Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

sábado, 5 de junho de 2010

7ª Aula de Tango - Professora TM

Vou dividir esta última aula de Tango em duas partes e no fim, vocês entenderão o porquê.

À hora do costume, lá estávamos nós. Todos emparelhados e de sala cheia o que é sempre muito bom. Fizemos uma revisão das colgadas, até porque estavam lá pares que não tinham estado na última aula e de seguida, fizemos uma espécie de coreografia com tudo (ou quase tudo) que já aprendemos até agora e pelo menos tivémos um gostinho do que é dançar o Tango Argentino à séria.

A aula correu muitíssimo bem e de tal maneira que a professora TM ainda nos ensinou umas soltadas e sacadas que já pertencem ao nível intermédio. Aliás, ou nós fomos promovidos a nível intermédio ou o nível intermédio regrediu e passaram a dançar connosco. É que desta vez fomos acompanhados por alguns pares que não fazem parte dos iniciados e com pessoas que eu já vi nas aulas do professor AN.

Não tenho muito mais a dizer sobre esta aula, uma vez que foi (mais uma vez) excelente. Voltei a dançar com a professora TM para demostrar alguns passos (o que tem vindo a ser costume) e divertímo-nos à grande.

Em relação às dores que vos costumo enumerar depois de cada aula, tenho a dizer-vos que sinto um cansaço geral e uma sensação de dormência, confesso algo agradável e nada desconfortável, que traduzo como o meu corpo estar a habituar-se ao exercício semanal.

Voltei a deixar para trás todos os assuntos que me chateiam e saí de lá com aquela sensação revigorante de alma limpa e plena. Insisto em dizer-vos que dançar é verdadeiramente terapêutico.

7ª Aula de Tango - Professor AN

Acabada a aula, fomos à aula prática com o professor AN. Como temos sempre de esperar meia hora pela aula dele, ainda revemos a matéria e debatemos a forma de como fazer alguns passos mais perfeitos a nível técnico e torná-los mais confortáveis. Nisto o professor AN chama-nos para a aula e lá vamos nós.

A aula prática correu PESSIMAMENTE. É isso mesmo. Estão a ler bem.

Houve pessoas a desistir a meio da aula, eu tive de sair porque estava prestes a ter um ataque de choro, uma outra colega minha ficou frustrada de tal maneira que bloqueou e passou-se ficando completamente histérica de nervos, o professor AN foi super agressivo para nós... Enfim, aquilo não correu nada bem.

Ou o professor AN não estava num dos dias dele ou estávamos todos tão sem jeito para a coisa que ele não estava para perder o tempo dele connosco.

O que acontece é que a professora TM ensina-nos uma forma de Tango e o professor AN só nos quer ver a dançar Milonga. Como já tive oportunidade de vos explicar no último post a Milonga é Tango na mesma, mas é um género muito diferente de Tango. Eu e os colegas que lá estavámos somos da opinião de que temos de aprender a fazer tudo e não só focarmo-nos numa maneira de dançar. E quando chegamos à aula do professor AN literalmente desaprendemos o que aprendemos na aula anterior, porque ele insiste que só dancemos daquela maneira.

Os métodos dele entram em contradição com os da professora TM e aquilo nas nossas cabeças transforma-se num bloqueio geral que nos impede de dar um único passo que seja.

Depois ele recusa-se a parar e ensinar-nos. Diz que nós temos de dançar e ele vai corrigindo o que vê de mal. Quando tivemos dúvidas e o chamámos para nos explicar, disse que não podia ser assim. Que tínhamos de dançar e que as bases e a técnica eram com a TM. SOCORRO! Não estávamos a ir a lado nenhum com aquilo.

Depois de ser tanta vez chamado a explicar este ou aquele passo, disse-nos na cara que agora era a altura ideal de desistir do Tango, porque a partir de agora era sempre a complicar. Nós dissemos que estávamos ali para nos divertirmos e que não pretendíamos ser nenhuns profissionais ou fazer campeonatos/espectáculos.

Nisto ele parou para dar algumas explicações e quando de seguida foi rodar os pares para dançar com as mulheres, deu no espectáculo que descrevi em cima. Teve o tempo todo a dar-nos nas orelhas e a criticar. E sim! Ele está lá para isso, mas há maneiras de fazer e dizer as coisas.

