Navalha de Hanlon - "Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado pela estupidez."
Maldades, Maldades... Adoro Maldades!
Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mulheres Chiclete
As mulheres chiclete são como o termo bem o indica, mulheres que se mascam, saboreiam, dão-se-lhes umas valentes voltas e deitam-se fora.Ultimamente tenho observado muitas destas mulheres, porque infelizmente parecem ser um vírus que se instalou e que está a resistir às mais avanças técnicas de vacinação.
Estas mulheres irritam-me e muito! Até porque, a maioria delas, não tem a necessidade de se expôr ao ridículo da maneira que o fazem. São mulheres elegantes, bem parecidas, corpos e rostos bonitos, inteligentes (aparentemente), em suma reúnem todos os ingredientes para não pertencerem ao grupo chiclete.
Então, porque o são?!
Eu bem sei que o panorama actual não está de fácil digestão. Falo com conhecimento de causa. Os relacionamentos não existem e os convívios coloridos, cingem-se ao seu mais básico significado.
Mas depois, temos a diferença entre a mulher independente que tem auto-confiança, amor-próprio, que sabe o que vale e que não está para se rebaixar ao conceito de mulher objecto e vai gozando a vida da maneira que pode, sem culpas ou problemas de consciência. E temos a mulher insegura, carente que não sabe viver sozinha, porque simplesmente não sabe gostar de si e conhecer-se melhor, que se sujeita a ser usada (e abusada) por machos sem calibre.
Para algumas este "usar e abusar", é uma opção. E neste grupo temos as mulheres pertencentes à minha primeira definição, com a pequena diferença que são elas que usam e abusam. Não critico. Quando elas são conscientes da condição e ainda assim o escolhem... Joke's on them! (Leia-se, nos machos que lhes servem o propósito).
Nas mulheres pertencentes à minha segunda definição, essa condição é uma auto-limitação que elas (se calhar sem terem a noção) se impõem e que não abona muito a favor da sua personalidade ou interligência per se.
E acreditem ou não, os homens só mascam a mulher chiclete por puro gozo, para contar para as estatísticas. Não lhes têm respeito nenhum ou consideração.
Por isso, meninas chiclete que andam por aí, se o fazem com a intenção de encontrarem o homem das vossas vidas, joguem antes no euromilhões. As probabilidades poderão ser as mesmas, mas parece-me a mim um investimento mais seguro.
E meninas chiclete que o fazem por opção: enquanto não encontram o homem certo, divirtam-se com o errado mas, POR FAVOR, não percam o nível. O requinte fica sempre bem.
domingo, 11 de abril de 2010
(...)
Mais um dia puxado ao sentimentalismo... Não está fácil!
Sarah Maclachlan - In The Arms Of The Angel
Excelente filme, excelente banda sonora.
Seria bom acreditar que temos quem olhe por nós.
Um óptimo domingo!
sábado, 10 de abril de 2010
É oficial: O Dia da Lamechice!
Parece que nem o clima primaveril que está finalmente a ganhar terreno, me tira de cima o peso, a dor e a mágoa que teimam em atingir-me esta semana.
Deito-me com a salgada companhia das minhas lágrimas, acordo com o seu percurso já ressequido, mas à espera da próxima enchurrada de cascatas cristalinas...
Cheiro... Que coisa selvagem é essa, que se me cola na carne, que se me crava na pele, que me impregna o olfacto, que é tão inexplicável, tão odioso e destrutivo, mas que persiste em atormentar-me até não haver lugar a nada mais que não, párar e saboreá-lo como se estivesse efectivamente presente?!
Ahhhhhh!! (Grito)
Deito-me com a salgada companhia das minhas lágrimas, acordo com o seu percurso já ressequido, mas à espera da próxima enchurrada de cascatas cristalinas...
Ligo o rádio e ele chora para mim, com músicas que apelam ao sentimento. A minha mente prega-me rasteiras a toda a hora, mostrando-me flashes de imagens que pertencem ao passado e que vêm bizarramente acompanhadas de som e cheiro...
Cheiro... Que coisa selvagem é essa, que se me cola na carne, que se me crava na pele, que me impregna o olfacto, que é tão inexplicável, tão odioso e destrutivo, mas que persiste em atormentar-me até não haver lugar a nada mais que não, párar e saboreá-lo como se estivesse efectivamente presente?!sexta-feira, 9 de abril de 2010
A Insanidade do Tempo Quente
Com a chegada do calor, a perspectiva do verão à porta e as férias que tardaram, mas que já começam a cheirar... Vem qual gémea siamesa, a insanidade associada ao calor. E o que é esta insanidade?
São as dietas à bruta, o exercício físico à estúpida, o dinheiro gasto à grande nos chamados tratamentos milagrosos, os cremes comprados ao desespero para combater a celulite, os litros de água ingeridos à doida com promessas de benefícios incalculáveis... Já para não mencionar os cremes auto-bronzeadores e mais recentemente, o bronze a jacto ou à pistola.
É a LOUCURA!
Abrem-se as revistas da praxe e os temas só giram em torno do que comer e não comer, as clínicas estéticas onde recorrer para curar todos nossos males e mais, sem dor, sem técnicas invasivas (ao corpo entenda-se, porque aos bolsos é mais que invasivo) e uma série de tratamentos e curas ditas rápidas e indolores que se vendem nesta altura do ano.
Pois deixem-me dizer-vos uma coisa: PALHAÇADA!
