Navalha de Hanlon - "Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado pela estupidez."
Maldades, Maldades... Adoro Maldades!
Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Os Pequenos Detalhes
Tenho vontade de escrever, mas não acho existirem palavras suficientes no mundo para expressaram dor e perda.
É algo que não se traduz em palavras. Sente-se!
E por mais que não queiramos pensar no assunto, ele está lá no nosso inconsciente em cada pequeno gesto que fazemos.
Voltei aos comprimidos para dormir e sinto-me anestesiada. Sinto que estou a viver a minha vida como se estivesse a observá-la de cima e não em mim, na minha pele.
Mas ontem depois da banhoca matinal, pensei: "a vida continua. Faz qualquer coisa habitual, sem importância a ver se entras nos eixos."
E foi assim que dei por mim a pintar as unhas. Há já cerca de um mês que não o fazia.
Diga-se de passagem que até fez bem. Anos e anos consecutivos a levarem com verniz... Coitadas das minhas unhas. Bem precisavam de descanso.
E não andavam pintadas por quê?
Simples! Andei demasiado doente para ter paciência para fazer a minha manicure e depois com a recente perda da minha avó, a paciência foi-se de vez.
Mas o meu avô paterno fez ontem 69 anos. São já os únicos dois avós que tenho vivos e tenho de aproveitá-los ao máximo. O mínimo que eu podia fazer era aparecer bem disposta e arranjada como sempre ando.
Acontece que naquele pequeno, fútil e até mesmo rídiculo gesto de estar a pintar a unhas me fez lembrar a minha avó e acabei inevitavelmente a chorar.
Parecia que estava ouvir a voz dela lá em casa a dizer algures de uma qualquer outra assoalhada "filha, estás a pintar as unhas? É que cheira a verniz!".
Agora não tenho ninguém que diga isso, nem ninguém que a seguir me vá dizer "que linda cor, filha", "estão bem lindas as tuas unhas!".
E não! Não é falta de bajolice que sinto. É mesmo o facto de saber que não vou voltar a ouvir a voz dela, sentir a presença dela e saber que ela está ali para mim a qualquer altura do dia ou da noite.
Boa 2ªf!
Domingo Em Sessão Dupla
Da parte da tarde, cinema com os primos B. e D. acompanhados pela tia (e mãe deles) G.
Vimos este:
À noite e desta feita com o meu doce, vi este:
Vimos este:
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| Avaliação: 4* |
Gostei bastante, mas na minha opinião os desenhos animados são cada vez menos pensados para as crianças e mais para os adultos.
Acho que a linguagem não é muito acessível para a pequenada e que existem insinuações e "indirectas" que eles, simplesmente, não entendem.
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| Avaliação: 5* |
Excelente performance do Anthony Hopkins e definitivamente um dos actores de excelência de Hollywood.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Era Suposto, Mas Não Foi!
Ontem às 10h da manhã era suposto ter ido à faca. E hoje por esta altura devia estar com uma batata no lugar do nariz e a umas horas de ter alta.
Não posso dizer que gostava de estar nesse estado mas, pelo menos, isso queria dizer que os acontecimentos dos últimos dias não se tinham passado.
Enfim... Vou remarcar a operação e tentar aproveitar o tempo que estarei de repouso para descansar a cabeça. É claro que não será um descanso perfeito, pois estarei em recuperação, mas sinto que preciso mesmo de parar por uns dias.
Uma boa 6ªf e acaso não apareça por aqui, um bom fim-de-semana para todos!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Back To Reality
Hoje voltei ao trabalho. Achei que quanto mais depressa voltasse à minha rotina, melhor.
É difícil, mas ficar em casa, seria pior.
Ontem à noite quando entrei na casa de banho para tomar banho e olhei à minha volta e só "via" a minha avó, não aguentei.
Corri a apanhar um saco de plástico e deitei tudo fora. Cremes, frascos de perfume, escova de dentes, a esponja do banho... TUDO! Deitei tudo fora com uma fúria surreal enquanto chorava copiosamente.
Perdoa-me avó! Mas não consigo viver num sítio onde te vejo em toda à parte.