Entretanto percebi a razão de alguns dos pares do nível intermédio terem ido para a aula da professora TM. É impossível estar nas aulas do porfessor AN se ele for sempre assim.

Enfim, saímos de lá deveras frustrados e a achar que não temos jeito nenhum para aquilo.

Vou voltar na próxima 6ªf  e ver como corre, mas em correndo assim novamente, não volto à aula com o professor AN. Tenho pena e fiquei desiludida com as atitudes dele. Errar é humano e nem sempre estamos num dia bom, mas nós alunos que estamos a pagar para eles nos prestarem atenção não merecemos ser tratados daquela maneira.

E depois de uma aula verdadeiramente descontraída e de alto astral, levar com uma aula castradora e frustrante, não dá com nada.

Para a semana há mais e esperemos que melhor!

Ala Dos Namorados feat. Sara Tavares - Solta-se O Beijo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Para Maiores de 18

Aviso: Este post contém matéria e linguagem imprópria. Não recomendável a menores de 18 anos. 

Pornografia. É sobre isso que vou escrever. Antes de mais, relembro que vou limitar-me a dar a minha opinião sobre o assunto.
Não pretendo ser ofensiva, descriminatória ou ferir os sentimentos/susceptibilidades dos caros leitores. 

Devo ser uma das poucas (ou talvez não) mulheres a admitir que assisto de forma mais ou menos regular a conteúdos pornográficos.

Dizem que as mulheres são pouco susceptíveis a este tipo de coisas, pois excitam-se mais facilmente com o erótico do que com o chamado sexo explícíto. Eu acho ambos excitantes, dependendo só para qual dos dois estou virada. Assim sendo costumo ver vídeos/filmes que exibem várias abordagens ao tema.

O que me está a levar a escrever este post é o facto de eu achar que a mulher aparece sempre representada nesses filmes como o ser cuja função é única e exclusivamente a de satisfazer o parceiro.

E o que é que isso tem de mal perguntam vocês?!
Nada! Respondo eu. Errado é essa função estar só incluída no guião das mulheres. Errado é os filmes serem pensados por homens e feitos para homens e em pleno século XXI a mulher ser ainda considerada um objecto com a exclusiva finalidade de satisfazer as necessidades, caprichos e preversões masculinas. Errado é o Homem ter parado no tempo e continuar a mostrar o sexo como se continuássemos a viver na época dos homens das cavernas em que eles puxavam as mulheres pelos cabelos e lhes davam com a moca.

Atenção que não estou a dizer que estes comportamentos são errados, simplesmente acho que deviam ser abordados como sendo a mulher a desejá-los, assumindo o controlo ainda que possa estar a ter uma atitude submissa.

Em análise
- Fellacio (vulgo, broche, mamada)

Generalizando, 90% desta indústria cinematográfica começa assim. Agora a parte que me desagrada. Embora vejamos a menina a ir lá à braguilha do menino e sacar do instrumento, este gesto NUNCA é de sua iniciativa. E agora estão baralhados, certo? "Então, mas não acabaste de dizer que é ela que lá vai?!". Sim, é! Mas estiveram também atentos ao gestos que a lá levaram?! Aquela mão na nuca da menina a empurrá-la lá para baixo?!

Ah, pois é! Dão-lhe um beijito de mer** e toca lá mas é de mamar no cara***. Isto frustra-me. Logo eu que considero o beijo tão poderoso preliminar.

Mas a menina é bem mandada e lá vai ela. E depois há esta mania de acharem que a boca da mulher é uma vagina e toca de enterrá-lo até ao estômago que ela gosta. Mas o que é isto?! A sério! Parem de esgalhar o pessegueiro (leia-se, bater punheta) e olhem bem para aquilo.

Aquele olhar esgazeado com os olhos quase a saltar-lhe das órbitas não é prazer, é sufoco. E aquelas lagrimitas que lhe escorrem rosto abaixo não são lágrimas de emoção, são elas a tentar controlar o reflexo de vómito. Não se deixem enganar por aquelas escassas frases que estão no guião e que elas têm de dizer: "Oh yeah, big fucking cock...", "let me suck it all...". Elas são pagas para dizer aquilo, entendem?!

