Maldades, Maldades... Adoro Maldades!

Para apreciadores de "maldades" com nível, requinte e inteligência, que sabem saborear humor sátiro... Pautado por visões "dark side" do quotidiano.

domingo, 18 de abril de 2010

Será possível...

... Desejar-te tanto que não pense em nada mais que não ter-te?
... Estar a afundar-me num imenso abismo de desespero que me está a levar à loucura?
... Que não faças nada quando sinto o mesmo desespero da tua parte?
... Que vás deixar passar impune a química que existe por persistires numa qualquer tentativa falhada de fingires que não se passa nada?
Será possível?!

Pearl Jam - Better Man

sábado, 17 de abril de 2010

Quantas?

Quantas lágrimas preciso chorar até secar?!
Quantas perdas preciso sentir até deixar de magoar?
Quantas palavras escritas na brancura do negro imaculado preciso escrever até esgotar?
Quantas são as vezes que só a mim tenho para me embalar?


Quanto mais tempo terá de passar até que a paz me albergue e eu possa serenar?

Bruce Springsteen - Streets Of Philadelphia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sou Como Sou

É assim tão difícil chegar-se ao pé de uma pessoa e dizer-lhe o que estamos a sentir?!
É mais fácil evitarmos cruzar-nos com essa pessoa numa tentativa rídicula de evasão, usando subterfugios desnecessários?
Não seremos todos adultos responsáveis pelos nossos actos, tendo o conhecimento prévio de que temos de levar com as consequências do que fazemos, não fazemos, dizemos, não dizemos?!

Pensava que sim!

Eu, da minha parte, sempre fui muito mulherzinha para admitir os meus erros e as minhas acções, assumindo sempre as consequências das minhas atitudes.
Custa-me crêr que não sejam assim. E ainda mais quando não o são assim para mim. Para mim... A pessoa a quem se pode dizer praticamente TUDO. Quem me conhece, tem a obrigação de saber que pode chegar ao pé de mim e dizer tudo. Mesmo que seja algo verdadeiramente mau, eu prefiro saber a viver na ignorância.

Sou aquele tipo de pessoa que gosta de saber as coisas, ainda que elas me possam magoar, doer ou até mesmo matar (figurativamente falando). Sempre resolvi os meus problemas a falar. A conversar. Qual é o medo?!
Às vezes acho que as pessoas têm medo de mim... E o pior é que já muita gente me disse que intimido as pessoas à minha volta.

Caramba!? Mas por quê?!

Por ser despachada e dizer o que me dá na real gana?! Por não ter pudores, preconceitos e falar de tudo desde o assunto mais intelectual e sério ao mais escabroso e embaraçoso?!
É assim que sou. Não falto ao respeito a ninguém e orgulho-me de poder dizer que sou uma pessoa bem aceite. Alguém de trato fácil (mas não arbitrário), sociável e open-minded.

Existe aqui algum factor "medo" a ter para comigo?! Não me parece!
Estou em crêr que é mais a própria insegurança dessas pessoas que as faz ser assim para mim e não sabendo lidar consigo mesmas, como lidar com alguém como eu?!

Sinto-me muitas vezes um bicho raro, mas também recuso-me a ser mais uma pessoa no meio de tantas. Sou EU e vivo bem com isso e quem quiser "viver" comigo, é isso que tem de aprender.

Simply Red - The Air That I Breathe


"(...) Making love with you has left me peaceful warm inside.
What more could I ask, there's nothing left to be desired."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fatalidade

Tenho, de há umas semanas para cá, andado com uma estranha sensação de fatalidade.
Fatalidade esta que surgiu no seguimento de uma conversa telefónica com uma amiga minha - a Cobrinha. Já falei dela num post.

Passo a explicar: vou de férias em Agosto para Itália com esta minha amiga e outro grupo de amigos. Somos doze ao todo. Estávamos a combinar detalhes e diz-me ela:

- Olha lá, não fazes anos enquanto lá estivermos?!
- Faço!
- Ah! Então temos de marcar alguma coisa para assinalar a ocasião. São 27, não é?
- Sim!

