Os meus amigos, família (que entra na definição de "amigos") e colegas de trabalho com quem falo abertamente, dizem-me que eu sou uma predadora sexual.
E o que dizer sobre isto?
Quem os ouça dizer tal coisa, até há-de pensar que eu ataco qualquer coisinha que mexa. O que é mentira. Uma GRANDE mentira.
Não tenho problemas em dizer que não tive assim tantos homens na minha vida (sexual, entenda-se) quanto as pessoas à minha volta possam pensar. Mas a maneira como falam, às vezes dá em crer (até a mim mesma) que eu sou mesmo uma predadora sexual.
O que acontece é que eu sou uma mulher que admite em alto e bom som para quem o quiser ouvir ou esteja interessado em saber, que eu ADORO sexo.
É a mais pura verdade!
Para mim é uma das partes mais importantes da nossa vida, a par do respirar, comer, dormir... Em suma: uma das nossas necessidades básicas e uma das mais primárias.
É verdade que consigo, como se homem fosse, dividir muito bem o sexo do amor. Mas isso não quer dizer que só por que me sinta atraída sexualmente por alguém, vá logo dar em cima. Tenho demasiada auto-estima, amor-próprio e respeito pela minha pessoa para o fazer.
Agora, se estou sexualmente interessada em alguém e se ainda por cima, sinto que esse interesse é recíproco, deixo bem explícito que assim o é.
Isso faz de mim uma predadora ou uma tarada sexual?!
Penso que não! Faz de mim uma mulher que sabe o que gosta e quer e que não tem receio de ir ao encontro das suas necessidades.
Tenho amigas minhas que dizem que eu sou "um bicho estranho". Que não é suposto as mulheres conseguirem dividir assim tão bem o sexo do amor, o sexo dos sentimentos e das emoções e que eu sou uma aberração.
Mas expliquem-me lá por que não posso eu gostar de sexo separadamente do acto de "fazer amor" e até poder fazê-lo com o "objecto" da minha afeição?! Uma coisa invalida a outra?!
Don't think so!
A verdade é que mesmo numa relação séria, entenda-se compromisso do tipo "eu sou tua namorada e tu és meu namorado", dou preferência ao sexo ao chamado "fazer amor". Não é que não goste. Nada disso! Mas na minha singela opinião o sexo é carnal, é um instinto, é um querer saciar os nossos desejos e vontades sem pensar e racionalizar. O "fazer amor" é uma coisa pensada. É algo que eu faço de maneira diferente, porque estou a exprimir sentimentos, emoções e lamechices afins.
Eu faço bem essa gestão, mas pelos vistos, dizem que isso não é normal. Deixem lá, também nunca aspirei à "normalidade".
Agora não me venham é dizer que sou a única! Tenho a certeza que existem (e conheço) mulheres que pensam como eu. Não devem é andar a fazer publicidade disso. E atenção, não é que eu ande, mas pelos vistos é uma coisa que se nota em mim, na minha maneira de estar e ser, segundo consta.
Um amigo meu, chegou-me a dizer que eu dava demasiada importância ao sexo. Mas acho isso engraçado. Se eu fosse homem, ninguém dizia isso. É um bocado sexista pensar assim, não acham?
Gosto de sexo! Gosto de fazê-lo, gosto de falar sobre e pensar em... Qual é o problema, digam-me lá?!