Experimentem enfiar qualquer coisa pelas vossas bocas adentro e mantê-la lá, nem vos dando oportunidade para respirar e vão ver se gostam.

O broche é um preliminar ou um desfecho do acto sexual em si. Não é coito, cópula. Porque é que insistem em 15, 20 longos minutos daquilo... Não entendo!?

E depois disto, bora lá mas é fod** à grande como se não houvesse amanhã. É que a menina gostou tanto desta parte que já tem a obrigação de estar mais que lubrificada para levar com ele. Não há atenção nenhuma às necessidades da mulher.

Ok, ok! Aquilo é pornografia e é suposto as coisas serem levadas ao mais básico que há no sexo, mas há muita gente (inexperiente) que pode ver aquilo e achar que é assim que se trata as mulheres. E apesar de haver mulheres que gostam de ser assim tratadas, mais uma vez digo que não há mal nenhum, deviam apresentar isso como sendo a vontade da mulher e não como a mulher sendo um mero objecto e um meio para alcançar um fim.

O sexo é vivido a dois (no mínimo) e hoje em dia tem obrigatoriamente que ser um acto recíproco. Não digo que o homem a seguir a levar um broche deva logo de seguida fazer um minete (falando bonito, cunilingus) à mulher (mas se for, tanto melhor).

Aquilo não é uma competição para copiar os gestos do outro a ver se fazemos melhor. O que tem de ser recíproco é o nível do prazer. Temos de retribuir na medida em que estamos a sentir.
Um bom parceiro sexual é aquele que se preocupa em dar prazer ao outro. Este prazer é um poderoso afrodisíaco. É meio caminho andado, para termos prazer nós também.

Não incluo nesta troca de paga na mesma moeda os miminhos. Ou seja, se a vossa menina está numa de vos fazer um miminho destes sem estar à espera de nada a seguir... Não quer dizer que ela não espere de todo a retribuição. Por isso de futuro, tomem vocês também a iniciativa só porque sim.

E importante: tem de se dar atenção a outras partes do corpo no sexo. As zonas erógenas não estão todas localizadas nos orgãos genitais. Deixem de ser tão auto-limitadores e explorem-se!

Enfim... Só vê filmes pornográficos quem quer, mas acho que seria simpático haver uma mudança na sua produção/realização.

Há uns tempos ouvi dizer que agora havia uma mulher realizadora desse tipo de filmes. Tenho de pesquisar e tentar ver alguma coisa a ver se as coisas numa perspectiva feminina, saem melhor.

Breath Easy - Blue

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cinismo

Contando-vos um episódio real que se passou com um amigo meu.

Passados dois anos no seu emprego, este meu amigo chegou a uma encruzilhada. Ou despedia-se ou procurava ajuda médica, pois estava literalmente a ficar doente devido à forte pressão que as pessoas/colegas do seu emprego exerciam sobre ele.

Não se conseguia decidir e nisto acabou mesmo no médico, com a pressão arterial altíssima e estado de ansiedade e stress que lhe provocavam insónias, dores de cabeça, falta de concentração e outros sintomas que tais.

O médico diagnosticou-lhe o início de uma depressão e após explicação dele ao médico sobre o que se passava, o médico colocou-lhe duas alternativas. Ou se despedia ou tinha que fazer para o resto da vida, medicação.

Ele optou pela medicação, uma vez que colegas à parte, era realmente apaixonado pelo que fazia. O médico prescreve o medicamento e dá-lhe a receita.

Ele sai directo do consultório médico à primeira farmácia que encontra.

Entrega a receita ao farmacêutico, quando este lhe diz:
- Isto é uma brincadeira, certo?
Ele: Porquê? Passa-se alguma coisa?
E o farmacêutico devolve-lhe a receita perguntando-lhe se ele tinha lido o que lá estava escrito.
Ele lê e desata-se a rir. Lá escrito estava: "Uma caixa de Cinismo. Tomar dois comprimidos à entrada do seu trabalho."

Tudo isto para vos dizer que eu já não vou lá com comprimidos. Estou a precisar de injecções intravenosas. Cinismo directamente na veia. A sério!

