se de que ele (o esposo) não lhe dá a devida atenção (emocional, entenda-se), que só trabalha, que não ajuda em casa e nem sequer com as crianças e que ainda por cima, quer sexo e à maneira dele!

(As mulheres, não todas felizmente, sempre tiveram esta estranha ideia de encarar o sexo como uma recompensa e/ou castigo por bom/mau comportamento e não percebem o quão errado este comportamento é.)

Eles queixam-se, elas queixam-se mas aos outros! Aos amigos. Começa logo aqui o 1º erro grave: inexistência de diálogo. E quando digo diálogo, quero dizer eles sentarem-se um ao frente do outro e conversarem com base nas regras ora falo eu, ora falas tu. E digo isto, porque o que acontece na maioria dos casos, é um deles debitar defeitos e críticas num longo monólogo e quando chegada a vez do "agora falas tu"... Falas, falas... Ninguém se pode entender assim, é certo e sabido.

E continua o meu Grande amigo, que quando é tomada a decisão de se divorciarem, é vê-los contar quase que diariamente, o sexo maravilhoso que passaram a ter em engates de "one-night stand". (Parece que aí o cansaço tido como umas das desculpas para o ex-cônjuge, deixa de ter lugar.) Sendo que as mulheres são neste campo o factor contraditório e alarmante da equação.

E ele pergunta:
"- O que é que há de errado com as mulheres?!
Muitas delas que só tinham tido como homem nas suas vidas o ex-marido, parece que descobriram agora o sexo. Ganharam-lhe o gosto e querem compensar os anos perdidos, "dormindo" com o primeiro que lhes aparece à frente.
Porque é que não eram assim com os maridos?! - E não me venhas dizer que eram eles que não tinham jeito para a coisa... - As mulheres é que só reconhecem o seu whore-side (tomei a liberdade de traduzir para o inglês o que ele de facto disse. O Inglês fica sempre bem melhor), assim que saltam fora do casamento."

Pois é, meninas! O que é que passa convosco?!
Compreendo que se sintam expostas e tenham medo de não serem aceites e/ou respeitadas perante certo tipo de situações, mas vocês partilham a vossa intimidade com ele. Quem melhor para vos ajudar a ultrapassar certos receios ou dúvidas?!

Não se "entreguem" a outros, desconhecidos, porque esses não querem saber de vocês como um todo.
E acima de tudo, amem-se! Respeitem-se! Aprendem a conhecer-se! Só assim poderão realmente pregredir como pessoas e, em última instância, como companheiras.