Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sobre Duas Estreias de Cinema

Dia 26 deste mês vai estrear o filme "The Box" - Presente de Morte. Já vi este filme há tanto tempo (talvez há mais de 6 meses), que até estranhei quando o vi agendado para estreia agora.

Bem, em relação a este filme...

Avaliação: 2*
O filme é algo de surreal. Literalmente. Fala de um tipo que foi fulminado por um raio, dado como morto, mas que de alguma forma ressuscitou com habilidades especiais.

Este homem passa a trabalhar para os seus "patrões", que nunca são identificados durante todo o filme, mas que deixa bem claro que são entidades superiores.

O trabalho dado a este homem é o de testar a humanidade com um presente que consiste numa caixa com um botão vermelho no topo. São escolhidos casais a quem é oferecida a seguinte proposta: se carregarem no botão num prazo de 24 horas, irão receber um milhão de dólares e alguém que eles não conhecem irá morrer.

Ora, de todos os casais que aparecem no filme, o botão foi Sempre accionado pelas mulheres. Acho isto puro machismo e bem se vê que continuam a retratar a mulher (ainda nos dias que correm) como uma criatura ambiciosa, vil e egoísta tal e qual como se de "Adão e Eva" estivéssemos a falar. No comments.

Curiosamente, e apesar de serem as mulheres a carregar no botão, faziam-no sempre a pensar no bem superior da família. Ou seja, o casal pensava o mesmo: as contas para pagar, a casa, os empréstimos, a escola das crianças, o futuro dos estudos dos filhos, etc... Mas nunca foi o homem a chegar-se à frente e tomar a decisão.

Uma coisa é certa! Os homens pensam, mas pouco fazem. E acho deveras injusto que retratem a mais rápida decisão e assertividade das mulheres como algo de errado, negativo e até mesmo fatal.

Bem... Voltando ao filme.

Quando se carregava no botão, desencadeava-se um processo onde o casal em questão iria inevitavelmente ter de optar pela vida do(s) filho(s) em detrimento da pessoa que carregou no botão. Como neste filme só o fizeram as mulheres, cabia ao marido escolher entre a vida da mulher ou dos filhos, acabando por matar a sua mulher... Quando em simultâneo algures noutra parte do mundo alguém voltava a carregar no tal botão. Era um ciclo vicioso.

Este filme retrata a ganância humana sobe os bens materiais em prejuízo da própria da vida humana.


Avaliação: 2*
Em relação ao "Drag Me To Hell" que estreia dia 9 de Setembro...

Penso que o objectivo do filme não seria o terror ou o suspense, porque se assim foi, foi muito mal conseguido.

O filme aborda a famosa temática do espiritismo, magia negra, maldições, etc.

Na minha opinião o filme foi uma fantochada. Além de que sou da opinião de que não se deve gozar com o que se desconhece. Como se de alguma forma, essa atitude fosse desrespeitar algo com que não se deve de bom juízo e senso, brincar.

Enfim... Just my opinion as always.

Bons filmes e boas estreias!

O Velho Índio e o Seu Neto

"Velho Índio: Sinto-me como se tivesse dois lobos lutando no meu coração. Um é um lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão.

Neto: Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?

Velho Índio: Aquele que eu alimente."

São parábolas como esta, simples, que nos mostram o verdadeiro sentido das coisas na vida.

Aulas de Tango

Não sei se cheguei a dizer-vos, mas as aulas de Tango Argentino estão encerradas no mês de Agosto. Por isso... Aventuras, histórias e peripécias só estarão de volta em Setembro.

Ah! E relembro-vos que além de iniciar o ano lectivo já no nível intermédio (passámos de nível umas duas aulas antes de acabar este ano lectivo), irei fazer de assistente com a professora TM à nova turma de iniciados! :)

No que ao Tango diz respeito... Até Setembro!

Alejandro Sanz - El Alma Al Aire

Humm...

Não sei se é por estar de férias ou se é por estar calor... Mas as minhas refeições têm sido bizarramente acompanhadas/regadas de bebidas alcoólicas.

O que, entenda-se, não é de TODO comum.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eternidade

O mundo ruiu lá fora.
O caos instalou-se.

As almas vagueiam perdidas... Deambulam pelos escombros à procura de algo com que se possam identificar.
Na realidade, o mundo lá fora já não existe.
São vultos, sombras, espectros que se passeiam numa já acostumada rotina.

O ar já não se respira lá fora.
Já nada subsiste lá fora.
E eu, estou queda e estranhamente tranquila a observar o fim do mundo.
Observo estes monstros mutantes que me atravessam e ignoram a minha cansada existência.

Na verdade, faço parte das ruínas... Daí eles não me distinguirem.
Avançam contra mim, sem dó nem piedade e não se apercebem que apesar de morta, me continuam a magoar.

A crueldade respira-se... O oxigénio, já não!
Acabou, morreu com toda a esperança e fé que de nada serviram aos corpos abandonados e saturados de maus tratos e que agora apenas jazem como monumentos de triunfo de um tempo que já foi.
E eu, assisto a este limbo de forma lucidamente insana.

Devia gritar. Devia agitar estes corvos que se alimentam como abutres do despojar de sentimentos humanos... Mas os meus braços são pedra.
Estou presa ao chão, mas o chão não existe... São as minhas pernas que se perderam no betão frio e infinito e que em plena comunhão deixaram de ter força de vontade para caminhar.
Incapaz de me mover, resta-me observar o que um dia teve luz e brilho e que agora não passa de um vazio escuro e sombrio.

