Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Que É Que Foi Aquilo?!

Ontem fui acometida por um qualquer sentimento ridículo de posse. Durante três breves segundos senti um assomo de raiva que traduzi mais tarde como ciúme.

Foi uma coisa passageira, que passou despercebida e manifestou-se somente nas profundezas do meu ser. Além disso foi um sentimento completamente infundado. Foi embora tão rapidamente como veio, mas depois de passados os três segundos iniciais, tive outros cinco segundos de completo choque.

What is wrong with me?!

Nunca fui dessas coisas e, felizmente, o meu lado racional aniquilou instantaneamente aquela estúpida sensação de querer ver sangue.

Mas de onde veio aquilo?! O que é que se passa comigo?!

Orishas - Represent

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sesta

Essa bela instituição. Não o é oficialmente, mas para mim sempre será!

Durante os anos da minha meninice e juventude, passei férias com os meus tios e primos no Alentejo. A seguir ao almoço, na chamada hora do calor, lá íamos nós dormir a bela da sesta. Era um hábito seguido de forma religiosa. Adultos e crianças paravam para dormir a sesta. E nós miúdos, nem sequer constestávamos, uma vez ser impossível brincar à torreira do sol.

Este hábito ficou de tal modo enraízado em mim que ainda hoje, se me fosse possível, dormiria uma sesta a seguir ao almoço para repor energias. Hábito que mantenho nas férias e sempre que posso.

Sou daquele tipo de pessoas que mesmo que tenha feito uma directa, estou sempre vivaça e cheia de energia pela manhã, mas a seguir ao almoço... UI! Não dá! As pálbebras começam a pesar-me, a visão começa a ficar toldada, as pernas entorpecem... Deixa de haver condições para o que quer que seja e muito menos, para trabalhar.

Eu sou uma defensora acérrima da sesta! Devia ser instituída como obrigatória  em todo o Mundo.
Uma pausa de meia hora (no mínimo) era coisa capaz de resultar em maravilhas ao nível da produtividade (da minha, pelo menos).

Como vos tenho vindo a dizer ao longo dos posts que publico e onde me dou aos poucos a conhecer, sou uma pessoa que me respeito muitíssimo. O sono é mais uma das coisas que respeito em mim, no meu corpo e no meu metabolismo.

Acho que temos de aprender a conhecer os sinais que o nosso corpo nos envia e fazer por respeitá-los.
Há quem diga que dormir é uma perda de tempo útil. Para mim, não é! E nunca será! Sei exactamente quanto tempo de descanso e de sono preciso para funcionar bem e manter a energia e força necessárias para enfrentar mais um dia.

É claro que nem sempre consigo cumprir as minhas necessidades de sono de forma escrupulosa, mas acreditem que nessas alturas tenho dificuldade em lidar comigo mesma... Agora imaginem os outros!?

Li há bem pouco tempo um artigo sobre os hábitos de sono dos portugueses. Esse estudo teve a conclusão que os portugueses não respeitam horários e que pior ainda, no caso dos que têm filhos, não regram horas de deitar às crianças. É um péssimo hábito que passam aos filhos e que não os ajuda nem no seu crescimento, nem no seu desenvolvimento.

Eu tenho imenso prazer em dormir e tenho a plena consciência dos benefícios que esse estado de inactividade traz à minha cabeça, memória, estado de espírito, humor, etc.

Vezes há em que me deito com o peso do mundo às costas e que depois de uma noite bem dormida, todos os assuntos que andavam às voltas na minha cabeça sem aparente solução, deixam de ter a mesma importância.

E agora e com esta conversa toda, já dormia uma sestazinha! ;)

Paramore - Decode

domingo, 11 de julho de 2010

12ª Aula de Tango

Mais uma vez fui a primeira a chegar ao Teatro. Já lá estava a professora TM a fumar um cigarro no pátio e eu aproveitei para pagar a mensalidade deste mês enquanto aguardava a chegada dos meus colegas.

Nisto a TM chama-me para me mostrar algumas das alterações que está a fazer ao nível de decoração e iluminação, pedindo a minha opinião e diz-me que vamos ter a aula na academia porque fomos promovidos ao nível intermédio.

Chegam mais colegas e arrancamos todos para o clube onde a TM começa a  dar a aula. Entretanto, chegam os pares do nível intermédio com o professor AN e juntamos as turmas ficando com um salão bem cheio. Creio que éramos cerca de onze pares.

Fizemos uma revisão dos meios giros e media luna, com especial atenção à troca de pesos entre passos. Foi, na minha opinião, uma aula um tanto repetitiva... Mas sempre deu para melhorar a postura na execução dos passos e deu para treinar os passos para o lado contrário ao habitual. É que nisto da dança como em outras vertentes da nossa vida e dia-a-dia, também incide a nossa tendência destra ou esquerdina.

Curiosamente, sou estupidamente destra em TUDO. E logo, o Tango não é excepção. As saídas à direita, faço-as bem e sem pensar. Saem-me naturalmente. As saídas à esquerda atrofiam-me toda e o meu cérebro entra em conflito de modo praticamente visível e audível. As engrenagens começam a ranger e a saltar carretos... Quase que me sai fumo das orelhas tal é o esforço que faço por acertar os passos. Mas tem de ser e pelo menos nesta aula, deu para treinar isso.

