Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conclusão do Psicólogo

Hoje, voltei ao psicólogo. Consulta às 09h15 da manhã. Não se faz a ninguém e muito menos a alguém com uma depressão e que anda a fazer medicação para dormir. Fui para lá com cara de almofada e a fazer um esforço surreal para manter os olhos abertos. Que falta de sensibilidade.

Enfim... Depois de mais cerca de quarenta e cinco minutos de consulta, o médico chegou à conclusão que eu preciso de psicoterapia.

Perguntei-me: "que raio tenho andado aqui a fazer?".

Ele disse-me que me ajudou a "percorrer os 1000m" e que agora preciso de alguém especializado para me auxiliar "na meia maratona" - Palavras dele.

Ora bem, novidade?! Citanto:

- "Infelizmente no serviço de saúde público não dispomos de respostas adequadas a este tipo de situações, por isso terei de a encaminhar para um colega dos serviços particulares. Vou-lhe indicar alguns nomes que conheço e que trabalham bem e até servem na função pública no Hospital Júlio de Matos, mas sinta-se na liberdade de procurar outro colega da sua escolha pessoal ou aconselhado pelo seu médico assistente. Não pense que ganho alguma coisa com esta indicação. Infelizmente não possuo, não o conhecimento, mas a autorização para continuar a acompanhá-la". - Fim de citação.

LOL! Está explicado o por quê de tanta gente não ter a ajuda adequada às suas necessidades.

Obviamente disse-lhe que não dispunha de condições financeiras para, no mínimo, gastar 50€/sessão, sendo que o ideal (segundo ele) seria uma consulta por semana durante longos meses.

Sendo como não sendo, disse-me que achava que eu via as coisas com muita lógica e racionalidade e que provavelmente essa era a parte a ser tratada, ou seja, cunhar as minhas experiências com marca pessoal, emocional e humana e não tratar delas de forma tão objectiva e imparcial, como que estando a analisar-me de fora.

Peco pela minha racionalidade. Acham isso normal?!

Bem... Parece que tenho de contar comigo e com a "psicoterapia" que faço com os meus maravilhosos e incansáveis amigos e familiares. Não está mau! Há quem nem isso tenha.

Gostava de saber onde pensam estes médicos que as pessoas vão arranjar dinheiro para esse tipo de tratamentos?! Só trabalhava para pagar as consultas, não?! E atenção, no mínimo 50€, há quem leve mais. Muito mais.

Tivesse eu esse dinheiro e acreditem que arranjaria onde o empregar de forma bem mais satisfatória. MESMO!

Vou aproveitar o resto do tempo de baixa para descansar o máximo possível e distrair-me com as coisas que gosto de fazer, para poder ingressar no mundo laboral e dito "normal" das restantes pessoas com máxima brevidade possível.

Acredito em mim. Acredito no amor, carinho e apoio que estou a receber de uma série de pessoas. E acredito que, devagarinho e com a medicação (ainda que sem psicoterapia adequada) eu consiga curar-me!

Bom resto de dia!

Série de TV: Traveler


Esta série data de 2007, mas só recentementeme me chamou à atenção (até por que entra o Matt Bomer da série White Collar).

Ontem fiz o download dos oito episódios desta mini série e já vi o primeiro. Gostei. É certo que irei ver os restantes de rajada.

Continuo a achar um desperdício a homossexualidade assumida do menino... Mas ao menos regalo-me a vê-lo! ;)

Alesha Dixon - The Boy Does Nothing

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Formigas

Este ano tenho andado, de há uns meses para cá, a degladiar-me com uma praga de formigas que insiste em habitar a minha cozinha.

Já estou de tal modo louca com esta questão que, praticamente, ando com a lata de spray à cintura qual ghost buster pronta a pulverizar qualquer mísera formiga que tenha o azar de ser vista por mim.

E acreditem, que eu vejo MUITO bem!

Hoje de manhã, quando fui tomar o pequeno almoço... Lá estavam elas! Filhas da mãe! Como é possível?!
Já dei a volta à cozinha, aliás, à casa inteira na esperança de as erradicar e ainda assim, subsistem.
Bem se diz que caso fossem do nosso tamanho, seriam a espécie dominante.

Passei-me! Toca de pulverizar a cozinha toda com alguns requintes de malvadez, confesso.

Resultado?

Deixei actuar por umas horas e agora, antes de ir almoçar, tive de andar a limpar e desinfectar tudo para não morrer intoxicada ou algo do género.