E pronto! Está aqui o ponto de viragem.

Sim, eu já sei que vou fazer 27 anos. Não é novidade. A novidade está que esse número abateu-se sobre o meu corpo com um peso extraordinariamente arrebatador e que agora não sai de cima de mim.
Vinte e sete anos?! Escrito por extenso, não fica melhor! :s

Sim, estou óptima e sinto-me óptima. Aliás, sinto-me bastante melhor que aos meus 18, 19 ou 20 anos. Mas a verdade é que estou em contagem decrescente à entrada do estigma dos trinta.
Dei por mim, desde então, a ter uma noção de efemeridade e transitoriedade que é deveras assustadora.

Parece que saí do mundo cor-de-rosa (mundo por onde nunca tive a feliz oportunidade de passar) e acordei para a realidade: a vida é demasiado curta. Farto-me de trabalhar para conseguir ter alguma coisinha e não alcancei um terço do que já gostaria de ter.

Ok! Bem sei que este sentimento é transversal à maioria das pessoas da minha geração... Mas deixem-me lá desabafar...

Comecei a achar que durmo demais, trabalho demais, penso demais, chateio-me, stresso-me, preocupo-me DEMAIS em oposição a tudo o resto que faço de menos. Não me divirto, não saio, não fujo da rotina, não procuro coisas novas, gente nova, não namoro, não beijo, não faço exercício, não compro futilidades pelo simples prazer de comprar, não me mimo o suficiente, etc...

E o que levamos desta vida no fim?! Sim, porque a única certeza que existe nesta vida é que ninguém cá fica para contar a história. E sei também que estou para aqui apenas a constatar o óbvio, mas será que já algum de vocês sentiu na pele a fatalidade desta vida?! O quão pouco tempo nos parece restar?!

Se calhar estou para morrer, não sei! Sei que ultimamente, a vida parece-me fugir por entre os dedos como simples grãos de areia... E sinto-me tão só, tão perdida... Com uma dor tão grande e incomensurável que se torna difícil traduzir os sentimentos que me fustigam em meras palavras...

Live - Lightning Crashes


"(...) I can feel it coming back again, like a rolling thunder chasing the wind.
 Forces pulling from the center of the earth again... I can feel it!"

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Marionetas

Em conversa com a minha irmã e com alguns amigos meus, pude verificar que andamos todos dentro da mesma linha de raciocínio.

Partilhamos a mesma decepção pelas pessoas, pelas relações, os mesmos conflitos profissionais, o mesmo marasmo doméstico... E de tal forma que accionámos o modo automático. Aquele modo que nos permite, levantar todas as manhãs e encarar mais um dia com toda a sua rotina predefinida, sem termos de utilizar muita da nossa atenção. O modo que está já programado para uma série de possíveis situações, permitindo uma rápida e espontânea resposta. O modo que está prestes a ganhar autonomia própria dada a quantidade de vezes em que nos esquecemos de o desligar.

Isto assusta-me! Dá-me aquela sensação de que estou a ser "engolida" pelo sistema. Sendo que o sistema é toda aquela parte da nossa vida que suportamos porque precisamos e que traz agregada outra série de coisas: emprego, colegas, cinismo, borucracia, incompetência, estupidez e outros que não dependem no nosso crontrolo/intervenção directos.

Fico em crêr que nem dona de mim mesma sou. Que tenho de me sujeitar, aliás obrigar a compactuar e ser cúmplice deste sistema que está imposto, para que possa de alguma forma, levar uma vida aceitável e dentro dos parâmetros da dita normalidade.

"Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser", já dizia Johan Wolfgang Von Goethe. Cada vez me restam menos dúvidas quanto à veracidade destas palavras.