Um par de colegas meus está a começar a ter o mesmo problema com o professor AN que eu tive e diz que uma vez que passámos para o nível intermédio e as aulas são com ele, que vão parar e mudar de escola. Expliquei-lhes que tive exactamente o mesmo problema, mas que com a habituação vai-se lá, até porque ele é mesmo muito bom nas coisas que faz. É um facto que não tem tanta paciência para explicar, mas dá uma visão muito mais abrangente, técnica e rigorosa do Tango.

Nisto chegam os alunos das danças de salão e expulsaram-nos do salão. Quando nos fomos a mudar para o salão habitual, estava lá a TM com outros alunos e ficámos sem sítio para dançar. Puseram-nos na sala de aeróbica, mas foi impossível dançar porque o chão é sintético e não dá para pivotar, ou seja girar sobre os próprios pés, porque os sapatos ficavam colados ao chão.

Das vezes que tentei, fiquei à rasca dos joelhos e logo não deu. Terminámos a aula dez minutos antes e ficámos a falar sobre a viagem que o AN vai fazer à Argentina em Agosto. Curiosamente é amigo daquele casal de bailarinos que protagonizaram o vídeo de Tango e futebol que publiquei há uns dias.

Faltam mais três aulinhas de Tango e después, férias! E bem falta me estão a fazer! Ando deveras exausta a todos os níveis!

Ah! Outra coisa! A partir de Setembro serei ajudante da TM nas aulas da nova turma de iniciados. Serei uma espécie de assistente júnior. ;)

Deixo-vos agora com um vídeo de um dos melhores pares de Tango Argentino do Mundo - Natacha e Jesus

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Bom fim-de-semana!

Evanescense - Bring Me To Life

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mulheres ao Volante

Os meus amigos costumam dizer que, em certas coisas, tenho uma mente muito masculina. No sentido em que tendo a ser prática, simplificando situações que seriam à partida motivo de histeria feminina.
Assim sendo, e perdoem-me todas as mulheres que vão ler isto, vou ser mesmo "gajo" nesta questão.

Generalizando, de cada vez que vejo comportamentos dignos de um balázio no meio da testa (na versão extrema da coisa) ou um par de estalos (na versão mais soft da coisa), na estrada... Advinhem?! São mulheres ao volante.

Também há homens bestas a conduzir, mas esses são bestas porque têm a mania que dominam a condução e assuma-se que, grande parte das vezes, os comportamentos ditos perigosos ou arriscados, são feitos por condutores seguros da sua boa condução.

Poderão (para quem vê) parecer manobras perigosas, mas a margem de segurança com que as executam é relativamente garantida. Aliás os acidentes acontecem na sua grande maioria (excluindo álcool, drogas e excesso de velocidade) por manobras imbecis feitas por gente muito (bastante) azelha e pacóvia.

Dito isto, há por aí muito boa gente, mulheres e idosos na sua maioria, a quem a carta de condução deveria ser simplesmente retirada. Mas retirada, com requintes de malvadez com direito a mandato de busca e providência cautelar que assegurasse que essas pessoas não pudessem voltar a estar atrás de um volante (qualquer que ele fosse).

Gary Go - Engines

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Que Gira!

Ao telefone com a minha LL a tentar marcar um fim-de-semana juntas...

Eu: A mana tem muitas saudades tuas! Não queres vir passar um fim-de-semana comigo?
LL: Quero muito minha maninha linda, mas ando um bocado ocupada.
Eu: Ocupada?!
LL: Sim! No fim-de-semana de 17/18 estou com o pai e no outro a seguir, vou a um piquenique com a mãe, os tios e os primos! Mas olha, acho que este estou livre. Deixa-me perguntar à mãe.
(E deixou-me pendurada ao telemóvel.) - Sim! Estou livre este. Ficamos combinadas!

LOL!!

Ela tem 9 anos! Achei-lhe um piadão! A forma adulta dela falar e a maneira como me deixou à espera a consultar, de certa forma, a "agenda" dela!

Muito bom!

Nem quero imaginar quando for mais velha... É óbvio que ficarei MESMO pendurada! :(

"Uma No Cravo, Outra Na Ferradura"

Ontem em conversa com uma amiga minha ao final do dia, surgiu esta expressão.

E assim que foi dita, eu estagnei. De repente aquilo não se me parecia com nada. Já tinha ouvido e aplicado eu mesma essa expressão variadíssimas vezes, mas ontem por uma qualquer estranha razão, debrucei-me sobre o seu significado.

Ignorância minha (ou não) dei por mim a saber o que aquela expressão queria exactamente dizer... Não conseguia, no entanto, atribuir-lhe significado directo.

Pensava eu que a palavra "cravo" se referia à flor com o mesmo nome e daí eu não estar a conseguir associar uma coisa à outra. Mas só ignorância minha mesmo.

Afinal cravos são uns pregos que se aplicam nos buracos das ferraduras e que ficam espetados de modo oblíquo em relação à pata do animal que está a ser ferrado. E voilá! A famosa expressão popular "dar uma no cravo, outra na ferradura", ganhou novos contornos bem mais coerentes na minha cabeça.

Ter ficado a saber isso agora após 26 anos de vida, deixou-me com uma sensação de burrice tremenda (saí ferrada. LOL). E fiquei a pensar na quantidade de coisas que, muito provavelmente, diremos sem termos a perfeita noção do seu significado.