Dasss...

E está uma pessoa de baixa médica para isto! Em vez de me pôr boa, ando feita parva a exterminar formigas!

Grrrr...

Ontem à Noite em Conversa com a DD

Ao telefone, num telefonema de hora e quinze minutos, e depois de eu já ter dito mais de "mil" vezes que não estava grande coisa para conversas, a minha irmã (a do meio) insistia em tagarelar que nem uma louca e dizer disparates fazendo-me rir à gargalhada.

Lá pusemos a conversa em dia e depois disse-lhe:

EU: Ó desnaturada, lê a tua irmã, sff (leia-se, o meu blog). Lês outros e eu que sou a mana fico para trás... Lê-me!
DD: Não consigo! O teu código de barras é fodi**!

Mas assim de uma tirada. Nem uma pausa existiu entre o fim da minha sentença e a saída dela! LOL!

Esta míuda é absolutamente DEMAIS!

Amo-te MUITO, "pentelha" (tu percebes. Ehehe!) e vê lá se apareces por aqui! ;)

Linkin Park - The Catalyst

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sobre o Tango Argentino

Acho, sinto que vos devo uma qualquer espécie de justificação em relação a este tema (ainda que tardia), já que muitos de vós acompanharam essa minha aventura com especial entusiasmo.

Sim, adoro Tango Argentino e sim, estava super entusiasmada com este novo ano, até por que ia fazer de assistente júnior, lembram-se?!

Acontece que, como em tudo na minha vida, ou entrego-me de corpo e alma e faço e faço bem ou prefiro não fazer de todo. Sou muito radical: "ou oito ou oitenta".

Nas últimas aulas de Tango estava difícil abstrair-me do "mundo lá fora" como conseguia fazer ao início. Tinha colegas fantásticos e que ainda hoje, incansavelmente, me convidam para este ou aquele evento e me ligam a saber de mim.

Nunca mais dei um passo de Tango desde a última aula... Já nem sei se me lembro! Se o Tango me está no sangue, na alma?! Está! Mas muitas coisas estão e eu não as levo adiante.

Por quê?!

Precisamente pelo que disse. Se não posso dar a entrega que sinto ser necessária, não faço.

Chamem-lhe preguiça, cobardia, desistência... O que quiserem! A verdade é que, de momento, não reúno de todo condições psicológicas para qualquer tipo de actividade.

Se calhar é um contra-senso. Se calhar esta era a altura perfeita para eu me distrair e fazer alguma coisa que me ajudasse a sair da depressão... Mas eu conheço-me MUITO bem e sei que comigo as coisas não funcionam assim.

Sou diferente, estranha em muita coisa, mas só por que me conheço a um nível que poucas pessoas poderão dizer conhecerem-se a si mesmas.

Outro contra-senso, certo? Então, mas se te conheces assim tão bem, sai dessa (depressão), não?! - Poderão dizer-me!

E vou sair, acreditem. Eu sei que sou capaz e que tenho em mim a chave para sair dela. Acontece é que apesar da solução, dessa dita "chave" existir dentro de mim... Ando um bocado para o perdida. Além de andar perdida, anulei certas partes de mim na esperança de esquecê-las, aliás, obliterá-las mesmo de raíz.

Tipo trauma, entendem? Quando começo a procurar a "chave" dentro de mim, dou com imensas barreiras e outros tantos obstáculos. Acho que cheguei ao ponto de esquecer alguns "caminhos".
Daí estar na situação que estou. Preciso de encontrar um mapa e do auxílio de uma bússola para alcançar a solução, para reencontrar o caminho... Ou ainda que não o reencontre, construir um alternativo.

Na verdade, acho que este conhecer-me bem demais me fez ficar assim. Tenho muita coisa em mim que me assusta e me faz ter medo de mim mesma e depois tenho aquela tal falha de carácter/personalidade que já tantas vezes vos mencionei: posso passar por cima de tudo e todos, mas passar por cima de mim... Não é fácil! Batalha inglória essa, quando entro numa da travar.

Enfim, concluindo... Tango, até ver, fica em standby (como outras coisas o estão na minha vida)... Mas eu continuo aqui, a escrever. Ainda é uma das poucas coisas que faço com real interesse e vontade.

Ter este blog ajuda a equilibrar-me tal como o disse no primeiro post que publiquei e por isso, por aqui me manterei.

Boa noite!

R.