Odeio gente pobre de espírito. Gente triste e mesquinha que na minha opinião são só dignos de dó. Pessoas que não devem ter vida própria e que nesse sentido o seu único passatempo é arranjar conflitos. Vivem agarradas ao passado e não retiram nada de positivo das experiências vividas. Não aprendem e limitam-se a reviver vezes sem conta episódios de coisas já mais que mortas.

Estão constantemente a desenterrar "cadáveres" e a exumá-los na esperança de descobrir alguma prova que os possa ilibar. Nunca encontram, mas procuram incansável e delirantemente, perseguidos pelos seus próprios demónios querendo arrastar tudo e todos na sua deprimente vidinha.

Não tenho... Esgotei as capacidades de lidar diária e constantemente com gentinha desta.

Estou também eu numa encruzilhada, cujas opções são:
- Despeço-me;
- Incorro no sério risco de virar uma serial killer e aparecer em manchete de jornal como se de uma notícia vinda da América se tratasse.

Nenhuma das acima me parece ser viável e assim sendo, resta-me ser igualmente cínica e destilar veneno na esperança de que não morda a própria língua e caia fulminada. Mas ao que parece, as víboras são imunes ao seu próprio veneno.

Assim esperemos...

The Verve Pipe - Freshman

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial Da Criança

Que todas as crianças deste Mundo tenham alguém que as ame e proteja.
Que todas possam saber o que é ter uma família!
Um beijinho especial a TODAS as crianças deste Mundo hoje e TODOS os dias!

Há Muita Fominha...

É isso mesmo! Há muita fominha por aí e não me refiro à fome em forma de escassez de víveres. Refiro-me mesmo à falta de sexo!

Há muita gentinha com falta de sexo. E isso traduz-se em situações rídiculas do nosso quotidiano. Querem exemplos?

1º Exemplo
Estava a retocar o meu batom quando vejo que está um colega meu especado a olhar para mim, com um sorrizinho imbecil na cara.
Eu: Sim..?!
Ele: Nada, nada! Estava só a observar.
Eu: Ok, há fetiches para tudo...
E continuei a fazer o que estava a fazer e ele continuou ali plantado com ar de quem se está praticamente a vir.

Desculpem a linguagem, mas foi mesmo assim. Não fui só eu que assisti a isto e o outro colega meu achou o mesmo.

2º Exemplo
Passa um colega por mim e estende-me a mão e eu pensando que ele me estava a cumprimentar, estendo a minha e eis que ele agarra a minha mão com as duas mãos dele.
Ele: Desculpa, mas estava mesmo a precisar de te tocar!
Recolho a minha mão e viro-lhe costas com um esgar de "Por Favor, menos!".

3º Exemplo
Detesto a seguinte pergunta que os meus estimados colegas teimam em fazer-me on daily bases.
Ele(s): Olá, estás boa?
Eu: Estou bem obrigada!
Ele(s): Perguntei se estavas boa e não bem, mas ok tens razão, boa és tu todos os dias.
Eu sei bem o que eles perguntaram... Recuso-me é a responder porque já sei qual o sentido que a coisa vai levar, mas ainda assim não me livro de levar com este fabuloso cliché.

4º Exemplo
Toda a condução agressiva que diariamente assistimos nas estradas deste país são nada mais nada menos que, fruto de uma grande falta de sexo. Não têm outra forma de extravazar a coisa e no meio de toda a sua impotência saiem-se com manobras perigosas numa de mostrarem o quão machos são.

5º Exemplo
Atitudes de humilhação para com os seus pares e principalmente o exarcerbar de autoridade perante os seus subornidados... Advinhem?! Falta de sexo!

Enfim... Concluo que a grande maioria dos comportamentos mesquinhos e prepotentes que aí andam são o resultado directo de uma GRANDE necessidade sexual.

Deixem-se de subterfúgios e vão ter sexo. Acredito que o vosso humor e feitio iriam ficar bem melhores.

O problema está que esse sexo que lhes falta não é com a pessoa com quem eles partilham as suas vidas... Ah, pois é! Quer-me parecer ser esse o verdadeiro ponto da questão.

Santana feat. Rob Thomas - Smooth