Deixei a minha tia e a minha mãe a tratarem de me esvaziar a casa. Desmontarem o quarto dela e doarem as roupas e as coisas dela a um lar ou a uma igreja, como sei que ela iria preferir.
Enquanto lá vir as tuas coisas, vou continuar estupidamente à espera de ouvir-te meter a chave à porta e apareceres com a tua jovialidade habitual... E isso não é saudável para mim.
Apesar de tudo, sinto-me tranquila e em paz. Sinto que estás em paz e isso ameniza a minha dor.
Agora, é levar um dia de cada vez e lembrar-me que a vida continua. E tu ias gostar que eu a aproveitasse e gozasse à grande. Prometo dar o meu melhor.
E a todos vós, meus caros leitores, amigos e familiares... Um especial MUITO OBRIGADA pelo apoio que me têm dado e por estarem tão presentes neste momento difícil.
Uma boa 4ªf!
terça-feira, 22 de março de 2011
O Último Adeus
Não vou publicar aqui os acontecimentos que antecederam a morte da minha avó. É algo que não quero deixar aqui marcado para a posteridade.
Estes dois dias foram dos mais longos da minha vida. Tudo parecia decorrer em câmara lenta e dei por mim inúmeras vezes a pensar que cedo iria acordar e perceber que tudo não passou de um pesadelo.
Mas aconteceu! O choque da realidade é difícil de digerir.
Mais que minha avó, era uma das minhas melhores amigas, confidente, mãe e a pessoa com quem eu partilhei uma casa nos últimos quatro anos.
Agora a casa parece-me vazia. E sim! Ela esteve internada nos últimos três meses. E sim, quando teve alta foi para casa dos meus tios... Mas eu tinha sempre a certeza de que ela iria voltar para casa e que juntas iríamos poder sentar-nos à mesa para as refeições, rirmos e brincarmos como era habitual.
A perda é difícil de explicar. É difícil de compreender. Uma mulher cheia de vida que dizia constantemente que "a velha da casa era eu", com tantos planos para viajar e conhecer gente nova, tão cheia de energia que chegava a ser irritante...
Pensar que já não a volto a ver é terrível para mim. A ideia de ela estar debaixo de terra e dentro de um caixão é surreal.
Apesar de tudo, espero que ela esteja em paz e feliz por termos cumprido as vontades dela.
Não morreu num hospital, que era o que mais temia. Teve a chamada "morte santa". Foi velada na igreja que queria e enterrada no cemitério que queria e onde fez questão que o meu avó fosse enterrado há dois anos e dois meses atrás.
Dois anos depois, avó! Como é que é possível? Será que a tua vontade de ires para ao pé do avô era superior ao amor que as tuas filhas, netos e família tinham (têm) por ti?
Partiste e não há palavras. Sempre foste uma crente e espero, muito honestamente, que te estivessem reservadas todas as bençãos que crias existirem após a morte.
Espero que agora descanses em paz e junto dos que amas e que também já nos tinham deixado. Espero que possas zelar por nós até ao dia em que, talvez, nos voltemos a reunir.
Amo-te MUITO e fico feliz por ter-to dito muitas vezes em vida. Por te ter abraçado e acarinhado enquanto cá estavas. Espero que tenhas sentido todo o amor que te temos e que saibas que te vamos guardar no coração.
Vou fazer os possíveis para te guardar em memória nos nossos momentos felizes. Nas vezes que partilhámos sinceras gargalhadas, nos disparates que falávamos e até das vezes em que te "dava nas orelhas" por seres hiperactiva.
E é por isso mesmo que custa tanto e dói ainda mais. Como é que em três meses definhaste desta maneira... Como é que possível que com tanta lucidez te tenhas perdido, desistido e deixado de lutar... Como é que é possível que nos tenhas privado da tua existência quando ainda tinhas tantos anos para viver...
Amo-te MUITO, avó! Agora e sempre!
E como costumavas dizer: "Que Deus te guarde no céu, como nós te guardamos no coração!"
segunda-feira, 21 de março de 2011
Hoje É Um Dia Triste!
A minha avó faleceu esta madrugada! :'(
sábado, 19 de março de 2011
Dia do Pai
Penso que por "portas e travessas" já terão percebido que o relacionamento com os meus pais é algo complicado.