Recebi uma mensagem no facebook do R. (e não, não somos "amigos") que começava da seguinte forma: "És melhor que eu... (...)".

Disso, eu não tinha a MENOR dúvida. Sei que sou melhor que tu... Mas, fico contente que ainda tenhas a lucidez de perceber isso e de não só o admitires para ti mesmo, como ainda fazeres questão de mo dizeres.

Isso significa que, algures aí dentro, ainda estão os sentimentos com os quais me identifiquei e que me fizeram gostar de ti, da tua pessoa, do teu âmago... Significa que, apesar de tudo, ainda "aí" estás!

E isso, não sei por quê, dá-me algum sentido de resolução. Saber que, independentemente das circunstâncias, existes e que não foi "ilusão" minha tudo o que de bom vi e senti em ti.

Obrigada por isso!

... Ainda que nunca venhas a saber que te estou agradecida.

Nota: para quem não percebeu o contexto, clique aqui.

The XX - Islands

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Descascar a Cebola"

É o que o meu médico diz que preciso de fazer (psicologicamente falando, claro).

Deixem-me dar-vos uma pequena introdução ao descascar de uma cebola, literalmente falando.

A cebola é aquela coisa que faz chorar qualquer um (julgo), sendo que a mim não se limita só ao simples fazer-me chorar. Faz-me alergia e fico com os olhos inchados, vermelhos e irritados para o resto do dia. Não é uma cenário feliz e puxei ao paizinho nesta questão.

Ora, a cebola faz parte de praticamente todos (ou mesmo todos) os meus cozinhados. Adoro cebola e não a dispenso. Descascá-la e cortá-la é, isso sim, uma verdadeira aventura. Além de a tentar cortar debaixo de água, passo o fio da faca em limão na tentativa de minimizar os estragos. Depois, ainda a corto sem olhar.

Qualquer dia, corto é um dedo... Mas lá me arranjo. Quando tenho alguém que a corte por mim, peço-o SEMPRE! Ainda que esse alguém seja um convidado. Desculpem lá! Mas se querem uma refeição como deve de ser, ao menos descasquem a cebola! ;)

Como vêem, para mim, descascar a cebola tem os seus entraves. Descascar a cebola psicologicamente falando, desencadeia um mecanismo automático no meu cérebro que acciona uma sirene ensurdecedora e activa um placar que pisca incessantemente a palavra MEDO!

Tenho 27 anos. Estive a pensar e acho (tenho quase a certeza) que para descascar verdadeiramente esta "cebola" preciso de recuar aos meus três anos de idade. E dizem que não temos memória desses anos... Mentira!

Recuar vinte e quatro anos da minha vida e saber que os tenho de "trabalhar" é assustador!

Ainda mais, quando estava convencida que tinha grande parte das camadas da minha "cebola" devidamente resolvidas. Aliás, sei que tenho algumas resolvidas e bem. Mas outras, nem por isso.

"Descascar a cebola"?! Ok, 'bora lá!

Se no sentido literal choro que nem uma desalmada e fico com alergia um dia inteiro, o máximo que pode acontecer, é chorar que nem uma desalmada e ficar com alergia o resto da vida (já que se tratam de vinte e quatro camadas de "cebola").

Não sei! Honestamente!

Parece-me que tenho de confiar no processo e acreditar que isso ajudará a curar-me total e irreversivelmente!

Hope so...

Que Chatice! E Eu Que Tinha Arranjado uma Solução

A minha ameaça velada (ou não tão velada quanto isso) às criancinhas que me pudessem vir bater à porta hoje, funcionou!

Então não é que não apareceu nem uma?! Nem uma só para amostra?!

Confesso que estou algo desiludida, até por que tinha arranjado uma solução "simpática" para essas criancinhas. E digo "simpática" entre aspas, por que a vontade inicial era espancá-las... Não, não se preocupem. Adoro crianças e tenho a minha LL que é uma, certo?!

Continuando, tinha arranjado uma solução prática para as sobras de pão que cá tenho em casa. Ou seja, elas não pedem "pão por deus"? Ora bem! Eu só lhes dava o que pediam. O pão está duro e estava destinado a fazer torradas ou migas ou em último caso, ia para o lixo... Mas se o pão é para deus, ele lá arranjaria uma maneira milagrosa de convertê-lo em pão fresco e fofo, qual "bimbo", não acham?!

Uahuahuah... (leiam isto como riso maléfico, sff!) ;)

Lady Antebellum - I Need You Now