Quem quer estar bem para seu próprio proveito, preocupa-se com isso o ano todo, a vida toda. É essa a atitude certa. Não é querermo-nos pavonear nas praias e lembramo-nos à última da hora que todos os nossos enraizados hábitos alimentares e comportamentos sedentários, têm forçosamente de ser alterados.
Não critico a procura a esses métodos, porque é somente natural uma pessoa querer estar no seu melhor. Critico sim, a corrida desenfreada nesta específica época do ano e o abuso que há por parte do comércio em aproveitar-se da fraqueza humana.
Ok, bem sei! É a lei do comércio da procura e da oferta. A lei da vida se assim o entenderem, mas tenho o direito à minha opinião e ao meu sentimento de revolta. E esse ninguém mo tira ainda de que nada me valha.
Nota: Lamento desiludir os de vós que ainda caem na ilusão de crerem nos ditos tratamentos rápidos e indolores, ao dizer-vos que nada disso funciona realmente.Para a concretização do publicitado, são necessárias várias sessões com manutenções anuais, vida sã e equilibrada e o mais importante: DINHEIRO! MUITO DINHEIRO!
REM - Everybody Hurts
"When the day is long and the night... And the night is yours alone.
When you're sure you've had enough of this life, well hang on.
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts... Sometimes.
Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along.
When your day is night alone... (hold on, hold on)
If you feel like letting go... (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on.
'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends.
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand.
If you feel like you're alone... No, no, no, you are not alone.
If you're on your own in this life, the days and nights are long...
When you think you've had too much of this life to hang on.
Well, everybody hurts... Sometimes,
everybody cries. And everybody hurts... Sometimes.
Everybody hurts... Sometimes. So hold on, hold on.
Hold on, hold on. Hold on, hold on. Hold on, hold on.
Everybody hurts.
You are not alone!"
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Pé Descalço
O verão está a chegar e o calor começa a apertar na mesma proporção em que me começam a inchar os pés.
Eu sei que não é uma imagem bonita, mas é um mal que eu julgo afectar toda a gente e em particular as mulheres, pela sua condição feminina. Entenda-se, sistema hormonal, ciclos mestruais, retenção de líquidos e outros males que tais.
Eu não sou excepção e apesar de trabalhar num ambiente totalmente climatizado, os meus lindos pézinhos começam a insurgir-se contra os sapatos fechados e as meias, ainda que sejam elas umas meras soquetes de lycra/mousse.
E é aqui que começa um dos meus grandes problemas com o calor: encontrar sapatos.
À primeira vista poderão pensar que dada a variedade de propostas em montras e anúncios em outdoors, que o problema poderá estar na escolha. No meu caso, o problema é mesmo não existirem sapatos que se me adequem. E porquê?
Tenho 26 anos, mas infelizmente as minhas rótulas não partilham a minha idade. A minha coluna também achou que é menina para ser muito mais madura e que a (ainda) tenra idade não lhe servia.
Assim sendo, todos aqueles fantásticos sapatos de salto alto (altíssimo, como está na moda), os famosos peep toes e outros tantos, don't fit on my feet.
Passo nas montras e fico embevecida a enamorá-los, mas não podemos passar da mera relação platónica. Qualquer tentativa em ignorar os conselhos (que mais parecem mandamentos) dos meus queridíssimos médicos, resulta em dor atroz e numa, quase certa, crise ciática.
Não é uma coisa feliz, acreditem!
Assim sendo ou ando de pé descalço, o que não é viável ou calço sapatinho à velha (não querendo de modo algum ofender as susceptibilidades da referida faixa etária).
Acho que tenho de apresentar uma moção de protesto contra os fabricantes de calçado deste País e quiça deste mundo! :(
Alguém se quer juntar à causa?!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Falha de Comunicação
Falha: defeito ou condição anormal que interfere ou, até mesmo, impede o bom funcionamento de alguma coisa/sistema.
Comunicação: intercâmbio de informação (escrita, verbal) entre indíviduos.
Tradução de falha de comunicação: não me soube explicar e agora para me safar digo que é falha de comunicação.
Basicamente, acho que é isto.
Se uma pessoa se chega ao pé de mim e diz: "Isto é verde!". Eu assumo que aquilo é verde. Se mais tarde me vierem dizer, "ah e tal, parece que houve uma falha de comunicação porque não é bem verde, é mais para o amarelo esverdeado ou cor de mostarda...", a culpa não será certamente minha uma vez que a mim foi-me passada a informação única, clara, concisa e directa "isto é verde!"
O termo falha de comunicação é mais uma forma educada de dizer: "fiz merda e agora para as culpas não sobrarem todas para mim, deixa-me lá dizer subtilmente que a outra pessoa é que estúpida e não tem as capacidades intelectuais necessárias para retirar a informação implícita e que por isso é que isto está tudo fod***."
Oh, por favor... Mas será que alguém ainda recorre a esta triste desculpa?
Sejam homenzinhos e mulherzinhas! Assumam o que dizem! E se não disseram o que queriam, foi por que não quiseram. Façam-se explicar para serem entendidos. Procurem, caso não o tenham, feedback directo. Reformulem a informação para terem a certeza de que a mensagem foi bem passada. Agora não venham é com invenções.
Com este discurso todo, não sei se perceberam o que quis dizer. Se não entenderam, lamento. A culpa é da falha de comunicação. ;)
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