Às vezes tenho a estranha sensação de que somos meras marionetas cujos fios são puxados por uma qualquer mão invísvel que nos governa a seu bel prazer.
Só me resta descobrir para quem representamos. Quem é que está a assistir ao espectáculo?!

Dirty Dance - Cry To Me, Solomon Burke


Já não se fazem homens como antigamente... ;)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Internacional do Beijo

Fiquei a saber agora ao jantar enquanto via o telejornal, que hoje se celebra o Dia Internacional do Beijo. Achei isto deveras curioso precisamente porque, sem ter conhecimento da existência desta celebração, passei o dia inteiro com uma forte vontade de beijar e ser beijada.

Adoro beijar e adoro ser beijada!

Mas isto de beijar, tem muito que se lhe diga. Não é um beijar de qualquer maneira. Eu, pelo menos, gosto de beijos intensos, ardentes... Beijos que prometem, beijos em que a cada movimentar de lábios e língua, eu perceba o que me está a ser "dito".
Quase como se me estivesse a ser contado um segredo, mas transmitido boca-a-boca...

Nem todos são os que dominam a técnica e nem todos os beijos são perfeitos, mas o que há de melhor é que podemos continuar a treinar até alcançar O Beijo! E esse quando alcançado... Ui! Corta a respiração, faz saltar o coração e provoca outras coisas acabadas em "ão"...  LOL!

Deixo-vos então, com um vídeo onde poderão assistir a um dos meus beijos de cinema preferidos:
Bons Beijos!!!

Assertividade

Sou uma pessoa bastante frontal e directa e no seguimento desta minha maneira de ser, digo mais, desta minha vincada característica de personalidade, destesto rodeios.

Quando quero dizer alguma coisa, chego e digo. Não quero dizer, nem deixo subentendido. Tenho a experiência de que, na maioria das vezes, as pessoas não têm a capacidade de perceber o texto nas entrelinhas. E se vamos confiar que  mensagem foi percebida como a queríamos entendida, esqueçam. Depois não se venham queixar.

Agora há que saber ser frontal e directo para não ferir susceptibilidades. Há que saber com quem estamos a lidar/falar. As pessoas não são todas iguais e alguns são mais sensíveis que outros. Outros há ainda que sofrem do síndrome de vitimização e tudo o que possamos dizer é encarado como um ataque. Nestes casos, é muito complicado. Por muita delicadeza que tenhamos, temos de assumir à priori que toda e qualquer palavra nossa irá ser mal interpretada. É quase necessária toda uma preparação com direito a discurso ensaiado, para que o resultado não assuma proporções nucleares.

Mas mais importante que toda esta preparação, é a inteligência emocional. Há que saber analisar as expressões do nosso interlocutor. Às vezes poderá ser precisa uma mudança no rumo da conversa - nunca se desviem tanto que percam o sentido inicial, pois dá a sensação de não sabermos o que queremos, o que transmite logo ideia de insegurança e/ou no pior cenário, imaturidade.

Em jeito de conclusão, há que ser assertivo, mas não arrogante ou prepotente.
Convém falar com as pessoas de igual para igual e não querer impôr superioridade, ainda que manifestamente a tenhamos. A humildade cai bem a todos.

Depois é irmos à aventura e explorar caminhos. Certo é que nem sempre corre bem ou como esperávamos, mas é assim que se vai aprendendo como em tudo o resto na vida.
Aliás, eu até tenho o lema pessoal de que temos que errar bastante para aprender. Convém é ir inovando nos erros para ganharmos "bagagem". Errar sempre no mesmo é que não dá com nada.

A verdade é que as relações, sejam elas de que natureza forem, são complicadas ou não fôssemos nós seres complexos, mas complicar ainda mais é uma perda de tempo útil que poderíamos aproveitar para efectivamente viver.

Por isso, sem rodeios: digam o que sentem, o que querem, o que desejam, exprimam-se!
A vida é curta demais! É um cliché. Mas é também um facto. E o relógio não pára de contar por ninguém.

Tic-tac, Tic-tac, Tic-tac...