Quem conhece a minha história de vida, costuma perguntar-me "n" de vezes como é que eu ainda os consigo tratar por pai e mãe.
Acontece que não querendo desculpar tudo o que me fizeram, compreendo que eram eles mesmos umas crianças quando me tiveram e que não tinham condições materiais e mais importante, condições psicólogicas para serem pais.
Ser pai e mãe é um papel que não serve a toda a gente e daí o meu respeito pelo assunto "vamos ter um filho". As pessoas tendem a levar com demasiada ligeireza esse assunto, quando devia ser uma das mais importantes e pensadas decisões das suas vidas.
Bem, o que eu quero dizer é que ao longo dos anos em que praticamente me criei sozinha, tenho vindo a aprender uma das principais qualidades do ser humano: a capacidade de perdoar.
Compreendo que eles não sejam perfeitos, como ninguém o é, compreendo que algumas das atitudes deles foram uma forma bastante distorcida e doentia de mostrar o amor deles por mim, mas ainda assim... Amor.
Não vou dizer que com o perdão veio o esquecimento, porque isso seria mentira.
Tenho bem vívidas lembranças que me perseguem por mais que eu as queira apagar, mas aprendi a esperar deles aquilo que eles me podem dar. A nossa capacidade de frustração perante as coisas na vida, vem no seguimento do nosso nível expectável.
Assim sendo, o meu nível de expectativas passou a ser ZERO e a partir da tomada dessa decisão, tem sido bem mais fácil e pacífico para mim lidar com este relacionamento sempre bastante complicado de gerir.
O que mais me magoa, ainda hoje, é que muitas das coisas que se passaram entre nós tenham sido por eles tão facilmente ignoradas, esquecidas ou desprezadas, quando para mim foram acontecimentos traumáticos.
Mas aí está: a culpa dessa mágoa é minha! Não posso esperar deles aquilo que eles nunca terão a capacidade de alcançar, de dar ou de retribuir.
Traumas à parte, eles são meus pais e tive de arranjar uma forma de os introduzir na minha vida sem que isso causasse desconforto para mim própria.
Enquanto entidades parentais, não lhes reconheço nenhum tipo de autoridade. Eles sabem disso e ao longo dos anos, perceberam que essa era a única forma de os manter na minha vida. Como meus amigos, consegui ter algum tipo de relação mais ou menos saudável com eles. Essa separação de definições de estatutos foi bastante trabalhosa, mas lá percebemos que era o único meio.
As pessoas erram e eu acredito que todos nós merecemos aprender com os nossos erros, crescer com isso e tornarmo-nos pessoas melhores.
Admito também aqui publicamente o que eles sabem ser a mais pura realidade: falo-lhes e estimo-os e sim amo-os, por que existe um elo de ligação entre nós que não passa por sermos do mesmo sangue, mas sim pela existência da LL.
Se não existisse a minha irmã mais nova, eu vivia bem sem saber deles. Até por que nunca pude contar com eles e nesse sentido eram perfeitamente dispensáveis.
Hei-de contar-vos aqui algures (hoje não) a história da existência da minha irmã e os acontecimentos que daí advieram, para vocês percebem melhor esta estranha história.
Com todo este extenso post o que eu vos quero dizer é que hoje liguei para o meu pai a desejar-lhe um feliz dia do pai e o "agradecimento" que recebi foi este:
Eu depois da troca normal de felicitações e agradecimentos: Pai, em que horário estás para a semana que vem? É que, como sabes, vou ser operada e precisava que alguém me levasse ao hospital.
Pai: A que horas é a operação?
Eu: Às 10h da manhã.
Pai: Pois, eu estou a trabalhar nesse dia no turno da manhã, por isso não posso.
Eu: Deixa lá, os meus colegas também se disponibilizarm a levar-me ao hospital. Eu lá hei-de arranjar alguém que me dê uma boleia. (FYI: os meus colegas moram na margem sul)
Pai: Vai de transportes!
No comments!
Vou ser submetida a mais uma intervenção cirurgica, a sexta mais concretamente, e sim até pode parecer: é pá é só mais uma operação, deixa-te de merdas.