Os meus olhos... Não têm pálpebras! Quero fechá-los, mas não posso. Quero chorar, porque já não quero mais viver meio-morta, porque já não aguento ser atormentada dia e noite por criaturas vis e maléficas... Mas não tenho lágrimas.
Secaram juntamente com o sangue que me corria nas veias e culminaram no meu coração gélido que já perdeu a capacidade de amar.

O amor era o meu sangue e o meu oxigénio... Mas o amor findou.
Agora apenas me resta a eternidade... Mas a eternidade não é, nem nunca será suficiente para acabar com este sentimento de perda.

E o "para sempre"... Ficará eternizado em mim num espaço onde só habita a dor.

Semisonic - Chemistry

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Muito Bem Dito

Li a seguinte frase na descrição da sua pessoa no blog de uma menina chamada Clara

"Não me acho demais, porque tudo o que é demais sobra. Tudo o que sobra é resto. Tudo o que é resto é lixo… Por isso acho-me de menos, porque o que é de menos é raro. Tudo o que é raro é pouco e tudo o que é pouco é valioso... Por isso acho-me de menos."

Não está entre aspas no seu blog e por isso, calculo que seja da sua autoria. Fico sempre muito feliz por encontrar pessoas com a auto-estima no lugar. Pessoas que gostam de si pelo que são. Nada mais!

Cleannig Up The Movie Closet

Como tenho mais tempo livre tenho andado a ver filmes que, vergonhosamente, ainda não tinha visto. E digo "vergonhosamente" porque, como bem sabem, sou a movie-freak cá do sítio e tenho filmes com excelentes actores e alguns com Óscares ganhos e a MM, nada! Simplemente não se tinha (ainda) dado ao trabalho ou à disposição e/ou disponibilidade de os ver.

Até agora, vi estes:

Filme comprido... Nunca mais acabava e era só droga, tiro e porrada por todo o lado.

Mas, ok! Sou fã do Denzel Washington e às tantas confesso que estava mais do lado do personagem que ele interpreta, o gansgter Frank Lucas, do que do lado da polícia que o queria apanhar (e apanhou).

Dou-lhe... 4*

Avaliação: 3*
Em relação a este, que esteve nomeado para Oscar com a categoria de "Melhor Filme" e que ganhou um Globo de Ouro na mesma categoria e ganhou um prémio de "Melhor Realizador" no Festival de Cannes...

É pah! Chamem-me nomes! Chamem-me má crítica de cinema. Chamem-me inculta... Chamem-me o que quiserem! Não gostei!

Apesar de admitir que as três histórias contadas em simultâneo estão muito bem geridas e trabalhadas, achei o filme uma estupidez autêntica. E ainda mais, porque dentro de tanta estupidez é bem provável que tais acontecimentos se sucedam MESMO!

Enfim... Tem o Brad Pitt e a Cate Blanchett e daí estar à espera de mais.

Palavras

Uma das razões que me levou a criar este blog, foi a de poder exorcizar de alguma forma os meus conflitos mentais qual catarse. Poder despejar para ninguém em particular e para todos no geral, os meus pensamentos e coisas que não posso de bom senso fazer e deitar cá para fora senão em meras palavras.

E se bem que me tem ajudado, percebi que nem isso é assim tão linear. Há coisas que definitivamente não podem ser verbalizadas sobre que forma for.

Há coisas que pertecem ao foro íntimo de tal maneira, que qualquer exposição (por mais pequena ou vaga que seja), pode perturbar o que já não é firme. Além de que ver certas coisas escritas dá um certo carácter de definição e conclusão que nem sempre é o que precisamos ou procuramos.

Acho que é esse o príncipio das chamadas listas, por exemplo. Fazer uma lista das coisas que queremos ser ou alcançar, faz com que as coisas passem a ser reais. As palavras escritas dão peso, valor. E por vezes se ao lidarmos com elas na nossa cabeça, já não corre tão bem... Vê-las ganhar vida pode ser deveras devastador.

Para mim, é! Mas eu também dou muito valor à palavra. Dou peso ao que é dito e escrito, porque sou de palavra e sei bem o que isso significa para mim. Pensando que com os outros poderá passar-se o mesmo, vezes há em que temo o que me possa ser dito ou escrito.

Sou daquelas pessoas que tem bastante cuidado com as palavras. Para não ofender, magoar, para não me expôr, para não cair em falsas premissas, etc...

Serão todas as pessoas assim?! Não sei! Mas por eu o ser, todo o cuidado é pouco.

E é sobre palavras que vos escrevo hoje.

Palavras que são ditas sem se pensar... Palavras deitadas ao vento; palavras sussurradas entre amantes; palavras animadas entre amigos; palavras jogadas fora entre lágrimas; palavras gritadas no desespero; palavras caladas na solidão; palavras perdidas na tristeza; palavras insensatas no calor da discussão; palavras mortas quando já nada vale a pena dizer; palavras duras quando queremos marcar posição; palavras doces para acarinhar; palavras meigas para confortar; palavras ritmadas para cantar; palavras vãs só por falar...

PALAVRAS!

O que éramos nós sem elas?!

Dêem valor às palavras. As palavras podem até mesmo matar.

Usem-nas com moderação, pois poderá chegar o dia em que as palavras poderão simplesmente... Perder o seu significado...