Mas sabem que mais? Uma operação nunca é só mais uma operação. É um procedimento que, por muito simples que possa parecer, tem os seus riscos. Uns calculados, outros nem tanto.
Demorei imenso tempo a acordar da última anestesia e quem me diz a mim que acordo desta?!
É claro que irei acordar. A minha força de vontade de viver é que cá me mantém... Mas magoa-me pensar que se eu morresse para a semana que vem, que essa tinha sido a última coisa que o meu pai me tinha dito... Para eu ir de transportes.
Nem sei se vocês conseguem alcançar o que eu quero dizer. O que é que esse tipo de coisas me fazem sentir.
Bem sei! A culpa é minha. Sou eu que continuo estupidamente a pensar que as coisas poderiam mudam. Há coisas que simplesmente não mudam. É mais uma das lições que tenho de retirar desta vida.
Vezes há em que tenho receio do tipo de pessoa em que me transformarei com a quantidade de decepções e consequentes aprendizagens que vou angariando ao longo da vida. E receio, porque temo que não seja uma pessoa melhor, mais tolerante, mais Humana...
The Mechanic
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| Avaliação: 5* |
Na realidade, é mais do mesmo. O Jason Statham parece estar condenado a fazer sempre o mesmo tipo de papéis.
A verdade é que por muito que queiramos vê-lo noutros registos, este tipo de papéis assenta-lhe que nem uma luva.
Achei o filme muito bom, mas eu sou suspeita, já que sou uma fã incondiconal do Senhor (e não, não me estou a referir a deus). LOL!
sexta-feira, 18 de março de 2011
Era Bom Demais Para Ser Verdade!
Estranhei quando recebi um sms hoje à hora do almoço a informar que o meu telemóvel já estava reparado.
Tinha-o deixado lá ontem ao final do dia. Pareceu-me ser coisa demasiado rápida, mas ok!
Hoje saio do trabalho e lá vou eu buscar o meu abençoado telemóvel, pois o do século do calhau estava verdadeiramente a irritar-me.
Chego lá, tiro senha e quando sou chamada, o rapazito lá me monta o telemóvel todo, liga-o e praticamente me põe na rua. Do género, "já estás despachada, baza daqui!".
Eu disse-lhe a ele que fazia questão de testar o telemóvel à frente dele.
Ele: O equipamento foi testado antes de ser mandado ao cliente.
Eu: De qualquer das formas, quero testá-lo!
Pressiono o botão on/off e ele, pelo menos, ligou. "Bom sinal"... Pensei eu, já que ele ultimamente ligava quando queria.
Introduzi o PIN e ele não bloqueou e nem começou estupidamente a perguntar se eu queria ligar o bluetooth. Até ver tudo bem. O telemóvel, que sofreu uma actualização de software, parecia estar aparentemente bem.
Ele: Como vê, está tudo bem.
Eu: Até ver, mas quero experimentar aqui umas funções e definições.
Ele: Na teoria está tudo operacional.
Eu: Na prática, diz-me a minha experiência pessoal, que as coisas nunca são como na teoria.
Ele: Vão ser agora.
Eu: Seria uma estreia, mas há sempre uma primeira vez para tudo.
Tudo isto enquanto mexia no telemóvel bem debaixo do nariz dele, até por que a atitude do "estás a ser uma granda chata, despacha-te", estava a começar a fazer-me "subir a mostarda ao nariz".
E entretanto, eis que lá encontro um dos defeitos/avarias que lá me levaram de início.
Ele: Não compreendo. Não era suposto isto estar a acontecer. Devia estar tudo bem e operacional.
Eu a sussurrar para ele provocadoramente: "Na teoria!".
Isto calou o menino, o seu mau feitio e arrogância.
E o telemóvel lá continua... E eu continuo com um calhau horroroso e nojento de substituição! :(
Amor Electro - A Máquina
Acho este som um musicão.
Cada vez há melhor música em Portugal. E ainda bem que assim o é.
Há que mostrar a nossa qualidade. Também a temos.
Há que mostrar a nossa qualidade. Também a temos.
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